REFLEXÃO: QUAL MAIOR OBJETIVO DA VIDA

Você já se perguntou por que existe? — vale a pena esse questionamento — o autodesvendamento: porquê estou aqui.

Pouco importa o quão longe olhemos para o passado é certo que constataremos que a alma humana persegue mesmos propósitos, tais como os de hoje, — a evolução da consciência.

Corrobora com isso, que de tempos em tempos nascem indivíduos que buscam com afinco aprender sobre o tema e se tornam iluminados: (seus ensinamentos transcendem o comum). Ao que parece, esses têm missões de nos provocar reflexões: sobre o que somos.

Inclusive, a ideia de religação com o divino (a religião) existe desde tempos imemoriais, e isso por si só, nos dá conta de um desejo latente e inconsciente nos seres humanos. Sobremaneira, voltado para encontrar o caminho de volta ao sublime, ao essencial do universo de onde tudo sugere que a vida descende.

E, pouco importa como designamos a descendência da alma humana: (Deus, Universo, Natureza, Inteligência suprema), fato é, que isto existe uma causa primeira de todas as coisas.

Entretanto, se olharmos para as nossas ações e buscas do cotidiano (focados no imediato e no tangível) percebemos que somos indivíduos sem noções de nós mesmos, e invariavelmente, muito longe de atingir a conquista do ser, a iluminação.

Enquanto seres mortais, é certo que tendemos viver apenas para o que nos dá prazer e/ou por respostas imediatas perceptíveis pelos cinco sentidos. Difícil é acordar para que a vida (uma existência) é mais uma oportunidade de aprender pela experiência cotidiana, visado a evolução da nossa alma imortal (encarnada).

Por fim, O OBJETIVO DA EXISTÊNCIA, por certo, não pode ser apenas a própria vida, mas o conjunto das experiências que é o nosso aprendizado. Sobretudo, daquilo que compreendemos sobre o que somos. Porém, se numa vida não obtivermos todas as respostas, não devemos desistir, — paciência, porque como disse o Cristo “é necessário nascer de novo…”, “… meu reino não é desse mundo”.

REFLEXÃO: SOFRÊNCIA, PORQUE É MODA?

Por que ainda existe tanta carência afetiva?  Por que a falta de afeto, ou “amor” não correspondido traz tanto sofrimento?

— Quem nunca teve dor-de-cotovelo atire a primeira pedra! Mas, isso não é fim do mundo —, vamos tentar compreender…

O termo sofrência é um neologismo, formado pela junção das palavras “sofrimento” e “carência”, com significado similar a expressão popular “dor-de-cotovelo”. A sofrência ainda pode significar o ato de sofrer continuamente, de maneira depressiva e lastimável.

Fato é que gostemos ou não, isso é uma realidade de muitas pessoas —, ou, pelo menos aqui abaixo a linha do equador, nos trópicos. Há pessoas que fazem desse sentimento não correspondido o sentido das próprias vidas!

Ao discorrer sobre esse tema popular, buscaremos entender o “dilema” dos “sofrentes” e, em simultâneo, verificar como esse fenômeno popular se relaciona com o autoconhecimento.

Para entender qualquer dilema ligado aos sentimentos humanos, devemos procurar por respostas no único local e meio possível, isto é, em nós através de uma viagem interior, porque é só através do autoconhecimento, o conhecimento de si mesmo, é que podemos fazer isso.

Em síntese, a sofrência, se trata de uma expectativa errada que se tem em relação aos sentimentos de outra pessoa e da percepção errada do indivíduo com relação si —, o que falta para o sofrente é por certo o amor-próprio. — Como dizia o Jack: “vamos por partes”.

Sobre o momento atual das relações humanas, Sigmund Baumam muito bem descreveu em (Modernidade Liquida: “não há nada permanente, perene, porque os nossos compromissos e os deveres são volúveis, impermanentes”.)

