REFLEXÃO: A BONDADE, O QUE VOCÊ FEZ PELO OUTRO HOJE?

Desde ontem algo me perturbou. Me questionei acerca do significado da prática da bondade. Hoje, no entanto, busquei o dicionário para entender o significado: “bondade é a qualidade de quem tem alma nobre e generosa e é naturalmente inclinado a fazer o bem; benevolência, benignidade, magnanimidade”, entretanto, isso não respondeu meus questionamentos acerca do termo, na prática.

Então, como sempre faço aqui, proponho refletir um pouco sobre o que é a bondade: será que estamos de fato praticando a bondade ou apenas simulando aquilo aparentemente bom? — Penso que bondade vai muito além da mera ideia de nobreza da alma. Como empirista que sou, busco o entendimento a partir da prática. Vamos lá…

Apenas pelo ato de concordar, “apoiando”, os desejos e as expectativas de outrem, nem sempre isso significa um ato de bondade. Mas vamos consultar os universitários para compreender.

Aprendemos com os clássicos da filosofia ocidental, os gregos do (século IV.a.C.), por exemplo, para Aristóteles a bondade é “ajuda a alguém necessitado, não em troca de nada, nem da vantagem do próprio ajudante, mas em prol da pessoa ajudada“,

Depois com os ensinamentos do cristianismo, do primeiro século da nossa era, o mestre Jesus nos legou os maiores exemplos de bondade que é muito apregoado a séculos. E, pelos  escritos de Paulo de Tarso na carta aos Gálatas, destacamos: “... o fruto do Espírito é amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio” —, Paulo sem dúvida, é meu ator favorito, sobretudo, me identifico com suas narrativas e com seu empirismo já daqueles tempos.

Por derradeiro, na filosofia prática da Profª. Lúcia Helena, ensina que: “o verdadeiro bondoso é aquele que empurra o outro em direção ao seu crescimento e aperfeiçoamento com ser humano, ainda que não sejamos reconhecidos pelo outro, ou seja, a prática do bem deixa um rastro pelo mundo por onde você passa —, resume bem a verdadeira bondade na contemporaneidade.

Será, portanto, que praticamos de fato atos “bondosos?” ou apenas atendemos os desejos e expectativas de pessoas que ainda dormem na caverna da ignorância, decorrência imediata daquela condição. Ao passo que, se lhes déssemos o que realmente seria o bom para elas, muito além das meras necessidades imediatas que nos pedem? — porque é muito comum essa nossa “bondade” se torne apenas um ato demagogo.

Por fim, há muito tempo que as mensagens de amor, benevolência e bondade vem se tornando meros temas para produção de espetáculo midiático, por exemplo, nas redes sociais, mas quanto, na prática, e eficiência nada acrescentam para os “beneficiados”. Reflitamos, então em nossos atos de “bondade”, nos questionando como naquele ditado popular: “deveríamos ensinar as pessoas pescarem ao lhe fornecer os peixes?”

REFLEXÃO: A ORIGEM DAS NOSSAS DECEPÇÕES E FRUSTRAÇÕES


Quem dentre nós, gostaria de não ter decepções? Quantos de nós, vivem longas relações com frustrações por expectativas vãs? O que há por trás das maiores frustrações?

Temos aqui, uma questão de um milhão dólar: será que existe uma maneira de evitar ou lidar com frustrações, para que elas não afetem tanto? —, digo mais que isso: — penso que como somos cocriadores de realidades poderíamos viver em um mundo novo a cada dia, onde, as adversidades não causariam tantas aflições na alma, porque faríamos ajustes desde as pequenas atitudes.

Nesta reflexão, gostaria que relembrar o seguinte: sempre existe escolhas, ou seja, um jeito só nosso de fazer as coisas. Tomamos por paradigma o seguinte: duas pessoas fisicamente e socialmente parecidas observando um pôr do sol, e elas externam tudo aquilo que lhes vem da alma. A primeira pessoa diz: olha que natureza maravilhosa, sou grato diariamente por estar viva para apreciar tamanha beleza! A outra, no entanto, que está ao lado da primeira e sob mesmo ângulo de observação do poente, arremata: que saco, mais um dia que termina e meus problemas continuam para amanhã.

Já disse em mais de uma oportunidade aqui no Blog, que sou empirista e racionalista: acredito na experimentação com observância da lógica, em primeiro lugar. Portanto, tudo que analisamos faz parte das vivências práticas que nasceram de escolhas livres e conscientes.

