REFLEXÃO: A BONDADE, O QUE VOCÊ FEZ PELO OUTRO HOJE?

Desde ontem algo me perturbou. Me questionei acerca do significado da prática da bondade. Hoje, no entanto, busquei o dicionário para entender o significado: “bondade é a qualidade de quem tem alma nobre e generosa e é naturalmente inclinado a fazer o bem; benevolência, benignidade, magnanimidade”, entretanto, isso não respondeu meus questionamentos acerca do termo, na prática.

Então, como sempre faço aqui, proponho refletir um pouco sobre o que é a bondade: será que estamos de fato praticando a bondade ou apenas simulando aquilo aparentemente bom? — Penso que bondade vai muito além da mera ideia de nobreza da alma. Como empirista que sou, busco o entendimento a partir da prática. Vamos lá…

Apenas pelo ato de concordar, “apoiando”, os desejos e as expectativas de outrem, nem sempre isso significa um ato de bondade. Mas vamos consultar os universitários para compreender.

Aprendemos com os clássicos da filosofia ocidental, os gregos do (século IV.a.C.), por exemplo, para Aristóteles a bondade é “ajuda a alguém necessitado, não em troca de nada, nem da vantagem do próprio ajudante, mas em prol da pessoa ajudada“,

Depois com os ensinamentos do cristianismo, do primeiro século da nossa era, o mestre Jesus nos legou os maiores exemplos de bondade que é muito apregoado a séculos. E, pelos  escritos de Paulo de Tarso na carta aos Gálatas, destacamos: “... o fruto do Espírito é amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio” —, Paulo sem dúvida, é meu ator favorito, sobretudo, me identifico com suas narrativas e com seu empirismo já daqueles tempos.

Por derradeiro, na filosofia prática da Profª. Lúcia Helena, ensina que: “o verdadeiro bondoso é aquele que empurra o outro em direção ao seu crescimento e aperfeiçoamento com ser humano, ainda que não sejamos reconhecidos pelo outro, ou seja, a prática do bem deixa um rastro pelo mundo por onde você passa —, resume bem a verdadeira bondade na contemporaneidade.

Será, portanto, que praticamos de fato atos “bondosos?” ou apenas atendemos os desejos e expectativas de pessoas que ainda dormem na caverna da ignorância, decorrência imediata daquela condição. Ao passo que, se lhes déssemos o que realmente seria o bom para elas, muito além das meras necessidades imediatas que nos pedem? — porque é muito comum essa nossa “bondade” se torne apenas um ato demagogo.

Por fim, há muito tempo que as mensagens de amor, benevolência e bondade vem se tornando meros temas para produção de espetáculo midiático, por exemplo, nas redes sociais, mas quanto, na prática, e eficiência nada acrescentam para os “beneficiados”. Reflitamos, então em nossos atos de “bondade”, nos questionando como naquele ditado popular: “deveríamos ensinar as pessoas pescarem ao lhe fornecer os peixes?”

REFLEXÃO: A ORIGEM DAS NOSSAS DECEPÇÕES E FRUSTRAÇÕES


Quem dentre nós, gostaria de não ter decepções? Quantos de nós, vivem longas relações com frustrações por expectativas vãs? O que há por trás das maiores frustrações?

Temos aqui, uma questão de um milhão dólar: será que existe uma maneira de evitar ou lidar com frustrações, para que elas não afetem tanto? —, digo mais que isso: — penso que como somos cocriadores de realidades poderíamos viver em um mundo novo a cada dia, onde, as adversidades não causariam tantas aflições na alma, porque faríamos ajustes desde as pequenas atitudes.

Nesta reflexão, gostaria que relembrar o seguinte: sempre existe escolhas, ou seja, um jeito só nosso de fazer as coisas. Tomamos por paradigma o seguinte: duas pessoas fisicamente e socialmente parecidas observando um pôr do sol, e elas externam tudo aquilo que lhes vem da alma. A primeira pessoa diz: olha que natureza maravilhosa, sou grato diariamente por estar viva para apreciar tamanha beleza! A outra, no entanto, que está ao lado da primeira e sob mesmo ângulo de observação do poente, arremata: que saco, mais um dia que termina e meus problemas continuam para amanhã.

Já disse em mais de uma oportunidade aqui no Blog, que sou empirista e racionalista: acredito na experimentação com observância da lógica, em primeiro lugar. Portanto, tudo que analisamos faz parte das vivências práticas que nasceram de escolhas livres e conscientes.