Depois, sobre sentimentos envolvidos com o tema, temos: AFETOé sentimento terno de afeição por pessoa…”; POSSEé o que tem sentimento ou desejo de posse por alguém…” ; CARÊNCIAé necessidade afetiva” e APEGO “ligação afetuosa, afeição.

A grande repercussão e sucesso das canções populares (sofrência) sugerem que parcela significativa de pessoas têm uma concepção muito errada do que seja uma relação de amor.

Aliás, há uma clara confusão na cabeça destes (sofrentes), isto é, uma inabilidade para administrar seus sentimentos: falta-lhes a compreensão do que seja afeto, abster-se da posse, sopesar a carência e entender o apego. Trata-se apenas de resultado de apegos não correspondidos. E, estes, não nascem em decorrência de amor.

A sofrência, por certo, nada tem a ver com amor, porque no amor pressupõe a liberdade da pessoa amada em primeiro lugar.

Ao que parece, na cabeça de um sofrente embalado pelas (canções hits) há verdadeiro culto ao sofrimento e ao apego, sendo certo que isso retroalimente sua alma não evoluída.

Vejo o fenômeno sofrente, como de uma alma que está numa encruzilhada da evolução da espiritual: de um lado a própria percepção de si, é falha, do outro lado, não há respeito (reconhecimento) a liberdade do outro. E, por certo, o sofrente está resistindo a essa evolução. — e se o desapego fizer parte da nossa evolução?

Por fim, analisando as palavras da autora Milan Kundera: “A Insustentável Leveza do Ser, que nada mais é do que o alcance da plena liberdade. Não ter com que se preocupar, não ter a quem dar satisfações, não ter nada que lhe prenda em lugar algum. Vemos então que o PESO, conceito considerado negativo a ‘priori’, é mais que necessário, é indispensável para dar sentido à vida.”

REFLEXÃO: QUAL O SEU NÍVEL DE EVOLUÇÃO?

Você é uma pessoa grossa! Você é um ignorante! Você não tem sensibilidade com a dor dos outros!

Quantas vezes falamos ou ouvimos frases como essas? — espero que tenhas falado mais do que ouvido —, este é o ponto de partida para nossa reflexão.

Fato é que em todas as interações, seja no seio familiar, profissional ou na sociedade em geral são baseadas no trato com o outro, isto é, a maneira pela qual nos expressamos diz muito de quem somos.

Para nosso breve estudo, avaliamos o nosso comportamento e identificamos o nível de evolução da nossa alma, ou seja, o nosso comportamento nas interações no dia-a-dia, dizem muito do nível evolutivo do nosso espirito.

Antes que você comece questionar sobre os termos (alma, espirito e nível de evolução), apresento-lhes, como paradigma, dois dos maiores mestres que nos legaram bons exemplos de comportamento. Por certo, ambos estão no topo da escala de evolução espiritual (iluminação): Buda – (Sidarta Gautama, século V a.C.) e Jesus o Nazareno — (Yeshua Ben Yosef, I d.C.), contudo, ambos foram homens de carne e osso como nós.

Não tem mistério. O que nos interessa aqui, é descobrir o nível de evolução da nossa alma, espirito imortal.

É certo que tudo decorre de um processo interno da nossa da alma, — em latim ‘spiritus’ e para português é o espírito. Quanto mais evoluído somos, melhores seremos no trato com os outros.

Estudando obras do francês Allan Kardec — (Hippolyte L. D. Rivail, século XIX), que foi o organizador do estudo da espiritualidade, com sua obra (O Livro dos Espíritos), Kardec, ensina sobre o mundo dos espíritos: “[…] apenas sabemos que eles são criados simples e ignorantes, isto é, sem ciência e sem conhecimento, porém perfectíveis e com igual aptidão para tudo adquirirem e tudo conhecerem”.

Disso decorre que nascemos simples e ignorantes e ao longo da nossa existência vamos nos aprimorando, portanto, são através das nossas experiências é que evoluímos ou não.

Acreditemos nisso ou não, é um fato.

