O QUESTIONADO DESPERTAR

Outro dia fui questionado pelo que me motivou dedicar energia e tempo com assuntos relacionados ao conhecimento interior do ser, pelo autoconhecimento, — sem pensar muito, eu disse: por que não? — Existem fatos verificáveis que justificam: porque muitos de nós está a passos largos se encaminham para uma espécie de alienação do ser, com a ressignificação da nossa própria humanidade.

Foi há três anos quando iniciei o ‘blog’ (inSide) e sinto-me feliz ao constatar (nas estatísticas do ‘wordpress’) que as pequenas reflexões feitas aqui, são lidas em quase todos os continentes. Diariamente, pessoas de diferentes países nos leem. Escrevo basicamente sobre questões do cotidiano, sobretudo, das minhas experiências e autoanálises. Elas, retratam o meu caminho rumo a descoberta do indivíduo que sou.

Nesta reflexão, não é preciso análise profundo para constatar o enorme paradoxo existencial do ser humano na atualidade. Se de um lado, o progresso econômico, a tecnologia e o volume de informações disponíveis, a cada dia nos libertam do trabalho penoso, produz mais alimentos, melhora o conforto e a saúde, por exemplo, os vários ramos das ciências promoveram o prolongando da vida. Mas, por outro lado, fez com que o indivíduo (que está na base da pirâmide social) se tornasse prisioneiro do que é externo dele: (do sistema), isso é devido à ignorância endêmica de si mesmo, do desconhecimento da sua condição humana.

Inclusive, o conceito aquele homem (indivíduo) que é muito apregoado pelas religiões: “… imagem e semelhança de Deus”, lamentavelmente se esvaziou das suas consciências. Fato é, que este ser uno com o criador vem se tornado apenas (uma coisa) análoga ao produto de consumo de massas.

Penso que exemplos dessa desagregação do indivíduo sejam desnecessários, porque basta observarmos que os maiores males que atormentam o cotidiano da sociedade moderna:  intolerância, discriminação, violência. Essas mazelas, têm raízes e se externam a partir do interior da pessoa, da consciência do indivíduo.

Vejo no autoconhecimento, o conhecimento de si, um apontador de direção de caminho seguro para eliminar tal paradoxo existencial. Carecemos, entretanto, a começar, por exemplo, fazendo o melhor uso do ócio (tempo livre) trazido pelas facilidades do desenvolvimento tecnológico: evitando desperdiçar (tempo e energia) com questões externas: futilidades, banalidades, intrigas, fofocas, maldade, etc.

Por fim, focar mais em nós mesmos: se questionando (os porquês) sentimos o que sentimos quando nos deparamos com as frustrações e intemperes do dia-a-dia. Por certo, que as melhores respostas só virão de dentro de nós, e talvez assim, o conceito de (unidade) “somos imagem e semelhança de Deus”, faça mais sentido.

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