REFLEXÃO: NOSSO DESAMOR É A MEDIDA DA NOSSA IGNORÂNCIA

Somos seres dotados de consciência, memoria e capacidade demonstrar compaixão, dentre outros nobres sentimentos e competências socialmente necessárias para mantermos bons relacionamentos em todas as áreas da vida.

Entretanto, é fato que quando não somos capazes experimentar e expressar sentimentos nobres, por exemplo, empatia, isto é, capacidade de ver o mundo sob olhar do outro, torna momentos felizes uma raridade entre outras coisas. Estudos da psique dizem que tal indivíduo tem dada psicopatia. A lista defeitos na psique e os males que dela decorrem são enormes.

Nesta reflexão, partiremos do pressuposto de que o indivíduo tem dado grau de sanidade média e a sua conduta é socialmente aceitável. Então, desta feita, excluiremos as patologias da psique (psicopatas, sociopatas, antissociais, e outros bichos).

Vamos tratar da questão: por que muitos de nós agimos de maneira tão rancorosa, vingativa e mesquinha? — é fato, também, que não é incomum conviver nas várias esferas das relações (pessoas, profissionais e sociais) com tais indivíduos.

Penso que se considerarmos as excludentes apontadas acima, tudo mais que demonstrar agressividade, antipatias e outros comportamentos reprováveis derivam unicamente da ignorância do indivíduo.

Portanto, concordo com J.J.Benitez no ‘best-sellers’: (Cavalo de Troia I), que diz “… a falta de capacidade e de vontade de perdoar os semelhantes é a medida da imaturidade e a razão dos fracassos na hora de alcançar o amor”, porque desde que me lembre, ao deparar com inúmeras dessas situações de falta de tato e arrogância, sobretudo, quando observo isso nos relacionamentos das pessoas, só corroboram a ideia, a qual, alimento desde que inicie nos estudos de autoconhecimento, que é: DESAMOR É A MEDIDA DA NOSSA IGNORÂNCIA.

REFLEXÃO: VIDA, QUESTÃO EXISTENCIAL, ONDE ENCONTRAR RESPOSTAS?

Desde jovem venho me questionando, busco conhecimento sobre questões existenciais. Procurei através dos livros sagrados de religiões – apendi muito, é um saber repleto de complexas alegorias, mitos, (leis e costumes antigos) e as narrativas do extraordinário transcendental; na filosofia clássica e moderna — aprendi um sem números de questionamentos sobre quase tudo que consiga imaginar; no misticismo antigo — vê quase de tudo sobre a existência, mas tudo carregada de intrincado simbolismo; nos estudos da psicologia, empreendi sobre psique humana com afinco — fiz constatações incríveis que pôs a baixo minhas até então, crendices; pela neurociência me oportunizou entender o funcionamento das respostas sensoriais e sobre o funcionamento da mente humana.

Seja onde for que minha busca me levava, uma coisa cada vez mais estava mais clara e comum, como diz aquela canção dos anos 80: “E tudo ficou tão claro / O que era raro ficou comum“, que as respostas nunca estão fora de você.

Compreendi isso e se tornou como um paradigma para o meu entendimento: pouco importa o que dado ramo do conhecimento tenha explicado sobre sua busca existencial porquê as respostas não estão no que é externo de ti, mesmo que afirmem que a verdade seja alguma força extraordinária e sobrenatural.

Inclusive, também, percebi que existe um limite de esclarecimento para cada ramo do conhecimento e que a partir de determinando ponto, você corre o risco de admitir que o saber ultimado é aquele que consegue responder quase tudo, — mas esse, é o maior dos erros que um buscador comete: — adotar determinada doutrina, ciência, filosofia ou quaisquer “sabedorias” para explicar tudo.

Toda vez que concluía uma linha de pesquisa, lembrava do grande sábio Sócrates: “só sei que nada sei”. Contudo, para questões existenciais (quem somos, de onde viemos, para aonde iremos) são respostas ao alcance de cada um, a depender tão somente de fazer as perguntas certas. 

Por fim — é pelo autoconhecimento poderemos excluir aquelas possibilidades que não somos, porque se tudo está em mudança (no universo) e nada morre, então somos o espírito que vagueia, ora está aqui, ora ali, e ocupamos o recipiente que nos agradar, em vida física o chamamos de corpo. Porém, o que mais importa saber é o que habita nele é eterno, imperecível, o incompreensível eu sou, e tudo mais perece sob o sol.