Cada dia mais, estudos da psique parecem inclinados aos entendimentos da espiritualidade, por exemplo, Jung — (Carl Gustav Jung, século XX), percebeu que todo ser humano traz de forma inata esse impulso por transcender, e isso é espiritualidade para Jung. Quando nos perguntamos quem somos nós? De onde viemos? Aonde vamos? Estamos buscando essa totalidade, buscando nos ampliar. Mesmo no pensamento cientifico existe essa busca por ir além do ego, ir além dessa realidade material e racional que conhecemos, e isso é espiritualidade.

Ademais, podemos citar mais autores modernos que advogam nesse sentido, mas está ficando longo esta nossa reflexão.

Na atualmente, a chamada “inteligência emocional” que diz da maneira com a qual “gerenciamos” nossas emoções. Que significa afinal a mesma coisa! Trata-se da evolução da nossa alma, ou seja, tudo pertence a nossa psique — (alma, espirito, psique) —, como queiramos designar.

Por fim, o nosso nível de evolução, refere-se ao aprimoramento da nossa alma imortal, espirito imortal, e nada tem a ver com nossa religiosidade ou crença, etc. Antes, porém, pelo autoconhecimento, o conhecimento de si, é que podemos encontram o caminho das pedras para evoluirmos como indivíduos. E, a maneira pela qual nos relacionamos diz muito do degrau em que nos estamos na escada de Jacó.

REFLEXÃO: VENCENDO A PREGUIÇA

Inicialmente, vale destacar que a imaginação é mais poderosa que o conhecimento, sobretudo, quando lidamos com nossa própria psique.

Quem nunca ouviu “penso logo existo?” — dito por René Descartes. — Não é sem razão, pois se pensarmos um pouco, veremos que o pai do racionalismo tinha toda razão.

Se tudo o que fazemos primeiramente acontece em nossa mente. E, ademais, há tempos foi dito que “somos cocriadores de mundos” —, e, que tudo acontece a partir dos nossos pensamentos, inclusive, criamos nossa realidade.

Entretanto, por vezes, ficamos indecisos e confusos com aquilo que deveríamos fazer ou não fazer! Na linguagem popular chama-se PREGUIÇA. O ponto é: por onde deveríamos começar quando se encontramos nesta inércia?

Todos temos as segundas-feiras! Naquelas manhãs quando sentimos que nossa mente parece desligada e nosso corpo reage como se funcionasse em marcha lenta. Porque isso ocorre? — vários são os fatores, mas isso não vem ao caso para este ensaio.

Outro dia me deparei com um estudo sobre o poder da imaginação, e pensei ser um bom ponto de partida para refletirmos sobre esses bloqueios mentais e preguiças que todos temos às vezes.

Como sou empirista, tudo que faço decorre de experimentação, por isso sugiro que essa seja uma reflexão voltada para a prática, para a ação.

Iniciemos criando o seguinte roteiro, é um pequeno guia, divido em quatro passos:

  1. A começar pela motivação: o porquê deveríamos nos lançar em tal empreitada? —, pelo mesmo motivo que levou a nos questionarmos a condição de inércia —, o nosso branco mental. Ou seja, sendo a nossa motivação o combustível para alimentar nosso motor interno, sempre devemos nos manter abastecidos;
  2. Depois, partiríamos para estratégia, o planejamento: o como poderíamos fazer tal iniciativa? — coloquemos neste passo, a nossa imaginação para funcionar, pensando como o faríamos;
  3. O não menos importante, é o nosso ‘start’ o começo: — e o foco no nosso empreendimento, — mesmo que esse seja apenas o ato de ler um livro, como sabemos, toda leitura começa quando abrindo o livro ou ‘kindle*’ e não parar por nada;
  4. E, o ‘grand finale’ deste nosso breve manual, é o ato de celebrar as nossas conquistas sobre nosso adversário íntimo, a inércia, a preguiça, por exemplo, deveríamos saborear com alegria a superação desde as pequenas conquistas (mais alguns capítulos lidos ou a simples organização do local de trabalho, etc.).