A questão de um milhão de dólares é respondida prontamente por todo aquele indivíduo que mergulhou dentro de si e despertou para o autoconhecimento. Sobretudo, ao agir com honestidade consigo e nunca culpando outrem por suas frustrações, por certo, esse perceberá que a maneira pela qual você vê o mundo depende só de si mesmo.

Portanto, a regra número um para evitarmos decepções, desilusões e frustrações, é nos tornando cada dia mais consciente das nossas escolhas, porque elas, são semelhantes às sementes lançadas num campo da vida e, se os frutos forem bons ou não, dependerá só de nós mesmos. Inclusive, não esqueçamos que as sementes são as nossas intenções e o solo os destinatários delas.

REFLEXÃO: A ORIGEM DO SOFRIMENTO DA ALMA

Há mais de uma década que vi um filme com título no Brasil (Efeito Borboleta). Em tese, a trama cinematográfica trata de analisar a ordem de dado sistema que evolui a depender da sua situação inicial, isto é, como na metáfora “uma borboleta bate as asas na China e um terremoto ocorre na América do Norte”.

Nesta reflexão, convido-os a pensar um pouco sobre a origem das nossas aflições de modo geral. Óbvio, que não tenho a pretensão de esgotar o tema tão somente trazer alento ao constatarmos que nada ocorre por mero acaso.

Existem manhãs, geralmente, quando se inicia uma nova semana e vem a nossa mente todas nossas pendências, aquilo, que deveríamos resolver, mas procrastinamos. Soma-se isso, os problemas triviais de qualquer dia-a-dia: contas, compromissos, etc. Agora, com tudo isso na cabeça, esperamos que num instante uma solução mágica nos faça resolver (desaparecer) os problemas, mas isso, nunca ocorre dessa maneira para ninguém.

Então, o que ocorre certamente é que o nosso humor se altera e a frustração evolui para um estado de aflição. Que, a depender do seu grau de discernimento, culminará em desespero que tomará conta do seu interior e o sofrimento alcança à alma. A partir desse ponto, o caos se instala naquele que seria mais um comum e belo dia de sol.

Por conta disso, tudo que fizermos a seguir: escolhas e ações, são contaminados pelo nosso desequilíbrio interior (emocional), ausência de paz de espírito. Julgo que raras são as pessoas que conseguem se manter serenas e produtivas nesses momentos.

Porquanto, o sofrimento, como saberemos suas origens? — a resposta, por óbvio, confesso, é muita subjetiva  —, mas existe algo que podemos fazer para evitar que o sofrimento estrague o seu dia por completo.

Como sempre fazemos aqui no neste Blog, buscamos compreender o mundo que nos cerca a partir da compreensão de si mesmo, pelo autoconhecimento.  — Como assim? —  com algo relativamente simples, como todas as melhores soluções nesta vida, porém, nem sempre é fácil para implementarmos, isso porque, tudo depende do quanto você consegue ser honesto consigo.

Por fim, as angústias que nos afligem hoje, invariavelmente, decorrem do fato de que não aceitamos o ônus daquilo que lhes deram origem. Visto que, jamais paramos para analisar como foi que tal evento/situação evoluiu até esse momento, no presente. A parte simples dessa questão, deriva daquilo que é incontestável: foram sempre a partir das nossas escolhas e omissões, que lhes deram causa.

REFLEXÃO: APEGOS CAUSAM STRESS E ADOECEM A ALMA

Que saco! Logo hoje tinha que acontecer isso? Não aguento tanta coisa, poxa! Hoje é uma segunda-feira mais uma semana daquelas! Porque esses problemas sempre acontecem comigo? Não tempo mais tempo para nada!

Quem nunca, ouviu algo assim? Ou se expressou dessa maneira? —, fato é que no seio do lar, nas dependências domesticas, para muitos de nós, uma mera rotina do dia-a-dia é fonte de interminável ‘stress’!

O nosso lar, teoricamente é o “mais sagrado dos sagrados” —, parafraseando a cultura dos hindus, porque é ali, onde passamos a maior parte dos nossos dias, também, é o onde fica o cerne das nossas vidas: (afetos, abrigo, segurança, alimento, higiene, etc.). Inclusive, dada a sua importância prática, é o local onde deveríamos repor as energias após mais um dia de trabalho.