REFLEXÃO: EVOLUÍMOS OU QUÊ?

Existem temas em que o fato de saber escrever não é tudo, por exemplo, quando o assunto é a própria vida, tudo fica muito complicado. Escolher melhores palavras e utilizar técnicas de escrita, não resolve questões de expressar com fidelidade sentimentos genuínos. Embora seja simples retratar cenas dramáticas, cômicas, românticas, etc. apenas dando ênfase em dados elementos da narrativa, porém, é certo que o texto vai parecer clichê (novelesco) e mais que isso, será falso.

Me ensinaram que a insistência é uma qualidade, mas em algum momento um texto deve ser terminado. Então, decidi: vou escrever diretamente segundo meu entendimento do assunto, e esquecerei a técnica. E, escrevo, despido da pretensão de ser eloquente.

Exceto por um elemento que julgo primordial: o zelo, cuidar com a veracidade do tema, é bom e desejável, sobremaneira, se o assunto é o autoconhecimento.  Evito a todo custo os ‘clichês’: o modismo de frases feitas, penso que são expressões vazias e não comunicam os sentimentos verdadeiros, por exemplo, quem pode aceitar de pleno valor o significado de um (“eu te amo”) que por tantas vezes é dito nas obras de ficção e em comerciais de propaganda? —, acho uma abominação narrativas novelescas tão presentes nas canções populares.

Interprete segundo seu discernimento. Tenho essa maneira de ser (aquariano): essencialmente humanista, mas nunca apelativo e não ativista no sentido literal.

Penso que somos seres complexos, únicos, com peculiaridades que é até difícil afirmar com convicção que exista outra pessoa igual a nós. O fato a ser lembrado, por exemplo, é quando se decide pelo autoconhecimento, o conhecimento de si, se tornará um ser livre desde o momento que assume total responsabilidade por suas escolhas.

Por fim, é pelo entendimento de tais características próprias (únicas) é que percebemos a nossa evolução, por exemplo, pelo ato de reconhecer a própria individuação e não se deixar ser coagido de maneira a pertencer a dado (grupo ou crença) que afrontem o ser que somos. Depois, é pela fidelidade a nós mesmos, a nossa essência humana, desde as nossas relações com outrem e a compreensão do universo, é que nos diz da nossa capacidade de adaptação, porque ou somos indivíduos, ou meros números nas estatísticas.

REFLEXÃO: ATITUDES QUE AFETAM A ALMA

Em nosso dia-a-dia, há certas atitudes que julgamos por vezes sem muita importância, mas tem potencial de gerar males até no íntimo do ser, a nossa alma. São aquelas mudanças repentinas de humor, por exemplo, dizemos que dado(a): (evento / pessoa / constatação), nos tira do sério. Fato é, que esses momentos são percebidos pelo stress, ansiedade e medo, que nos faz perder totalmente a serenidade e a paz.

É difícil indicar qualitativamente qual é o pior dos males que oprime a alma humana com mais frequência, mas, é possível ao menos aferirmos as dores existenciais. Como poderíamos fazer isso? — Vamos refletir, como sempre propomos aqui, pelo autoconhecimento.

Para compreendermos mais sobre dores da alma, é fato que isso guarda relação estreita com a nossa evolução espiritual. Quando observamos a maneira pela qual nos expressamos em momentos de tensão, sobretudo, ao analisarmos as “variáveis” que designaremos como: (tolerância / intensidade / consciência):

·         Se o nosso estado de humor for do nível de calmaria aos rampantes de explosões quase instantaneamente, —   isso diz muito da nossa tolerância;

·         Se tais as explosões (humor) são verbalizações contendo: (xingamentos, julgamentos, críticas, etc.) —   isso retrata a intensidade;

·         Se o quanto mais breve admitirmos para nós mesmos, sem intervenção de terceiros, que não devíamos ter agido daquela maneira, —   diz do nosso grau de consciência.

Disso se extrai em breve analise, o que é assertivo quanto uma resposta (irracional) das nossas emoções, que só confirma o nosso grau de ignorância, vemos: 1) uma atitude (destemperada) no presente não mudaria os fatos pretéritos; 2) se aquela atitude derivar de situações e causas ilógicas, geram efeitos desproporcionais dado a sua (aparente) causa.