Por fim, essa reflexão é sobre como vencer a preguiça usando a imaginação. A guerra interior ocorre no processo de criação de realidade, composta dos atos de (motivação, planejamento, início e celebração). Assim, atuam todos os atores envolvidos na peça da vida no dia-a-dia, sob a direção da nossa imaginação.

REFLEXÃO: ALMA HUMANA E A FELICIDADE

A felicidade é percebida como um estado de completude e de satisfação plena, é dito ser expressão da nossa alma.

A alma é parte mais sutil em nós, porém, é nela que está a nossa energia vital e é o centro das emoções e sentimentos. Nesse corpo imaterial (a alma) reside a parte do divino em nós, aquilo de sermos (imagem e semelhança do criador).

Sabemos, que o bem-estar (a felicidade) é incompatível com angústias e sofrimentos.

Contextualizando, o sofrimento e angústia que nos afligem dizem respeito as dores da alma. Por isso, só somos capazes de perceber e desfrutar dos momentos felizes com boa saúde na alma.

Se de um lado ninguém está 100% livre de viver momentos de aflições, por outro, não é saudável que deixemos tais momentos se estendam por muito tempo, porque tudo que fazemos como rotina se torna um hábito. Neste caso, um mau hábito, não saudável para nossa psique, para nossa alma.

Disso se extrai que o bem-estar: a paz, concórdia e harmonia, são as metas primordiais da nossa alma. E os sentimentos maus que lhes causem dores são aqueles que devemos enfrentar, porque são totalmente contrários ao objetivo da existência: a felicidade.

Nesta reflexão proponho que utilizemos o melhor laboratório que existe para investigar e obter as respostas para as questões postas, através do melhor objeto e método para fazê-lo. Que são respectivamente: você e o autoconhecimento.

Trata-se, mais precisamente de descobrir (o que você é). Entretanto, se pensou em dizer — eu sou fulano(a) de tal, filho(a) de beltrano e sicrana, tenho profissão x, etc. — esquece, — não é disso que se trata.

Você já olhou de fato para si mesmo? Você se conhece?

É fato, que se você falar com qualquer pessoa perceberá que muitos sofrem com ansiedade, insegurança e medo, mas o mais curioso disso é que os maiores dilemas que vemos têm origens comum e persistente num único ponto — no desconhecimento sobre si mesmo.

Para compreender a existência com profundidade precisamos antes de tudo conhecer a nós mesmos, Carl Jung bem disse: “quem olha para fora, sonha; quem olha para dentro, desperta!”, isso diz respeito ao autoconhecimento, o conhecimento de si.

O tema de hoje é felicidade e onde ela se manifesta. Porquanto, é fato recorrente nesta vida, a busca pela felicidade e as pessoas passam por sua existência nesta empreitada. Mas, ao que parece sem muito sucesso, porque vemos pessoas de todas as faixas etárias com seus eternos dilemas e dores psíquicas, — eles estão doentes da alma.

Por fim, a reflexão é o meio pelo qual o buscador procura conhecer-se a si mesmo, aprendendo, sobretudo, pela observação dos próprios sentimentos e emoções: através de autoanálise, autocriticas. Tudo visando ultimar o autoconhecimento e o do mundo circundante, porque afinal, quem está desperto entende que a “felicidade está no caminho e não no final“.

REFLEXÃO: POR QUE EXISTEM MUITOS INFELIZES?

EU vou ser feliz — quando meu relacionamento for com meu grande amor, ou com fulano(a), ou sicrano(a); — quando possuir isso ou aquilo; — quando conseguir passar naquele concurso; — quando conseguir um emprego melhor, — quando tiver mais dinheiro, ou ainda, EU poderia ter sido feliz — se não fosse porque casei muito cedo, casei com a pessoa errada, etc.; — porque não pude estudar; — porque nunca tive escolha…

Atire a primeira pedra quem nunca se deparou pelo menos com uma dessas narrativas sobre a felicidade!

