REFLEXÃO: A BONDADE, O QUE VOCÊ FEZ PELO OUTRO HOJE?

Desde ontem algo me perturbou. Me questionei acerca do significado da prática da bondade. Hoje, no entanto, busquei o dicionário para entender o significado: “bondade é a qualidade de quem tem alma nobre e generosa e é naturalmente inclinado a fazer o bem; benevolência, benignidade, magnanimidade”, entretanto, isso não respondeu meus questionamentos acerca do termo, na prática.

Então, como sempre faço aqui, proponho refletir um pouco sobre o que é a bondade: será que estamos de fato praticando a bondade ou apenas simulando aquilo aparentemente bom? — Penso que bondade vai muito além da mera ideia de nobreza da alma. Como empirista que sou, busco o entendimento a partir da prática. Vamos lá…

Apenas pelo ato de concordar, “apoiando”, os desejos e as expectativas de outrem, nem sempre isso significa um ato de bondade. Mas vamos consultar os universitários para compreender.

Aprendemos com os clássicos da filosofia ocidental, os gregos do (século IV.a.C.), por exemplo, para Aristóteles a bondade é “ajuda a alguém necessitado, não em troca de nada, nem da vantagem do próprio ajudante, mas em prol da pessoa ajudada“,

Depois com os ensinamentos do cristianismo, do primeiro século da nossa era, o mestre Jesus nos legou os maiores exemplos de bondade que é muito apregoado a séculos. E, pelos  escritos de Paulo de Tarso na carta aos Gálatas, destacamos: “... o fruto do Espírito é amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio” —, Paulo sem dúvida, é meu ator favorito, sobretudo, me identifico com suas narrativas e com seu empirismo já daqueles tempos.

Por derradeiro, na filosofia prática da Profª. Lúcia Helena, ensina que: “o verdadeiro bondoso é aquele que empurra o outro em direção ao seu crescimento e aperfeiçoamento com ser humano, ainda que não sejamos reconhecidos pelo outro, ou seja, a prática do bem deixa um rastro pelo mundo por onde você passa —, resume bem a verdadeira bondade na contemporaneidade.

Será, portanto, que praticamos de fato atos “bondosos?” ou apenas atendemos os desejos e expectativas de pessoas que ainda dormem na caverna da ignorância, decorrência imediata daquela condição. Ao passo que, se lhes déssemos o que realmente seria o bom para elas, muito além das meras necessidades imediatas que nos pedem? — porque é muito comum essa nossa “bondade” se torne apenas um ato demagogo.

Por fim, há muito tempo que as mensagens de amor, benevolência e bondade vem se tornando meros temas para produção de espetáculo midiático, por exemplo, nas redes sociais, mas quanto, na prática, e eficiência nada acrescentam para os “beneficiados”. Reflitamos, então em nossos atos de “bondade”, nos questionando como naquele ditado popular: “deveríamos ensinar as pessoas pescarem ao lhe fornecer os peixes?”

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