A questão de um milhão de dólares é respondida prontamente por todo aquele indivíduo que mergulhou dentro de si e despertou para o autoconhecimento. Sobretudo, ao agir com honestidade consigo e nunca culpando outrem por suas frustrações, por certo, esse perceberá que a maneira pela qual você vê o mundo depende só de si mesmo.

Portanto, a regra número um para evitarmos decepções, desilusões e frustrações, é nos tornando cada dia mais consciente das nossas escolhas, porque elas, são semelhantes às sementes lançadas num campo da vida e, se os frutos forem bons ou não, dependerá só de nós mesmos. Inclusive, não esqueçamos que as sementes são as nossas intenções e o solo os destinatários delas.

REFLEXÃO: A ORIGEM DO SOFRIMENTO DA ALMA

Há mais de uma década que vi um filme com título no Brasil (Efeito Borboleta). Em tese, a trama cinematográfica trata de analisar a ordem de dado sistema que evolui a depender da sua situação inicial, isto é, como na metáfora “uma borboleta bate as asas na China e um terremoto ocorre na América do Norte”.

Nesta reflexão, convido-os a pensar um pouco sobre a origem das nossas aflições de modo geral. Óbvio, que não tenho a pretensão de esgotar o tema tão somente trazer alento ao constatarmos que nada ocorre por mero acaso.

Existem manhãs, geralmente, quando se inicia uma nova semana e vem a nossa mente todas nossas pendências, aquilo, que deveríamos resolver, mas procrastinamos. Soma-se isso, os problemas triviais de qualquer dia-a-dia: contas, compromissos, etc. Agora, com tudo isso na cabeça, esperamos que num instante uma solução mágica nos faça resolver (desaparecer) os problemas, mas isso, nunca ocorre dessa maneira para ninguém.

Então, o que ocorre certamente é que o nosso humor se altera e a frustração evolui para um estado de aflição. Que, a depender do seu grau de discernimento, culminará em desespero que tomará conta do seu interior e o sofrimento alcança à alma. A partir desse ponto, o caos se instala naquele que seria mais um comum e belo dia de sol.

Por conta disso, tudo que fizermos a seguir: escolhas e ações, são contaminados pelo nosso desequilíbrio interior (emocional), ausência de paz de espírito. Julgo que raras são as pessoas que conseguem se manter serenas e produtivas nesses momentos.

Porquanto, o sofrimento, como saberemos suas origens? — a resposta, por óbvio, confesso, é muita subjetiva  —, mas existe algo que podemos fazer para evitar que o sofrimento estrague o seu dia por completo.

Como sempre fazemos aqui no neste Blog, buscamos compreender o mundo que nos cerca a partir da compreensão de si mesmo, pelo autoconhecimento.  — Como assim? —  com algo relativamente simples, como todas as melhores soluções nesta vida, porém, nem sempre é fácil para implementarmos, isso porque, tudo depende do quanto você consegue ser honesto consigo.

Por fim, as angústias que nos afligem hoje, invariavelmente, decorrem do fato de que não aceitamos o ônus daquilo que lhes deram origem. Visto que, jamais paramos para analisar como foi que tal evento/situação evoluiu até esse momento, no presente. A parte simples dessa questão, deriva daquilo que é incontestável: foram sempre a partir das nossas escolhas e omissões, que lhes deram causa.

REFLEXÃO: APEGOS CAUSAM STRESS E ADOECEM A ALMA

Que saco! Logo hoje tinha que acontecer isso? Não aguento tanta coisa, poxa! Hoje é uma segunda-feira mais uma semana daquelas! Porque esses problemas sempre acontecem comigo? Não tempo mais tempo para nada!

Quem nunca, ouviu algo assim? Ou se expressou dessa maneira? —, fato é que no seio do lar, nas dependências domesticas, para muitos de nós, uma mera rotina do dia-a-dia é fonte de interminável ‘stress’!

O nosso lar, teoricamente é o “mais sagrado dos sagrados” —, parafraseando a cultura dos hindus, porque é ali, onde passamos a maior parte dos nossos dias, também, é o onde fica o cerne das nossas vidas: (afetos, abrigo, segurança, alimento, higiene, etc.). Inclusive, dada a sua importância prática, é o local onde deveríamos repor as energias após mais um dia de trabalho.

Mas, ao invés disso, o que constatei —, ouvindo lamentos de clientes e conhecidos —, dando conta de que o ambiente domestico é para uma grande parcela de nós, o local de externar irritações que acabam por gerar muito ‘stress’. Talvez, não seja sem razão, que as estatísticas denunciem um grande número de atritos conjugais (separações) por culpa do “clima” desse ambiente. Contudo, a nossa morada é onde deveríamos descansar e relaxar! —, e, por que isso ocorre?