É fato comum ouvirmos sobre uma felicidade condicionada, ora por (“quando…” e/ou por “se não fosse…”) — o que denota por si, que muitos de nós desconhecemos o tempo em que ocorrem os momentos de contentamento, e sobretudo, erramos no tempo, ou seja, esquecemos que a felicidade só existe num momento — no presente.

Parece até um clichê falar sobre isso, mas fato que não é… Como sou empirista e minha busca é pelo autoconhecimento, então! Proponho uma reflexão diferente.

Nesta breve reflexão, faça a leitura com a mente aberta e tente responder o rápido possível. É importante só fale consigo e não precisa pensar muito — não é necessário intelectualizar — apenas responda francamente — comece completando as lacunas a seguir:

Sou uma ____________e vivo no tempo _________, porque sei que só neste lapso temporal é que posso me manifestar neste __________ como um ___________, e, tudo que levarei desta minha existência são as ______________. Portanto, a felicidade é feita de______________ e vivida no aqui e _________.

Na questão (porque existem tantos infelizes?) — penso que a maioria das vezes é por uma mera questão de vontade, coragem e honestidade consigo mesmo, porque as pessoas fantasiam tanto sobre a felicidade, porém esquecem que ela só existe em nossa percepção e acontece nos momentos do presente.

Portanto, se você compreende ser uma alma imortal, que está no presente, vivendo neste mundo, como ser humano, e as únicas coisas que levará daqui para o túmulo são as experiências, por certo, terá constatado que só se vive aqui e agora.

REFLEXÃO: JÁ ESTEVE NO INFERNO?

Você vai para o inferno, porque você pecou, você é culpado! —, muitos dirão “Deus me livre!”

Fato é que o termo inferno está no imaginário popular como sendo um local físico e existente, o mundo de punições, aquele reservado aos maus. Foi muito ensinado pelas religiões que é “um lugar destinado ao castigo eterno as almas dos pecadores, por oposição ao céu’.

Credito que tal crença para chegar até nossos dias foi devido em grande parte ao ‘marketing’ da obra de Dante Alighieri: (“DIVINA COMÉDIA”, do século XV). Ao que tudo indica, essa obra (livro) serviu aos propósitos de proselitismo da religião dominante e como meio coercitivo desde aquele período obscuro da humanidade.

Vale destacar a maneira como aquele autor descreveu o “destino” das nossas almas —, segundo as nossas culpas —, nossos pecados —, é muito assustador. Mas, ainda hoje é apregoado por muitas religiões como o castigo numa pós vida. Com o devido respeito a fé de quem pensa assim —, DISCORDAMOS…

Embora, não gosto de discutir teologias aqui, reconheço o poder dramático que o “inferno” tem sobre nós, porque a simples ideia de condenação ao “inferno” tem o potencial para fazer muitos de nós (refletirem) sobre as nossas atitudes, ou, ao menos temer pelo possível e nefasto destino.

Porquanto, o inferno está bem mais perto de nós do que muitos imaginam. Para compreender melhor proponho que reflitamos sobre a metáfora “ir para o inferno” —, será que para realizar a “viagem ao inferno” é mesmo necessário morrer?

Quem nunca disse me sinto culpado por isso ou aquilo? —, quando nos sentimos assim a culpa nos toca de maneira profunda. Mexe com as nossas emoções e por certo atinge a nossa alma —, há indivíduos, que fazem coisas atrozes com si mesmos, por exemplo, no dia-a-dia sabemos de pessoas que dão cabo das próprias vidas tudo pelo sentimento de culpa.

Contudo, desde século XIX, com o surgimento dos estudos da psicanálise muitas das crendices milenares vem perdendo sentido desde então, por exemplo, dentre outras, sobre a culpa. É dito que a culpa “é um sentimento emocional que está intimamente relacionado ao remorso e ocorre quando uma pessoa acredita, ou percebe que comprometeu seus próprios padrões de conduta, ou ainda, deriva das violações dos padrões morais (universais), e que, em geral, tem responsabilidade significativa por essa violação”.