Mas, ao invés disso, o que constatei —, ouvindo lamentos de clientes e conhecidos —, dando conta de que o ambiente domestico é para uma grande parcela de nós, o local de externar irritações que acabam por gerar muito ‘stress’. Talvez, não seja sem razão, que as estatísticas denunciem um grande número de atritos conjugais (separações) por culpa do “clima” desse ambiente. Contudo, a nossa morada é onde deveríamos descansar e relaxar! —, e, por que isso ocorre?

Ademais, não acredito nessa ‘vibe’ de sair de casa para “desestressar” —, visto que, a melhor atitude seria atacar a fonte do ‘stress’! 

Nesta reflexão, convido-os a pensar um pouco: o que realmente nos tira do sério e nos causam ‘stress’ quando estamos em casa? — Por certo, a resposta de alguns de nós, será uma lista de afazeres domésticos, as quais, exigem atenção e trabalho, por exemplo, cuidados com ‘pets’, plantas, organizar a cozinha gourmet, carro que precisa de ser limpo, o ‘closet’ para organizar, etc. é isso que afeta nosso humor e/ou nossa disposição.  

E, a dita lista de ocupações de casa, por vezes se torna interminável e complexa na medida dos nossos apegos e, hábitos bobos que insistimos ter e praticar.  Vejo pessoas que se sentem inquietas e tensas, se perderem a hora de assistir um dado programa na tv: jornal, novelas, etc. — penso que é um absurdo, mas pessoas tem ‘stress’ por isso! Mas, por que é que as pessoas têm hobby ou pets?  

Conheço pessoas que não podem sequer fazer suas viagens dos sonhos, por exemplo, porque não tem onde deixar os pets, ou, alguém que para “cuidar” das suas plantas na sua ausência. Numa linguagem popular: “isso é o fim da picada” para espécie humana.  Deixamos de ser para possuir e consequentemente estamos nos tornando posse dos nossos apegos.

Então! De que adianta tal evolução (do ser)? Que tanto apregoam para “viver no reino dos céus” se a cada dia nos tornamos mais e mais apegados a tantas coisas menores, ao invés de nos voltarmos para o que realmente é importante, aquilo que em nós é sublime: a evolução da nossa alma imortal, mas pelo contrário, estamos cada vez nos enchendo de pequenas atividades só produzem mais ‘stress’.

Sabemos que o ‘stress’ e ansiedade, caminham de mãos dadas, causando uma infinidade de males ao corpo e afetam substancialmente as nossas emoções.  São, portanto, os nossos apegos causadores de muito ‘stress’ que resultam nas dores da alma. 

Há muito tempo foi dito: “a boca só fala aquilo que o coração está transbordado”. E, se as emoções estão sempre a flor da pele, por certo, a alma estará aflita e sem paz.

Por conta disso, penso que deveríamos rever nossos apegos: hobbys, manias, pets, plantas, tv, boteco, futebol, etc. e concentrar as nossas energias, por exemplo, no autoconhecimento, refletindo e meditando: “observando a grama crescer”.  

Por fim, quando simplificamos nossas vidas, deixando tudo que não for essencial e, viveremos mais plenamente os momentos de descanso em nossos lares. E, se passássemos mais tempo a sós conosco, sem ter uma lista enorme de atividades secundarias domesticas dispensáveis, por certo que iriamos proporcionar um grande bem para a nossa alma imortal, a paz.

REFLEXÃO: SAÚDE MENTAL É SINÔNIMO DE BONS HÁBITOS

Desde que temos noticiais na vida em sociedade existe um hábito absolutamente inaceitável para qualquer época e cultura, mas, é muito comum em nossos dias, século XXI, o mau hábito de RECLAMAR de tudo.  

Há em algumas sociedades modernas, só por curiosidade, na Inglaterra, por exemplo, o ato de reclamar é uma instituição nacional, os ingleses reclamam do serviço público, das condições do clima, etc. não é sem razão que é dos países com o maior número de veículos de mídia sensacionalista de todo mundo. Entretanto, fato é, que o hábito de reclamar não está restrito a dada cultura de determinada sociedade, trata-se de um fenômeno mundial.

Mas por que agimos dessa forma, reclamando daquilo que é externo de nós? — Nesta breve reflexão, gostaríamos de pensar um pouco sobre (hábito de reclamar).