Ademais, não acredito nessa ‘vibe’ de sair de casa para “desestressar” —, visto que, a melhor atitude seria atacar a fonte do ‘stress’! 

Nesta reflexão, convido-os a pensar um pouco: o que realmente nos tira do sério e nos causam ‘stress’ quando estamos em casa? — Por certo, a resposta de alguns de nós, será uma lista de afazeres domésticos, as quais, exigem atenção e trabalho, por exemplo, cuidados com ‘pets’, plantas, organizar a cozinha gourmet, carro que precisa de ser limpo, o ‘closet’ para organizar, etc. é isso que afeta nosso humor e/ou nossa disposição.  

E, a dita lista de ocupações de casa, por vezes se torna interminável e complexa na medida dos nossos apegos e, hábitos bobos que insistimos ter e praticar.  Vejo pessoas que se sentem inquietas e tensas, se perderem a hora de assistir um dado programa na tv: jornal, novelas, etc. — penso que é um absurdo, mas pessoas tem ‘stress’ por isso! Mas, por que é que as pessoas têm hobby ou pets?  

Conheço pessoas que não podem sequer fazer suas viagens dos sonhos, por exemplo, porque não tem onde deixar os pets, ou, alguém que para “cuidar” das suas plantas na sua ausência. Numa linguagem popular: “isso é o fim da picada” para espécie humana.  Deixamos de ser para possuir e consequentemente estamos nos tornando posse dos nossos apegos.

Então! De que adianta tal evolução (do ser)? Que tanto apregoam para “viver no reino dos céus” se a cada dia nos tornamos mais e mais apegados a tantas coisas menores, ao invés de nos voltarmos para o que realmente é importante, aquilo que em nós é sublime: a evolução da nossa alma imortal, mas pelo contrário, estamos cada vez nos enchendo de pequenas atividades só produzem mais ‘stress’.

Sabemos que o ‘stress’ e ansiedade, caminham de mãos dadas, causando uma infinidade de males ao corpo e afetam substancialmente as nossas emoções.  São, portanto, os nossos apegos causadores de muito ‘stress’ que resultam nas dores da alma. 

Há muito tempo foi dito: “a boca só fala aquilo que o coração está transbordado”. E, se as emoções estão sempre a flor da pele, por certo, a alma estará aflita e sem paz.

Por conta disso, penso que deveríamos rever nossos apegos: hobbys, manias, pets, plantas, tv, boteco, futebol, etc. e concentrar as nossas energias, por exemplo, no autoconhecimento, refletindo e meditando: “observando a grama crescer”.  

Por fim, quando simplificamos nossas vidas, deixando tudo que não for essencial e, viveremos mais plenamente os momentos de descanso em nossos lares. E, se passássemos mais tempo a sós conosco, sem ter uma lista enorme de atividades secundarias domesticas dispensáveis, por certo que iriamos proporcionar um grande bem para a nossa alma imortal, a paz.

REFLEXÃO: SAÚDE MENTAL É SINÔNIMO DE BONS HÁBITOS

Desde que temos noticiais na vida em sociedade existe um hábito absolutamente inaceitável para qualquer época e cultura, mas, é muito comum em nossos dias, século XXI, o mau hábito de RECLAMAR de tudo.  

Há em algumas sociedades modernas, só por curiosidade, na Inglaterra, por exemplo, o ato de reclamar é uma instituição nacional, os ingleses reclamam do serviço público, das condições do clima, etc. não é sem razão que é dos países com o maior número de veículos de mídia sensacionalista de todo mundo. Entretanto, fato é, que o hábito de reclamar não está restrito a dada cultura de determinada sociedade, trata-se de um fenômeno mundial.

Mas por que agimos dessa forma, reclamando daquilo que é externo de nós? — Nesta breve reflexão, gostaríamos de pensar um pouco sobre (hábito de reclamar).

Estamos perseguindo nosso objetivo primordial do ‘blog’, sendo esse, o autoconhecimento, o conhecimento de si. Para tanto, devemos manter a mente aberta e observar desde as pequenas ‘nuances’ do comportamento humano em todos seus aspectos e ambientes.

No que tange a nossa busca, devemos olhar primeiramente para nossa própria vida, para nosso comportamento. Seja em qualquer esfera: no seio da família, da sociedade, mas principalmente como agimos com relação a nós mesmos, na maneira que discernimos e fazemos escolhas.