Penso que sentir culpa não é de todo mal, porque quando nos sentimos culpados demonstramos em primeiro lugar que temos empatia, podemos sentir a dor do outro. Significa, ainda, que de certo modo somos “normais”, isto é, só os psicopatas não sentem remorsos, culpas.

Viver constantemente se culpando por tudo é certamente uma patologia psíquica, uma doença da alma. Sou empirista por isso busco refletir sobre as experiências pessoais e/ou de pessoas próximas que viveram o limiar de seus infernos e algumas dessas até como finais trágicos.

Ademais, a culpa de fato nos leva ao inferno. Porém, não ao inferno de Dante! Ou, aquele das crenças milenares. A culpa, se trata antes de tudo, de um sentimento que nos corrói por dentro, ela nasce nas profundezas das nossas almas, mas, no fundo, derivam dos valores e das nossas crenças.

Por fim, a culpa pode ser compreendida através do autoconhecimento, identificando nossos próprios “demônios”, podendo ser enfrentados e vencidos, sendo que é uma luta que ocorre em nós mesmos. Para fazer isso, devemos começar nos perdoando e esquecendo ao invés de nos culpar. O inferno só pode existir dentro de cada um de nós, sendo uma espécie de prisão onde carcereiro é a nossa própria consciência.

REFLEXÃO: VOCÊ É LIVRE?

A liberdade é um ideal a ser conquistado! Mas na nossa “evolução” intelectual (educação familiar e formal), assimilamos somente à alguns aspectos do conceito de ser livre.

É fato, a nossa intelectualização é um misto de preparação e adequação que visa principalmente o convívio social, sobremaneira, para agirmos como seres “civilizados”. Porém, nesta condição, apenas conhecemos parte daquilo que a liberdade significa.

Ensinamentos esses que representam parte do todo. Em sentido estrito, é a independência dos pais, financeira, profissional e outras que decorrem das leis. Contudo, é fato que são apenas permissões e instruções para o convívio social harmônico e seguro, – Penso que não guardam relações com ser livre.

O que nos leva a reflexão…

Será que aquilo que a maioria de nós “entende” e aceita como liberdade, é de fato a liberdade em sentido amplo? —, um sonoro NÃO!

— Simplesmente porque essa “liberdade” diz respeito a nossa autodeterminação e a possibilidade de nos compreendermos ser cocriadores de mundos, — por óbvio, que tal pensamento por si só, para uma grande parcela de nós é uma novação, uma teoria improvável.

Contudo, penso ser necessário um despertar para autoconsciência, para compreender o que significa liberdade em sentido amplo —, porque ela, é dada proporcionalmente dado segundo o grau de discernimento.

Nesta reflexão não temos a pretensão de esgotar o tema, ou estabelecer qualquer juízo de valor. Vale a pena nos questionarmos e/ou ao menos, apontarmos o caminho das pedras para o entendimento, para o caminho do autoconhecimento.

Vamos pensar um pouco…

Se a consciência que temos de nós mesmos decorre exclusivamente daquilo que ensinam as religiões, ou os estudos formais, ou ainda, nossos pais?, — por certo que não, — porque tais conhecimentos são “padronizados”, “institucionalizados” e não nos possibilitam enxergar muito além do horizonte que a maioria de nós vê.

Contudo, existe uma questão que nos auxiliará imensamente nesta jornada rumo ao autoconhecimento, o conhecimento de nós mesmos. Para isso, proponhamos o seguinte: tente responder honestamente para si mesmo. Responda segundo o seu entendimento.

Trata-se de uma questão elementar, mas muito importante: (O QUE SOU?) —, contudo, se você pensa que tal questão é o mesmo (QUEM SOU?) — por certo, você deverá esquecer muito do que pensa que sabe, e acordar para conhecer a verdade, — e só então será livre. 

