REFLEXÃO: PORQUE EXPECTATIVAS NOS FRUSTAM TANTO.

Que maravilhoso ou sem graça seria a vida, uma existência, se tudo que fossemos experimentar viesse com manual de instrução, “como fazer as coisas para atender suas expectativas e ser feliz”, —utópico não acham? — Como um aquariano buscador, penso que seria até muito entediante. Mas, vamos refletir.

Conta a história, que o jovem general Alexandre Magno (o Grande) após obter à vitória sobre a nação indiana ele chorou, porque não havia mais povos para conquistar.

No cotidiano observamos que às vezes agimos tal como o conquistar macedônio: as pessoas são motivadas pela conquista de algo mensurável, tudo daquilo que se possa acumular, mais do mesmo, por exemplo, há muitos indivíduos ricos (bilionários) que buscam cada vez mais acumular fortunas, porém, nunca é o suficiente. — Nada tenho contra ter dinheiro, pelo contrário, é necessário para prover sobrevivência, (semelhante à carne do mamute para os nossos ancestrais das cavernas).

Nesta reflexão, me ocorreu a questão de como poderíamos limitar as nossas expectativas, ou colocando de outra forma, como poderíamos gerir melhor, de maneiras saudáveis, os nossos desejos, de forma nos sentirmos realizados, felizes.

Os cabalistas nos ensinam que a verdadeira criação da qual somos parte, como criatura, se resume no desejo de receber (alma humana) e a providência que nos criou (o criador) é o desejo de dar. Simplificando, resumidamente isso é tudo o que existe: a providência vai permitir tudo a sua criatura de forma nunca exigir nada desta, porque é por isso que fomos criados: para receber.

Também, aprendemos com Freud, que o homem é uma taça de desejo. Seja como for, me parece fazer todo sentido. Continuando como esse simbolismo (taça = homem = desejo).

— Recordo de uma pessoa que orientei sobre felicidade. Era uma jovem moça triste que me questionou: “porquê se sintia tão infeliz, mesmo tendo marido que a amava e filho saudável, etc.” — fantástico pensei, nossa! — Acabei por escrever um pequeno manual para aquela jovem tratar do seu dilema (infelicidade), — O caminho das pedras (8 passos para autorrealização), — é autoajuda, mas confesso que não faço mais isso, hoje espero que as pessoas descubram por si.

Fato é, que tal sentimento de infelicidade (a taça transborda, mas a sede continua), se analisarmos ocorre com todos nós! Quem dentre nós pode dizer que nunca se sentiu assim? — Ao obter muito mais daquilo que desejou, mas nunca é o suficiente! Penso, que os ensinamentos antigos: cabalistas, Buda, Jesus, Freud, tratam do mesmo assunto. Somos desejos, é por isso que existimos. Parafraseando a canção “somos medos e desejos”. 

Portanto, as nossas expectativas nos frustram porque são afinal, os nossos desejos. Porém, como sempre procuro fazer aqui neste blog (através do autoconhecimento), indicar opções de direções visando afastar a infelicidade: (Devemos aprender com a providência. Vamos tentar imitá-la, doando: atenção, nosso tempo, carinho, afeto, abrigo, comida, etc.), talvez dessa maneira, a nossa taça nunca mais transborde, e não diremos que nesta vida não há contentamento—, como disse o evangelista, felicidade.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.