Estamos perseguindo nosso objetivo primordial do ‘blog’, sendo esse, o autoconhecimento, o conhecimento de si. Para tanto, devemos manter a mente aberta e observar desde as pequenas ‘nuances’ do comportamento humano em todos seus aspectos e ambientes.

No que tange a nossa busca, devemos olhar primeiramente para nossa própria vida, para nosso comportamento. Seja em qualquer esfera: no seio da família, da sociedade, mas principalmente como agimos com relação a nós mesmos, na maneira que discernimos e fazemos escolhas.

E, se ao invés de criticar e só reclamar, começássemos ao menos tentar fazer algo a respeito?

Sabemos que qualquer grande jornada que empreendermos sempre começa com o famoso primeiro passo. Então, vamos começar como naquele ditado popular: “começar com o pé direito”, nos policiando em nosso modo de agir e, antes, que expressemos qualquer juízo de valor sobre aquilo que não concordamos, — e de que maneira faremos isso? — Procurando corrigir o que julgamos estar errado e fazer a nossa parte.

Estamos vivemos no limiar da era da informação e do conhecimento, então! Por que não começamos a partir desse ponto? — Utilizando melhor a diversidade de dados e os meios existentes sobre tudo: higiene, saúde, segurança, direito, respeito a privacidade alheia, etc., enfim, sobretudo, aquilo que diz respeito à dignidade humana para todos, indistintamente.

Há sempre algo que poderemos fazer a respeito, muito além de apenas só reclamar. Comecemos pelas pequenas coisas: se, por exemplo, ao depararmos com papéis no chão ao invés de estar no cesto de lixo, catamos e os colocamos na lixeira.

E, isso se aplica a tudo. Num estacionamento de supermercado, por exemplo, não é porque a outra pessoa estacionou o veículo de maneira irregular que você vai reclamar, — procure estacionar o seu carro corretamente. Ao ouvir alguém maldisser uma pessoa sem a presença da própria, é melhor dizer que não está interessado no assunto, — desestimule fofocas a todo custo.

Não propague (fake news), não busque por leituras de notícias sensacionalistas, e oriente a pessoa que lhe propor tal empreitada, lembrando-a que só criticar não resolve. Sempre que notar alguém precisando de ajuda, ajude, sem interesse ou, só porque a sua religião pensa que assim vais para o “reino dos céus”.

Por fim, faça tudo porque é o correto a fazer, isso ao menos demonstrará que você tem boa saúde mental.

REFLEXÃO: FELICIDADE, O AMOR E A PSIQUE

Atire a primeira pedra quem nunca se sentiu infeliz por não ter conquistado dado ideal dos sonhos?  —, fato é que muitas vezes nos sentimos dessa ou daquela maneira, como se fossemos as vítimas das circunstâncias. Mas, será que tal sentimento (infelicidade) não é causado por questão de percepção da psique imatura? — Vamos refletir um pouco conhecendo a minha versão do mito da Psique e Eros.

Conta um mito grego, que a psique era uma princesa e tinha duas irmãs. A jovem princesa (psique) era muito bonita, infinitamente a mais bela que suas duas irmãs. Tanto era a formosura da psique, que os seus pretendentes ao contemplar tamanha perfeição e beleza não tinham coragem para pedir em casamento, isso porquê, imaginavam que só poderia ser uma maldição da deusa Afrodite.

As irmãs da psique se casaram e tiveram filhos, mas a bela psique embora cortejada não conseguia um único pedido de casamento. O tempo passou, e os pais da psique preocupados com a solteirice da princesa, procuraram o oráculo para saber o que fazer sobre a felicidade da filha.

A voz do oráculo lhes disse: a sua filha, a bela psique, deve se vestir de noiva e ser abandonada no alto de um rochedo solitário, onde um monstro iria buscá-la. Os pais da psique tristes e desolados, mas cumpriram a determinação do oráculo.

Tomada por grande medo, a psique ficou ali no rochedo esperando por ser destino, até que em dado momento um vento a levou para o alto, para além das nuvens, e a deixou diante do portão de um magnífico castelo.

Psique ouvia no castelo uma voz sedutora que a convidava para entrar, com pouca resistência a psique acabou aceitando e entrou. Tudo ali era maravilhoso, a psique nunca viu nada igual, que percebia sequer o tempo, estava encantada.

Anoiteceu, e a psique foi levada para um belo quarto e adormeceu. Quando despertou ainda estava escuro, percebeu haver alguém ao seu lado, mas antes que ela pudesse falar algo ouviu uma voz envolvente, que disse: “sou seu amado e que nada de mal vai lhe acontecer, mas, só tem uma condição: você nunca deve o ver o meu rosto, senão desaparecerei”.

