REFLEXÃO: EVOLUÍMOS OU QUÊ?

Existem temas em que o fato de saber escrever não é tudo, por exemplo, quando o assunto é a própria vida, tudo fica muito complicado. Escolher melhores palavras e utilizar técnicas de escrita, não resolve questões de expressar com fidelidade sentimentos genuínos. Embora seja simples retratar cenas dramáticas, cômicas, românticas, etc. apenas dando ênfase em dados elementos da narrativa, porém, é certo que o texto vai parecer clichê (novelesco) e mais que isso, será falso.

Me ensinaram que a insistência é uma qualidade, mas em algum momento um texto deve ser terminado. Então, decidi: vou escrever diretamente segundo meu entendimento do assunto, e esquecerei a técnica. E, escrevo, despido da pretensão de ser eloquente.

Exceto por um elemento que julgo primordial: o zelo, cuidar com a veracidade do tema, é bom e desejável, sobremaneira, se o assunto é o autoconhecimento.  Evito a todo custo os ‘clichês’: o modismo de frases feitas, penso que são expressões vazias e não comunicam os sentimentos verdadeiros, por exemplo, quem pode aceitar de pleno valor o significado de um (“eu te amo”) que por tantas vezes é dito nas obras de ficção e em comerciais de propaganda? —, acho uma abominação narrativas novelescas tão presentes nas canções populares.

Interprete segundo seu discernimento. Tenho essa maneira de ser (aquariano): essencialmente humanista, mas nunca apelativo e não ativista no sentido literal.

Penso que somos seres complexos, únicos, com peculiaridades que é até difícil afirmar com convicção que exista outra pessoa igual a nós. O fato a ser lembrado, por exemplo, é quando se decide pelo autoconhecimento, o conhecimento de si, se tornará um ser livre desde o momento que assume total responsabilidade por suas escolhas.

Por fim, é pelo entendimento de tais características próprias (únicas) é que percebemos a nossa evolução, por exemplo, pelo ato de reconhecer a própria individuação e não se deixar ser coagido de maneira a pertencer a dado (grupo ou crença) que afrontem o ser que somos. Depois, é pela fidelidade a nós mesmos, a nossa essência humana, desde as nossas relações com outrem e a compreensão do universo, é que nos diz da nossa capacidade de adaptação, porque ou somos indivíduos, ou meros números nas estatísticas.

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