E, se ao invés de criticar e só reclamar, começássemos ao menos tentar fazer algo a respeito?

Sabemos que qualquer grande jornada que empreendermos sempre começa com o famoso primeiro passo. Então, vamos começar como naquele ditado popular: “começar com o pé direito”, nos policiando em nosso modo de agir e, antes, que expressemos qualquer juízo de valor sobre aquilo que não concordamos, — e de que maneira faremos isso? — Procurando corrigir o que julgamos estar errado e fazer a nossa parte.

Estamos vivemos no limiar da era da informação e do conhecimento, então! Por que não começamos a partir desse ponto? — Utilizando melhor a diversidade de dados e os meios existentes sobre tudo: higiene, saúde, segurança, direito, respeito a privacidade alheia, etc., enfim, sobretudo, aquilo que diz respeito à dignidade humana para todos, indistintamente.

Há sempre algo que poderemos fazer a respeito, muito além de apenas só reclamar. Comecemos pelas pequenas coisas: se, por exemplo, ao depararmos com papéis no chão ao invés de estar no cesto de lixo, catamos e os colocamos na lixeira.

E, isso se aplica a tudo. Num estacionamento de supermercado, por exemplo, não é porque a outra pessoa estacionou o veículo de maneira irregular que você vai reclamar, — procure estacionar o seu carro corretamente. Ao ouvir alguém maldisser uma pessoa sem a presença da própria, é melhor dizer que não está interessado no assunto, — desestimule fofocas a todo custo.

Não propague (fake news), não busque por leituras de notícias sensacionalistas, e oriente a pessoa que lhe propor tal empreitada, lembrando-a que só criticar não resolve. Sempre que notar alguém precisando de ajuda, ajude, sem interesse ou, só porque a sua religião pensa que assim vais para o “reino dos céus”.

Por fim, faça tudo porque é o correto a fazer, isso ao menos demonstrará que você tem boa saúde mental.

REFLEXÃO: FELICIDADE, O AMOR E A PSIQUE

Atire a primeira pedra quem nunca se sentiu infeliz por não ter conquistado dado ideal dos sonhos?  —, fato é que muitas vezes nos sentimos dessa ou daquela maneira, como se fossemos as vítimas das circunstâncias. Mas, será que tal sentimento (infelicidade) não é causado por questão de percepção da psique imatura? — Vamos refletir um pouco conhecendo a minha versão do mito da Psique e Eros.

Conta um mito grego, que a psique era uma princesa e tinha duas irmãs. A jovem princesa (psique) era muito bonita, infinitamente a mais bela que suas duas irmãs. Tanto era a formosura da psique, que os seus pretendentes ao contemplar tamanha perfeição e beleza não tinham coragem para pedir em casamento, isso porquê, imaginavam que só poderia ser uma maldição da deusa Afrodite.

As irmãs da psique se casaram e tiveram filhos, mas a bela psique embora cortejada não conseguia um único pedido de casamento. O tempo passou, e os pais da psique preocupados com a solteirice da princesa, procuraram o oráculo para saber o que fazer sobre a felicidade da filha.

A voz do oráculo lhes disse: a sua filha, a bela psique, deve se vestir de noiva e ser abandonada no alto de um rochedo solitário, onde um monstro iria buscá-la. Os pais da psique tristes e desolados, mas cumpriram a determinação do oráculo.

Tomada por grande medo, a psique ficou ali no rochedo esperando por ser destino, até que em dado momento um vento a levou para o alto, para além das nuvens, e a deixou diante do portão de um magnífico castelo.

Psique ouvia no castelo uma voz sedutora que a convidava para entrar, com pouca resistência a psique acabou aceitando e entrou. Tudo ali era maravilhoso, a psique nunca viu nada igual, que percebia sequer o tempo, estava encantada.

Anoiteceu, e a psique foi levada para um belo quarto e adormeceu. Quando despertou ainda estava escuro, percebeu haver alguém ao seu lado, mas antes que ela pudesse falar algo ouviu uma voz envolvente, que disse: “sou seu amado e que nada de mal vai lhe acontecer, mas, só tem uma condição: você nunca deve o ver o meu rosto, senão desaparecerei”.

O tempo passou e toda noite aquele estranho e encantador amante vinha a sua cama e a fazia muito feliz. A psique aceitou aquela condição do seu amado, — pensou: “com certeza meu amado não deve ser um monstro”. A psique se sentia muito feliz, porque se sentia completa: amada e tinha uma companhia encantadora. Não dava mais importância para o fato de não poder conhecer totalmente a face do seu amor.