O tempo passou e toda noite aquele estranho e encantador amante vinha a sua cama e a fazia muito feliz. A psique aceitou aquela condição do seu amado, — pensou: “com certeza meu amado não deve ser um monstro”. A psique se sentia muito feliz, porque se sentia completa: amada e tinha uma companhia encantadora. Não dava mais importância para o fato de não poder conhecer totalmente a face do seu amor.

Certo dia, cheia de alegria, a psique recordou dos pais e das irmãs e, falou para seu amado que desejava visitar sua família. Ele prontamente atendeu, mandou um vento que a levou ao encontro da família: suas irmãs e os filhos delas, todos ficaram felizes por saber da felicidade da psique.

Então, a psique, lhes contou tudo aquilo que havia lhe ocorrido desde o dia que fora deixada por seus pais na beira do rochedo. Mas, suas irmãs insistiam muito pelo fato de que a psique nunca vira o rosto do amado, tanto foram os comentários e insinuações das irmãs, que a psique teve dúvidas das próprias convicções e foi tomada pela curiosidade.

Quando retornou para o seu castelo, a psique estava cheia de dúvidas e curiosidades, — será, que o seu amado era um mostro, como sugeriram suas irmãs?

Certa noite enquanto o amado dormia a psique acendeu a lamparina para ver seu rosto, tão grande foi seu espanto ao perceber ser a criatura mais bela que havia visto, mas ao chegar mais perto, uma gota de óleo do lampião caiu no ombro do amado e ele despertou, em poucos instantes, desapareceu da sua vida.

Apaixonada e inconsolada pelo sumiço do amado, a psique procurou por ele em todos os lugares, mas não encontrava. Desesperada buscou falar com a deusa Afrodite, e rogou-a para lhe ajudar encontrar seu amor.

A deusa lhe deu muitas tarefas, cada nova missão era mais difícil que a anterior. Mas, a psique continuava obstinada, na busca incansavelmente pelo seu amado.

Certa feita, Afrodite lhe pediu para fosse ao inferno e trazer-lhe uma poção mágica. A psique suportou todas as dores e aflições infernais e que quando retornou, decidiu que se bebesse aquela poção que Afrodite lhe pedira, por certo, poderia achar o seu amado.

Mas, quando a psique desesperada bebeu a poção mágica e caiu num sono profundo, porque, na verdade, aquela era uma vingança da deusa Afrodite pôr a psique ter se relacionado com o seu filho Eros. Era inconcebível que uma reles mortal como a psique, pudesse conviver com Eros, um deus.   

Contudo, Eros que observava todo o sofrimento da psique, e tomado por imensa compaixão, rogou para sua mãe Afrodite que lhes perdoasse, e pediu, também, a Zeus que lhes permitisse conviver com a psique.  Zeus aceitou os argumentos do filho de Afrodite, e lhes disse: “Eros você pode acordar a psique com um beijo apaixonado”. Assim, a psique pode conhecer seu amor face-a-face.

Por fim, penso que ninguém está condenado a viver sem conhecer o amor. Com licença “poética” adaptamos esse belo mito antigo, para demonstrar que cada um, a depender do seu grau de maturidade poderá até dormir para sempre, sem conhecer o amor, porque a imaturidade da psique é que torna o caminho da felicidade mais difícil.

CAMINHO DAS PEDRAS: O QUE SIGNIFICA IR PARA DENTRO DE SI

Caros leitores, a partir do mês (março/2021) notei que o ‘blog’ teve um fenômeno de público, sobremaneira, o que ocorreu nas estatísticas de acesso: uma mudança geográfica. Tive a feliz satisfação de que, além do aumento do número de leitores da Europa, em especial da terra dos meus ancestrais (Alemanha), assim como, ocorreu dos (Estados Unidos). Fato que, em todos esses países houve crescimento exponencial superando até os acessos nacionais (do Brasil).

A despeito do conteúdo, abordo temas pertinentes a jornada do autoconhecimento. Procurando expor meus questionamentos, em textos de até (350) palavras. Embora, por vezes, me alongo demais. Mas, desejo perseguir tal meta e cada vez mais ser conciso ao transmitir minhas experiências nesta viagem extraordinária rumo a introspecção, ao conhecimento de interior.