Por fim, uma grande parcela de nós, poderá até advogar que sabe o que significa ser livre, mas penso que não! Ser livre, é compreender O QUE somos: “somos espíritos imortais” e como tais, devemos atentar para os ensinamentos do Cristo (Jesus de Nazaré), que diz: “[…] em verdade vos digo, quem não nascer da água e do espírito, não pode ver o reino dos céus!”, — só um lembrete: o reino dele (do Cristo) em suas próprias palavras, disse: “meu reino não é deste mundo!”

REFLEXÃO: AS FACETAS DO AMOR

“Eu te amo!”… — quantas vezes ouvimos e falamos essas três famosas palavras?

Se pensarmos um pouco, podemos afirmar ser quase impossível alguém ter chegado à vida adulta sem tem ouvido milhares de vezes (eu te amo) e, embora tal assertiva, represente o mais nobre dos sentimentos humanos —, por que há tantos desencontros entre o que é dito e seus efeitos práticos?

Vamos pensar um pouco… Desde à antiguidade muito já foi falado acerca do amor, que vale destacar alguns pontos que julgo serem os melhores para servir de paradigma:

No período do apogeu da filosofia ocidental, na Grécia antiga, vários pensadores se debruçaram sobre o tema (amor). Dentre aqueles, o meu favorito é Aristóteles (século IV a.C.), ele disse: “o amor é o sentimento dos seres imperfeitos, posto que a função do amor é levar o ser humano à perfeição“, dizia ainda: “ama-se mais o que se conquistou com esforço” e arrematou que “o amor é o estado em que melhor as pessoas vêm as coisas como realmente elas são.”  

Vivo na América latina (de maioria cristã) e não posso deixar de fora dessa lista curta, os ensinamentos do maior ícone do empirismo sobre o amor: Yeshua Ben Yosef (Jesus, o Cristo, século I): “O amor é paciente, o amor é bondoso: não inveja, não se vangloria, não se orgulha, não maltrata, não procura seus interesses, não se ira facilmente, não guarda rancor. O amor não se alegra com a injustiça, mas se alegra com a verdade”.

Contudo, os mais antigos textos que tive oportunidade de conhecer sobre o amor, foram os ensinamentos de Sidarta Gautama (o Buda, século V a.C.), dizia ele, que “o amor é uma mistura sutil e maravilhosa de alegria e de compaixão” —, devemos considerar que este enfoque espiritual exalta em simultâneo, a necessidade de não estarmos “agarrados” a nada e a ninguém.  — porém, o “desapego” é parte dessa liberdade essencial da alma humana que nos permitirá fluir e avançar na roda da vida e em cada um dos ciclos de sua alma —, por (desapego) não devemos entender não poder estar junto de quem amamos.

Após rememorarmos as lições daqueles seres iluminados, voltamos para a nossa humilde reflexão baseada no empirismo do século XXI. Aliás, é o que sempre nos propusemos a perseguir: (falar e fazer) —, tudo sob a óptica do autoconhecimento, daquilo que qualquer mortal poderá experimentar.  

Penso, sobre as facetas do amor, que só podem ser satisfatoriamente plenas para cada um na exata medida do seu entendimento. Sobretudo, dado ao nosso alcance numa existência neste plano (como humano), ou seja, a maneira como você se concebe e se percebe no mundo, seja consigo mesmo e com as demais pessoas. Isso, diz muito sobre a qualidade do que compreende por amor —, por óbvio, sendo desnecessário falar sobre ego.  

Contudo, é fato que milhões de pessoas vivem às voltas com os dilemas no “amor” e, constantemente se frustrando, se desencantando. Tal assertiva, extraio de inúmeras expressões populares que descreverem seus percalços com o “amor”: (coração partido, magoado, ferido por dentro, “sofrência”, dor-de-cotovelo, etc.) — são tantas as designações, que não me atrevo continuar por absoluta irrelevância.  

As pessoas geralmente não compreendem o alcance de um “eu te amo” e, não há nada que se possa fazer quanto a isso, porque existe muita confusão entre o ser e o ter, pois, se entrelaçam gerando sentimentos antagônicos: (posse, desejo, paixão, controle). Porquanto, é verdade que cada um só pode entregar ou externar, segundo o seu entendimento.