Seguindo como empirista que sou, não quero “reinventar a roda!”, a tão festejada “inteligência emocional”. Contudo, penso que as nossas atitudes dizem do muito do grau de evolução da nossa alma, a despeito de qualquer outra convenção.

Ademais, penso que somos animados por uma (energia) extremamente sutil a qual nos conecta a tudo. Quem nunca parou diante de uma paisagem natural pitoresca e se sentiu como se transcendesse? — Penso que os nossos sentidos simplesmente fazem parte dessa experimentação e tudo que sentimos de bom ou de ruim alimenta esse ente (alma).  

Desde muito tempo, aprendemos que somos almas viventes, há um espirito imortal que nos anima. Nesta condição, o nosso agir,  ocorre como numa jornada para evolução do espírito. Pensei numa analogia, simples: somos guiados por um mapa de experimentação que é interpretado em momentos de introspeção: (autoanalise, autocritica, adaptação), e são essas as vias principais que levam ao autoconhecimento, o conhecimento de si.   

Por fim, sim! São atitudes desproporcionais, frente eventos sutis da vida que afetam a nossa alma. O autoconhecimento pode até parecer um caminho solitário, mas é por ele que compreenderemos o motivo pelo qual existimos, indicativos por certo encontraremos que derivam dos propósitos da essência a qual todos pertencemos. Seja como for, o destino estará completo quando nos unirmos a causa primeira de todas as coisas, a essência do universo.

REFLEXÃO: PORQUE EXPECTATIVAS NOS FRUSTAM TANTO.

Que maravilhoso ou sem graça seria a vida, uma existência, se tudo que fossemos experimentar viesse com manual de instrução, “como fazer as coisas para atender suas expectativas e ser feliz”, —utópico não acham? — Como um aquariano buscador, penso que seria até muito entediante. Mas, vamos refletir.

Conta a história, que o jovem general Alexandre Magno (o Grande) após obter à vitória sobre a nação indiana ele chorou, porque não havia mais povos para conquistar.

No cotidiano observamos que às vezes agimos tal como o conquistar macedônio: as pessoas são motivadas pela conquista de algo mensurável, tudo daquilo que se possa acumular, mais do mesmo, por exemplo, há muitos indivíduos ricos (bilionários) que buscam cada vez mais acumular fortunas, porém, nunca é o suficiente. — Nada tenho contra ter dinheiro, pelo contrário, é necessário para prover sobrevivência, (semelhante à carne do mamute para os nossos ancestrais das cavernas).

Nesta reflexão, me ocorreu a questão de como poderíamos limitar as nossas expectativas, ou colocando de outra forma, como poderíamos gerir melhor, de maneiras saudáveis, os nossos desejos, de forma nos sentirmos realizados, felizes.

Os cabalistas nos ensinam que a verdadeira criação da qual somos parte, como criatura, se resume no desejo de receber (alma humana) e a providência que nos criou (o criador) é o desejo de dar. Simplificando, resumidamente isso é tudo o que existe: a providência vai permitir tudo a sua criatura de forma nunca exigir nada desta, porque é por isso que fomos criados: para receber.

Também, aprendemos com Freud, que o homem é uma taça de desejo. Seja como for, me parece fazer todo sentido. Continuando como esse simbolismo (taça = homem = desejo).

— Recordo de uma pessoa que orientei sobre felicidade. Era uma jovem moça triste que me questionou: “porquê se sintia tão infeliz, mesmo tendo marido que a amava e filho saudável, etc.” — fantástico pensei, nossa! — Acabei por escrever um pequeno manual para aquela jovem tratar do seu dilema (infelicidade), — O caminho das pedras (8 passos para autorrealização), — é autoajuda, mas confesso que não faço mais isso, hoje espero que as pessoas descubram por si.

Fato é, que tal sentimento de infelicidade (a taça transborda, mas a sede continua), se analisarmos ocorre com todos nós! Quem dentre nós pode dizer que nunca se sentiu assim? — Ao obter muito mais daquilo que desejou, mas nunca é o suficiente! Penso, que os ensinamentos antigos: cabalistas, Buda, Jesus, Freud, tratam do mesmo assunto. Somos desejos, é por isso que existimos. Parafraseando a canção “somos medos e desejos”. 