Essa mídia, me oportunizou relatar o autodesvendamento quase diário durante os últimos três anos. Por isso, sou muito grato aos leitores: (Alemães, Norte Americanos e Brasileiros), e fico igualmente feliz, por exemplo, ao verificar leitores da distante Finlândia, Dinamarca, África do Sul e China. Sobretudo, considerando que vivo no portal da Amazônia ocidental brasileira.

 — Gostaria de cumprimentar a todos os leitores e dizer da minha gratidão pelo acesso ao nosso ‘blog’ (inSide, IrParaDentro), o meu muito obrigado! 

Nesta oportunidade, quero relatar, também, que desde que empreendi nesta jornada (autoconhecimento) constatei algo que julgo ser fundamental: que se deve manter a mente sempre aberta e evitar seguir unicamente gurus e doutrinas/religiões, porque só são importantes na medida que dependa o seu discernimento. Porém, dada a óbvia evolução, você acaba por assumir responsabilidade de crescer através da introspecção, aplicando os saberes adquiridos e (validados) no seu cotidiano. Portanto, isentos de culpas ou pecados, julgamentos ou condenações, apenas, com a honestidade intelectual e moral própria, buscando sempre pelo divino que há si.

Uma boa analogia para esclarecer como acontece o processo do (autoconhecimento), por exemplo, é como aprender andar de bicicleta, que em dado tempo você pode “retirar as rodinhas que lhes mantém, e se equilibra por si só”, eis, portanto, como é empreender a jornada para dentro de si, pelo autoconhecimento.

Por fim, IR PARA DENTRO DE SI, SIGNIFICA: introspecção, autoanalise, sobremaneira, buscando por discernimento em tudo o que fizeres, questionando as “verdades”, mantendo a mente aberta e o coração com desejoso de entendimento, principalmente, ao se auto questionar sempre. Enfim, é dentro de si que ocorre a percepção da existência, e é através de tal processo, que a evolução acontece: desde o seu interior rumo a compreensão do todo.

REFLEXÃO: A VERDADE PARECE FÁCIL, MAS COMPREENDE-LA NÃO É SIMPLES

Partindo da assertiva ancestral (uma verdade primeira): tudo que existe no universo foi (criação), obra de uma inteligência superior, ideia amplamente aceita pelo mundo afora. Tanto é, que muitas culturas ao redor do planeta a chamam de divindade (inteligência essencial). O todo por trás da existência universal. Seja como for, o homem há séculos vem atribuído nomes, designações, conceitos e explicações para tal poder primordial, mas, isso pouco importa.

Relembro aos leitores, que o meu objetivo, nestes breves textos, é refletir mantendo um viés empírico e racional, por isso, nunca conjecturo ou pretendo esgotar quaisquer temas, apenas busco uma melhor compreensão, procurando expandir a consciência continuamente.

Nesta reflexão, analisamos que SIGNIFICA dizer que nós seres humanos existimos como parte do todo. É fato cientificamente aceito: “toda matéria conhecida é composta de átomos”, logo, tudo é energia, que ora “se comporta com onda, ora como partícula, a depender do observador”. — Somos gratos pela grande contribuição dos estudos científicos, em que se extrai: “somos apenas energia e frequência”. Assim sendo, o conceito de tempo e espaço por certo é uma concepção humana dada ao nosso grau de compreensão do que seja o todo.

Então, até onde sabemos, todas as coisas vieram de única fonte: somos parte dessa energia primordial, que tudo provem, desde um grão de areia até os enormes aglomerados de galáxias. Eis, o (xis) da questão, — e se assim o é, poderíamos dizer que a inteligência criadora coexiste em nós! — Já que está em tudo.  

Somos como diz na astronomia “poeira das estrelas”, e isso, pode até parecer perturbador para muitos, mas pelo contrário, é muito reconfortante, sobretudo, a despeito de tudo que você compreenda significar. É fato que existe em nós uma inteligência latente oriunda de tal força criadora, porquanto, isso explicaria, por exemplo, porque estamos em constante evolução (sociedade, tecnologia, autoconhecimento, etc.). Tomamos por paradigma, a resposta de uma criança de cinco anos (sobre o que é o sol), percebemos ser relativa ao seu discernimento, e ponto.

