REFLEXÃO: O QUE INIBE A PERCEPÇÃO DA FELICIDADE

Dores, aflições e medos fazem parte da vida, e suporta-los serenamente não há nada de errado, está tudo bem. Mas, quando cultivamos essas (aflições) por muito tempo elas nos absorvem totalmente, é fato que se tornam uma patologia (doença na nossa psique): ansiedade, fobias, depressão, etc. Entretanto, ninguém se desenvolve como ser humano com a predestinação para o sofrimento.

Nesta reflexão, convido-os brevemente analisar: porquê existem tantas pessoas vivendo constantes batalhas internas, gerando inúmeras aflições, dores e sofrimentos. Não me refiro a mera luta pela sobrevivência, mas sim as cercas fortificadas criadas na própria mente, na qual, você vive num mundo irreal, na sua prisão mental.

Porquanto, o mais comum dentre os indivíduos infelizes, é que geralmente essa condição existe por uma mera questão de crenças limitantes, as quais são retroalimentadas por dilemas que lhes são próprios, por exemplo, falta de autoestima, crise de identidade e a imaturidade.

Fato é que todos conhecemos alguém nas relações: pessoais, profissionais ou sociais, que agem feito crianças (magoam-se e irritam-se facilmente; acreditam que todos lhes devem atenção; não aceitam ser rejeitadas, etc.), mas, apesar de o fato de acumularem dezenas de primaveras de vida.

Penso que exista um princípio básico para evitar cair num labirinto de julgamentos: é nunca culpar as outras pessoas e as circunstâncias pelos próprios infortúnios. Contudo, de nada adianta, também, esconder de si os próprios sentimentos, isto é, agir como se fugisse da realidade ao ceder aos impulsos ardis de auto sabotagem.

Sabemos serem através das fugas que afloram as manias compulsivas: bebidas, promiscuidades, compras, etc. que dominam a mente —, como naquele dito popular: “é como varrer os problemas para baixo do tapete”, —procrastinar é fazer com que o fardo só aumente, a mochila de problemas levará o indivíduo a exaustão.

É fato, (quem não entende a si mesmo terá poucas oportunidades de se dar bem com os outros e/ou conquistar à auto realização).

Se considerarmos a quantidade de pessoas subservientes num emprego, em família, num relacionamento, numa crença, todos vivendo dilemas eternos. Tais pessoas, se tornam (autovítimas), vítimas de si: tentativa de suicídio, estado de ansiedades e depressivos, e também, aqueles que lotam igrejas numa busca insana por algo, um fator externo, numa religiosidade a “todo custo”, — soa como trocadilho, mas é real (como as notas de dinheiro).

Vemos no dia-a-dia pessoas querendo (a salvação) em outra vida! Mas, porque não viver o bem aqui, nessa existência? — Nada tenho contra as crenças no sobrenatural! Mas, parece ilógico não pensar na essência humana, ou seja, somos seres conscientes, racionais e capazes de resinificar a própria vida, sozinhos: apenas pelo autoconhecimento.

Se a maioria dos grandes problemas geradores de aflições estão na própria mente, não há inimigo mais poderoso como aquele que você acredite, porque você mesmo criou.

Por fim, o que inibe a percepção de felicidade de uma pessoa está diretamente associado à sua incapacidade de enxergar de maneira mais ampla, a própria realidade. Que por mais dolorosa que essa seja em dada experiência, é certo que haverá sempre alguma maneira de racionalizar e observar (a lei da causa e efeito), porque a depender do elemento básico para percepção da felicidade: é valorizar mais o lado positivo das situações (se a vida lhe der um limão, faça…), agir de forma a mudar o modo de encarar a vida. Talvez assim, momentos felizes sejam mais frequentes.

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