Certo dia, cheia de alegria, a psique recordou dos pais e das irmãs e, falou para seu amado que desejava visitar sua família. Ele prontamente atendeu, mandou um vento que a levou ao encontro da família: suas irmãs e os filhos delas, todos ficaram felizes por saber da felicidade da psique.

Então, a psique, lhes contou tudo aquilo que havia lhe ocorrido desde o dia que fora deixada por seus pais na beira do rochedo. Mas, suas irmãs insistiam muito pelo fato de que a psique nunca vira o rosto do amado, tanto foram os comentários e insinuações das irmãs, que a psique teve dúvidas das próprias convicções e foi tomada pela curiosidade.

Quando retornou para o seu castelo, a psique estava cheia de dúvidas e curiosidades, — será, que o seu amado era um mostro, como sugeriram suas irmãs?

Certa noite enquanto o amado dormia a psique acendeu a lamparina para ver seu rosto, tão grande foi seu espanto ao perceber ser a criatura mais bela que havia visto, mas ao chegar mais perto, uma gota de óleo do lampião caiu no ombro do amado e ele despertou, em poucos instantes, desapareceu da sua vida.

Apaixonada e inconsolada pelo sumiço do amado, a psique procurou por ele em todos os lugares, mas não encontrava. Desesperada buscou falar com a deusa Afrodite, e rogou-a para lhe ajudar encontrar seu amor.

A deusa lhe deu muitas tarefas, cada nova missão era mais difícil que a anterior. Mas, a psique continuava obstinada, na busca incansavelmente pelo seu amado.

Certa feita, Afrodite lhe pediu para fosse ao inferno e trazer-lhe uma poção mágica. A psique suportou todas as dores e aflições infernais e que quando retornou, decidiu que se bebesse aquela poção que Afrodite lhe pedira, por certo, poderia achar o seu amado.

Mas, quando a psique desesperada bebeu a poção mágica e caiu num sono profundo, porque, na verdade, aquela era uma vingança da deusa Afrodite pôr a psique ter se relacionado com o seu filho Eros. Era inconcebível que uma reles mortal como a psique, pudesse conviver com Eros, um deus.   

Contudo, Eros que observava todo o sofrimento da psique, e tomado por imensa compaixão, rogou para sua mãe Afrodite que lhes perdoasse, e pediu, também, a Zeus que lhes permitisse conviver com a psique.  Zeus aceitou os argumentos do filho de Afrodite, e lhes disse: “Eros você pode acordar a psique com um beijo apaixonado”. Assim, a psique pode conhecer seu amor face-a-face.

Por fim, penso que ninguém está condenado a viver sem conhecer o amor. Com licença “poética” adaptamos esse belo mito antigo, para demonstrar que cada um, a depender do seu grau de maturidade poderá até dormir para sempre, sem conhecer o amor, porque a imaturidade da psique é que torna o caminho da felicidade mais difícil.

CAMINHO DAS PEDRAS: O QUE SIGNIFICA IR PARA DENTRO DE SI

Caros leitores, a partir do mês (março/2021) notei que o ‘blog’ teve um fenômeno de público, sobremaneira, o que ocorreu nas estatísticas de acesso: uma mudança geográfica. Tive a feliz satisfação de que, além do aumento do número de leitores da Europa, em especial da terra dos meus ancestrais (Alemanha), assim como, ocorreu dos (Estados Unidos). Fato que, em todos esses países houve crescimento exponencial superando até os acessos nacionais (do Brasil).

A despeito do conteúdo, abordo temas pertinentes a jornada do autoconhecimento. Procurando expor meus questionamentos, em textos de até (350) palavras. Embora, por vezes, me alongo demais. Mas, desejo perseguir tal meta e cada vez mais ser conciso ao transmitir minhas experiências nesta viagem extraordinária rumo a introspecção, ao conhecimento de interior.

Essa mídia, me oportunizou relatar o autodesvendamento quase diário durante os últimos três anos. Por isso, sou muito grato aos leitores: (Alemães, Norte Americanos e Brasileiros), e fico igualmente feliz, por exemplo, ao verificar leitores da distante Finlândia, Dinamarca, África do Sul e China. Sobretudo, considerando que vivo no portal da Amazônia ocidental brasileira.