Portanto, as nossas expectativas nos frustram porque são afinal, os nossos desejos. Porém, como sempre procuro fazer aqui neste blog (através do autoconhecimento), indicar opções de direções visando afastar a infelicidade: (Devemos aprender com a providência. Vamos tentar imitá-la, doando: atenção, nosso tempo, carinho, afeto, abrigo, comida, etc.), talvez dessa maneira, a nossa taça nunca mais transborde, e não diremos que nesta vida não há contentamento—, como disse o evangelista, felicidade.

REFLEXÃO: O QUE INIBE A PERCEPÇÃO DA FELICIDADE

Dores, aflições e medos fazem parte da vida, e suporta-los serenamente não há nada de errado, está tudo bem. Mas, quando cultivamos essas (aflições) por muito tempo elas nos absorvem totalmente, é fato que se tornam uma patologia (doença na nossa psique): ansiedade, fobias, depressão, etc. Entretanto, ninguém se desenvolve como ser humano com a predestinação para o sofrimento.

Nesta reflexão, convido-os brevemente analisar: porquê existem tantas pessoas vivendo constantes batalhas internas, gerando inúmeras aflições, dores e sofrimentos. Não me refiro a mera luta pela sobrevivência, mas sim as cercas fortificadas criadas na própria mente, na qual, você vive num mundo irreal, na sua prisão mental.

Porquanto, o mais comum dentre os indivíduos infelizes, é que geralmente essa condição existe por uma mera questão de crenças limitantes, as quais são retroalimentadas por dilemas que lhes são próprios, por exemplo, falta de autoestima, crise de identidade e a imaturidade.

Fato é que todos conhecemos alguém nas relações: pessoais, profissionais ou sociais, que agem feito crianças (magoam-se e irritam-se facilmente; acreditam que todos lhes devem atenção; não aceitam ser rejeitadas, etc.), mas, apesar de o fato de acumularem dezenas de primaveras de vida.

Penso que exista um princípio básico para evitar cair num labirinto de julgamentos: é nunca culpar as outras pessoas e as circunstâncias pelos próprios infortúnios. Contudo, de nada adianta, também, esconder de si os próprios sentimentos, isto é, agir como se fugisse da realidade ao ceder aos impulsos ardis de auto sabotagem.

Sabemos serem através das fugas que afloram as manias compulsivas: bebidas, promiscuidades, compras, etc. que dominam a mente —, como naquele dito popular: “é como varrer os problemas para baixo do tapete”, —procrastinar é fazer com que o fardo só aumente, a mochila de problemas levará o indivíduo a exaustão.

É fato, (quem não entende a si mesmo terá poucas oportunidades de se dar bem com os outros e/ou conquistar à auto realização).

Se considerarmos a quantidade de pessoas subservientes num emprego, em família, num relacionamento, numa crença, todos vivendo dilemas eternos. Tais pessoas, se tornam (autovítimas), vítimas de si: tentativa de suicídio, estado de ansiedades e depressivos, e também, aqueles que lotam igrejas numa busca insana por algo, um fator externo, numa religiosidade a “todo custo”, — soa como trocadilho, mas é real (como as notas de dinheiro).

Vemos no dia-a-dia pessoas querendo (a salvação) em outra vida! Mas, porque não viver o bem aqui, nessa existência? — Nada tenho contra as crenças no sobrenatural! Mas, parece ilógico não pensar na essência humana, ou seja, somos seres conscientes, racionais e capazes de resinificar a própria vida, sozinhos: apenas pelo autoconhecimento.

Se a maioria dos grandes problemas geradores de aflições estão na própria mente, não há inimigo mais poderoso como aquele que você acredite, porque você mesmo criou.

Por fim, o que inibe a percepção de felicidade de uma pessoa está diretamente associado à sua incapacidade de enxergar de maneira mais ampla, a própria realidade. Que por mais dolorosa que essa seja em dada experiência, é certo que haverá sempre alguma maneira de racionalizar e observar (a lei da causa e efeito), porque a depender do elemento básico para percepção da felicidade: é valorizar mais o lado positivo das situações (se a vida lhe der um limão, faça…), agir de forma a mudar o modo de encarar a vida. Talvez assim, momentos felizes sejam mais frequentes.

REFLEXÃO: COMO ENCONTRAR UM MILAGRE

Desde jovem sempre busquei por respostas sobre o porquê de pessoas boas sofrerem, por outro lado, aquelas de caráter duvidoso aparentemente se tornam bem-sucedidas. Mas ao longo da vida, pelas experiências compreendi, que tudo na vida deriva do grau de entendimento de cada um, — como você enxerga o mundo.