Por fim, sendo o que somos, é razoável aceitar a expressão de “cocriador do mundo”, porque faz muito sentido, — não?  — Vamos a assertiva, primeira parte:  “A VERDADE PARECE FÁCIL”, porque está em nós, bastam os questionamentos. Quando a segunda parte: “MAS COMPREEDÊ-LA NÃO É SIMPLES”, porque depende muito do nosso grau de discernimento: até que ponto estamos dispostos a descer na toca do coelho? — Disso decorre, que se trata da maior jornada do ser humano, sendo que o único caminho é pelo autoconhecimento, o conhecimento de si.

REFLEXÃO: PORQUE EXISTE SOFRIMENTO SE O DIVINO ESTÁ EM NÓS?

Já parou para observar a realidade do mundo que nos cerca, focando nas atitudes e nos atos humanos? —, é certo que vemos inúmeras iniciativas repletas de contradições: se de um lado o indivíduo que busca de todas as formas “seu espaço” na bonança deste mundo, por outro, essas mesmas atitudes geram um sem número de conflitos e culminam por destruir a paz de tal pessoa. Percebemos uma dualidade, tudo é dual, (bem e mal / acerto e erro / guerra e paz).

Nesta reflexão convido-os a pensar (como procuramos demonstrar nestes breves textos). Hoje, trataremos sobre se há possibilidade de superarmos essa dualidade, ou seja, (conquistar a autorrealização sem prejudicar outrem).

Utilizando como paradigma uma analogia simples, porém, muito poderosa: (A LUZ E A SOMBRA). É compreensível que a luz represente a total iluminação da consciência humana em oposição a escuridão é a total ignorância. E, só a partir de um domínio de uma espécie de trindade da revelação: (conhecimento, entendimento, discernimento) é dada a tal pessoa vencer a dualidade e chegar ao “reino dos céus”, reino do conhecimento.

Sejam quais forem os ensinamentos que nos baseamos, obteremos a mesma resposta: tauistas chamam de caminho do meio (Tao), Buda disse do equilíbrio, os judeus designam caminho da Tora, a ortodoxia cristã e os pentecostais modernos dizem a verdade, seguir cristo. Seja o que escolhermos como escolas dentre as inúmeras correntes da religiosidade, fato é, que todas tratam do mesmo tema: o caminho da evolução da alma imortal que conduz ao seu destino.

Portanto, se buscarmos o divino fora de nós por certo não encontraremos. Assim, SOFREMOS por que não temos consciência que o divino habita em nós e que fazemos parte do todo. E, se prejudicarmos outrem estamos fazendo o mesmo a nós mesmos. Contudo, só o percebemos ou teremos a consciência disso, quando despertarmos para essa realidade. Carl Jung, muito bem definiu o caminho da iluminação: “Quem olha fora sonha, quem olha dentro desperta” e a resposta é sim, EXISTE O DIVINO EM NÓS, e o caminho para descobri-lo é pelo autoconhecimento.

Bem-Vindos todos do gênero humano.

Existe um segredo no caminho das pedras! — Reflita:

Aquilo que você pensa ou sente com relação a “realidade humana”, seja relevada pela inconformabilidade com a existência atual; ou pela desconfiança numa ulterior; ou ainda, pela descrença das tantas teorias sobre a vida, enfim, se busca conhecer tal verdade, existe o caminho.

Antes de qualquer coisa, pare e pense. Onde em nós, percebemos, sentimos: aflições; decepções; desilusões e medo. E, porque os momentos felizes são tão breves? — Você nunca se questionou? — E, se tudo que aprendemos não foi toda a verdade? — Será que seríamos capazes de saber: por que sentimos falta algo mesmo que aparentemente temos tudo? O que é a vida? Quem somos de fato?

Lembro-me, que há sete anos empreendi numa jornada. Mas, antes de dizer qual foi e o propósito das reflexões deste Blog, quero que algo fique claro: aqui não trato de religiosidade, crenças, misticismo e, tal, nada disso. Sou empirista e tenho os pés firmes na racionalidade.

Meu despertar aconteceu quando pensei ter chegado ao fundo do poço da existência. Mas, descobri que se pode descer ainda mais. E, também, que só se consegue sair definitivamente de dada realidade, quando você questiona sua existência no mais íntimo de seu ser. 

Agora, sempre encontro respostas diariamente no meu cotidiano, na medida que me questiono, duvido, analiso e reflito muito buscando compreender a verdade. Porquanto, na qual, somos simultâneos, (mestre e aprendiz) pelo autoconhecimento.