REFLEXÃO: PRISÃO HUMANA, PAIXÕES E HÁBITOS

O que fazemos repetidamente se tornam os nossos hábitos! Desde crianças fomos ensinados a criarmos bons hábitos e foi dito ser o essencial para conquistar o bom viver, ser feliz.

Ocorre que quando falamos de hábitos, o que vem à mente de grande parcela de nós, é que tudo se resume aqueles básicos, como: higiene pessoal, zelo pela ética, prática da moral, dos bons costumes, do trabalho, etc., entretanto, não é sobre estes bons hábitos que busco discorrer brevemente neste post.

Minha motivação para reflexão, foi devido à conversa que mantive com um jovem atendente, durante um ‘checkout’ num hotel, — dizia ele: “tenho grande dificuldade para terminar um relacionamento, mesmo sendo abusivo”. Ouvi atentamente até o final, mas não perdi tempo — é fato que tenho por hábito ouvir, compreender as pessoas, de modo a dizer algo que as façam repensar atitudes. — Notei nas palavras daquele jovem inexperiente e apaixonado, as causas das dores e seus sofrimentos: indicavam se relacionar com seus hábitos, aquilo que fazia, era no modo automático.  

Ao que parece, é algo comum que está enraizada na cultura dos latinos americanos, a ponto de se tornar um hábito: a subserviência (a submissão voluntária a alguém ou a algo), — popularmente conhecido como “síndrome do vira-lata (cachorro de rua)”. Fato que é latente numa consciência humana subdesenvolvida, permeada por péssimos hábitos.

Então, como fazer para deixar o velho e encrustado hábito de vira-lata? — Trata-se de algo elementar e muito simples na vida de qualquer indivíduo. Alguns autores renomados do tema nos dizem que “autoconhecimento permite abertura e a liberação do fluxo de vida no corpo do mundo”. 

Os corações aflitos por paixões, por certo, são incapazes de fazer boas escolhas. Porque a paixão aprisiona a consciência do homem, ocultando para bem dentro de si a mais valiosa das faculdades humanas, aquela que permite fazer escolhas, o seu livre arbítrio.

Analogamente: com a liberdade de pensamento e expressão, nascida no (cerne e ideais das grandes revoluções politicas), são tais as nossas escolhas de autodeterminação (vinda do nosso íntimo, desde a nossa alma imortal), as quais, jamais devemos condicionar, seja por: (coisas, pessoas, eventos, dinheiro ou poder), porque afinal, o ser humano enquanto indivíduo é um ser sublime e único. Disso decorre, por exemplo, o conceito inerente a dignidade da pessoa humana: não pode ser dada, trocada ou vendida, é algo inato do ser humano.

Por fim, o ideal a fazer é cuidar para cultivar bons hábitos, sobretudo, visando contemplar cada vez mais o indivíduo que somos, sopesando sempre nas escolhas intimas (ligadas a alma), as quais, nunca deverão ter preço, porque se as barganhamos por algo, é certo que isso nos tornará prisioneiro numa cela escura da ignorância.

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