O maior entrave para compreender o processo pelo qual o sucesso ocorre está mais relacionado com os questionamentos e adaptação frente a vida, e menos com as respostas prontas que te ensinaram, isto é, tudo depende da maneira como formulamos as perguntas para nós mesmos. Disso se extrai, que de nada adianta buscar, por exemplo, a todo o custo a felicidade se você desconhece o verdadeiro conceito de felicidade.

Nesta breve reflexão, gostaria que você analisasse e constatasse por si, os momentos (chaves): os pontos de viradas em sua vida.

Partindo da premissa de que tudo no universo muda, como diz naquela canção dos anos 80: “o tempo não para, não para não”. Então, convoco a pensar esse tema agora, porque é dito, que “o tempo urge” e não há nada que possamos fazer quanto a isso.

Aprendemos sobre uma infinidade de assuntos ao longo das nossas vidas, mas para alguns de nós isso nunca ocorreu: obter lições sobre como fazer autogestão, gerir a si mesmo. — Eis o pulo do gato.

Depois, o quanto seremos adaptáveis em todas as áreas das nossas vidas: pessoal, profissional e social. Fato é, que para maioria de nós existe temor a mudanças, situações novas. Entretanto, jamais devemos, ser volúveis, fluídicos frente a vida. Pelo contrário, quem sabe gerir a si mesmo, por certo faz escolhas conscientes e leva a cabo tudo com determinação.

Por fim, para um milagre ocorrer faz necessário compreender os pontos de viradas em nossas vidas e o nosso grau de vontade pelo bem viver. Sobremaneira, naqueles momentos de aflições (sentimentos em graus extremados) e pela nossa vontade diante da dor, é que extrairemos as lições necessárias para descobrir que a vida é maravilhosa, e assim, temos a oportunidade de experimentar o sucesso, à autorrealização, — tudo é uma questão de como enxergamos a vida.

REFLEXÃO: A PIOR FACE DO SER HUMANO

Quando observamos multidões eufóricas literalmente se digladiando diante de um telão ao assistir jogos de futebol, (embora tal evento, esteja acontecendo em outros países e seus participantes sejam desconhecidos dos expectadores), consideramos tal comportamento digno de fanáticos.

fanatismo é muito peculiar por parte de muitos torcedores, sobretudo, quando analisamos suas expressões mais extremas, a violência: agressões verbais, brigas, e mortes, que são parte destas manifestações. Mesmo que alguém queira advogar em sentido contrário, seus argumentos perecem. Basta analisar racionalmente o assunto e se constatará atitudes dignas de insanidade.

Nesta breve reflexão, te convido para analisarmos juntos, as causas que levam o fanatismo e a sua pior consequência (a violência). O que faz uma pessoa comum da sociedade se comportar de modo tão agressivo instantaneamente em dado evento, no qual é apenas um expectador? 

— porém, abordaremos o assunto com viés meramente do autoconhecimento, buscamos entender o comportamento de indivíduos comuns que agem de maneira extraordinária. Frisamos que a nossa intenção aqui não é julgar seus atores.

Sou empirista e me norteio pela racionalidade. Vemos nas ações de torcedores (fãs) descontrolados, por exemplo, o comportamento violento de uma parcela dos indivíduos (torcedores presenciais ou não nos estádios). Inclusive, nas estatísticas anuais sobre crimes entre torcedores (vítima e autor), ambos de uma mesma família, — recentemente, notícias da morte de um dos conjugues cometido pelo outro, e tudo, foi motivado por discussões sobre um jogo de futebol.

Aprendemos que “O fanatismo causa rigidez mental e atrofia o raciocínio da pessoa. Tal como ocorre com o fanático religioso, o torcedor fanático é muitas das vezes, um indivíduo disposto a se utilizar qualquer meio para afirmar a primazia da sua fé ou do objeto de adoração sobre as demais”.

Por fim, pelo autoconhecimento quando podemos compreender mais sobre nós mesmos e sobre o mundo que nos cerca. Isso nos compelirá afastar de condutas ignorantes e infantis, tais como presente no fanatismo. Disso decorre, por exemplo, o controle dos nossos instintos ao ceder cada vez mais espaço para a razão, que representa uma elementar maturidade da psique, isto é, como a remoção da atrofia do raciocínio e a consequente afastamento do fanatismo.