Por fim, sobre às três famosas palavras do tema, reflitamos! —, por certo, ao interpretá-las o faremos segundo o discernimento de quem as pronunciam ou de quem as ouvem. Fato, que nem sempre um “eu te amo” tem o mesmo significado universalmente: (dê a cada um segundo o seu entendimento). Porém, não nos esqueçamos que enquanto seres humanos: somos um universo em miniatura (somos um microcosmos), e como tal, existem inúmeros outros mundos que orbitam o nosso mundo.

REFLEXÃO: LIVRE ARBÍTRIO, O QUE PODEMOS ESCOLHER?

Há muitas coisas que ocorrem no dia-a-dia que parece que estamos perdendo o controle de tudo. Mas, será verdade que nos é permitido escolher?  Será mesmo que temos o controle, que os resultados das nossas ações são todas baseadas no nosso livre arbítrio?

 Vamos refletir um pouco sobre o nosso livre arbítrio e o egoísmo.

Inicialmente, é fato que não podemos nos ater aos nossos caprichos e vaidades, porque ao que tudo indica, as coisas são como são, é o que é, parafraseando o poderoso chefão. Entretanto, alguém poderá até advogar que tudo é uma questão de determinismo, — eu não sei, – pode até ser…

Mas, fato é, também, que quanto mais pensamos que temos o controle de tudo, quanto mais agimos como atitudes egoístas: (eu, eu, eu, —eu acho, —eu quero, —eu tenho) mais as circunstâncias nos revelam que estamos errados.

O egoísmo é uma expressão que por si só denota muita subjetividade e, ao que tudo sugere, o nosso subjetivismo tenta suplantar a ordem do universo e suas leis implacáveis! — por vezes, até pensamos que o mundo gira em torno do nosso umbigo —, por assim dizer.

Como ocorreu no passado até na idade média, é possível verificar que ainda ocorre hoje: sabemos pela história que naquele tempo, que as mentes “pensantes”: (intelectuais e autoridades eclesiásticas) diziam sobre à terra ser o centro do universo e tudo mais. Embora hoje, superamos a falta de conhecimento do cosmos, mas, por outro lado, nos tornamos egocentristas: pensamos ser como à terra daquele tempo: o centro do universo.

“Aqui e agora”, —parafraseando Ian Mecler —, com olhar no presente. Podemos aferir que desde que saímos das cavernas e vagueamos pelas savanas do continente africano, como catador e coletores, evoluímos muito. No século passado, por exemplo, mandamos as primeiras pessoas para ao espaço e pousaram na lua, mas, o nosso ego cresceu enormemente.

Embora, ninguém consegue viver sem ter ego, porque ele faz parte da nossa essência, é a manifestação daquilo que nosso torna indivíduos. E, essa individuação, é que permite seremos autônomos. Contudo, essa autonomia, no quesito das nossas vontades, está intrinsecamente conectada com tudo, mas não é absoluta.

Alguém, poderá até dizer que tem autonomia, livre arbítrio: (eu escolho x ou y). Mas, ocorre que as nossas escolhas não absolutas ou só são apenas, pela maneira que enxergamos o mundo circundante. Isto é, a nossa capacidade de escolha só é perfeita na maneira que enxergamos o que é externo. Mas, o mundo que se manifesta para nós deriva da resposta da lei de causa e efeito, portanto, fogem do arbítrio privado, do nosso livre arbítrio.

Por fim, quando se diz: eu perdi, eu deixei, eu, eu… —, quando mais se utilizar desse pronome possessivo para explicar suas escolhas, isso só demostrará o quanto está longe da iluminação. Na verdade, agindo assim, é fato que você dorme ou vive como prisioneiro do mito da caverna de Platão.  Ao passo, que o despertar para a verdade primeira (a liberdade), pressupõe, o autoconhecimento, o conhecimento de si mesmo e, é isso, que o tornará indivíduo pleno para compreender e se desenvolver, existir plenamente.