REFLEXÃO: A POLÍTICA NO IMPÉRIO DA IGNORÂNCIA

Pelos estudos da sociologia, aprendemos que o poder político (o estado) nasceu da necessidade dos indivíduos estabelecerem regras para organizar a vida em sociedade. E, que ao longo do desenvolvimento das civilizações inúmeras revoluções ocorreram. O lado vencedor invariavelmente impôs pela força ou pelo engodo, sua própria concepção de estado e sociedade (justiça, impostos, direitos, etc.).

Sabemos também, que para a consecução de um projeto de poder é indispensável a coerção social, porque o governante deve manter a ordem e impor o seu comando sobre o povo.  Neste processo contínuo de luta pelo poder estatal que ao longo dos séculos forjaram a nossa evolução social e política.

Ademais, consta na história e na sociologia, que os donatários do poder político sempre podem contar com a mão poderosa das religiões para perpetuar-se no poder, entretanto, ao meu entender tal empreitada difere dos propósitos institucionais das entidades religiosas. Mas, pelo fato dessas arrebanhar milhões de almas, doutrina-las e subjugam suas mentes: incutindo nelas o temor de uma divindade vingadora, julgadora e salvadora, que se tornam como terrenos férteis para crescer legiões de apoiadores com mentes condicionadas.

No ápice dessa evolução social e política de um povo, está o quesito (do sistema político). E, nosso grande país se situa lado a lado com as melhores nações do mundo, — prevê a nossa Constituição Federal que (o poder que emana do povo para o povo). Porém, uma democracia ideal e plena só existe se houver a competência crítica do povo para escolher livremente seus governantes.

Por fim, pelo comportamento do povo brasileiro de diversos estrados da sociedade, o qual observei nas redes sociais, (bradando palavras de ordem e levantando bandeiras de crenças para justificar atos antidemocráticos), um sentimento de desalento invadiu minha alma. Como pode tal disparate, depois de milhares de anos de evolução social e nada mudou? — Vivemos no império da ignorância endêmica: de preconceitos e ideologias ultrapassadas! E, cá estamos novamente, diante de uma nova idade das trevas.

REFLEXÃO: O SER RIDÍCULO, INCONSCIENTE DA VERDADE

Se observarmos atentamente o cotidiano, desde as nossas relações interpessoais, notaremos o esvaziamento de muitos conceitos que até recentemente representavam valores nobres, tais como: (amor, gratidão, compromisso, honestidade, autenticidade, verdade).

O mestre grande Zygmunt Bauman bem nos advertiu sobre “realidade liquida”, isto é, que vivemos num mundo onde o que é concreto desvanece e não existe a certeza, permanência, perenidade, porque desde a ideia de (verdade) é relativizada com o vulgar e o fluídico.

Experimentamos tal realidade (liquida), no dia-a-dia, por exemplo, um termo difundido na sociedade contemporânea “politicamente correto”, que invariavelmente nasce da aprovação social, das redes sociais. Aquilo, que é fato para uma grande parcela de concidadãos, mas foi refutado por pesquisas cientificas: ao identificarem naquele termo uma incoerente com a realidade, trata-se da mera designação de é um “inimigo imaginário”.

Ao que tudo demonstra, estamos no limiar do senso do ridículo.

Fato observável em comportamentos recorrentes de milhões de indivíduos: que bebem daquela fonte (inútil) de saber, e se embriagam com a ignorância e vagueiam na escuridão do entendimento. Penso que milhões de pessoas perderam a noção da realidade, porque mesmo não tendo nenhuma certeza de algo insiste em propagar crenças como se fossem fatos, a exemplo dos ‘fake news’.

Porquanto, é enorme a repercussão dada a toda sorte de absurdo e inutilidade, que uma mente minimamente desperta é incapaz de imaginar: apocalipse religioso, invasão alienígena, teorias da conspiração, dietas milagrosas, mil maneiras de ficar rico, rezas, santos e feitiços poderosos, etc. e a pior parte disso é que tais pessoas têm convicções de veracidade.

Por fim, o ser ridículo, é aquele indivíduo que despreza a razão em detrimento do apego crendices justificadas, por exemplo, num metafísico transcendente. E, por não buscar compreender a própria existência, a compreensão de si, ao tentar fazê-lo, intenta através de ensinamentos leigos, com leituras limitadas sobre textos carregados de signos e símbolos muito antigos. Nos quais, a depender da interpretação se desprendem enormes contradições.