 — Gostaria de cumprimentar a todos os leitores e dizer da minha gratidão pelo acesso ao nosso ‘blog’ (inSide, IrParaDentro), o meu muito obrigado! 

Nesta oportunidade, quero relatar, também, que desde que empreendi nesta jornada (autoconhecimento) constatei algo que julgo ser fundamental: que se deve manter a mente sempre aberta e evitar seguir unicamente gurus e doutrinas/religiões, porque só são importantes na medida que dependa o seu discernimento. Porém, dada a óbvia evolução, você acaba por assumir responsabilidade de crescer através da introspecção, aplicando os saberes adquiridos e (validados) no seu cotidiano. Portanto, isentos de culpas ou pecados, julgamentos ou condenações, apenas, com a honestidade intelectual e moral própria, buscando sempre pelo divino que há si.

Uma boa analogia para esclarecer como acontece o processo do (autoconhecimento), por exemplo, é como aprender andar de bicicleta, que em dado tempo você pode “retirar as rodinhas que lhes mantém, e se equilibra por si só”, eis, portanto, como é empreender a jornada para dentro de si, pelo autoconhecimento.

Por fim, IR PARA DENTRO DE SI, SIGNIFICA: introspecção, autoanalise, sobremaneira, buscando por discernimento em tudo o que fizeres, questionando as “verdades”, mantendo a mente aberta e o coração com desejoso de entendimento, principalmente, ao se auto questionar sempre. Enfim, é dentro de si que ocorre a percepção da existência, e é através de tal processo, que a evolução acontece: desde o seu interior rumo a compreensão do todo.

REFLEXÃO: A VERDADE PARECE FÁCIL, MAS COMPREENDE-LA NÃO É SIMPLES

Partindo da assertiva ancestral (uma verdade primeira): tudo que existe no universo foi (criação), obra de uma inteligência superior, ideia amplamente aceita pelo mundo afora. Tanto é, que muitas culturas ao redor do planeta a chamam de divindade (inteligência essencial). O todo por trás da existência universal. Seja como for, o homem há séculos vem atribuído nomes, designações, conceitos e explicações para tal poder primordial, mas, isso pouco importa.

Relembro aos leitores, que o meu objetivo, nestes breves textos, é refletir mantendo um viés empírico e racional, por isso, nunca conjecturo ou pretendo esgotar quaisquer temas, apenas busco uma melhor compreensão, procurando expandir a consciência continuamente.

Nesta reflexão, analisamos que SIGNIFICA dizer que nós seres humanos existimos como parte do todo. É fato cientificamente aceito: “toda matéria conhecida é composta de átomos”, logo, tudo é energia, que ora “se comporta com onda, ora como partícula, a depender do observador”. — Somos gratos pela grande contribuição dos estudos científicos, em que se extrai: “somos apenas energia e frequência”. Assim sendo, o conceito de tempo e espaço por certo é uma concepção humana dada ao nosso grau de compreensão do que seja o todo.

Então, até onde sabemos, todas as coisas vieram de única fonte: somos parte dessa energia primordial, que tudo provem, desde um grão de areia até os enormes aglomerados de galáxias. Eis, o (xis) da questão, — e se assim o é, poderíamos dizer que a inteligência criadora coexiste em nós! — Já que está em tudo.  

Somos como diz na astronomia “poeira das estrelas”, e isso, pode até parecer perturbador para muitos, mas pelo contrário, é muito reconfortante, sobretudo, a despeito de tudo que você compreenda significar. É fato que existe em nós uma inteligência latente oriunda de tal força criadora, porquanto, isso explicaria, por exemplo, porque estamos em constante evolução (sociedade, tecnologia, autoconhecimento, etc.). Tomamos por paradigma, a resposta de uma criança de cinco anos (sobre o que é o sol), percebemos ser relativa ao seu discernimento, e ponto.

Por fim, sendo o que somos, é razoável aceitar a expressão de “cocriador do mundo”, porque faz muito sentido, — não?  — Vamos a assertiva, primeira parte:  “A VERDADE PARECE FÁCIL”, porque está em nós, bastam os questionamentos. Quando a segunda parte: “MAS COMPREEDÊ-LA NÃO É SIMPLES”, porque depende muito do nosso grau de discernimento: até que ponto estamos dispostos a descer na toca do coelho? — Disso decorre, que se trata da maior jornada do ser humano, sendo que o único caminho é pelo autoconhecimento, o conhecimento de si.

REFLEXÃO: PORQUE EXISTE SOFRIMENTO SE O DIVINO ESTÁ EM NÓS?

Já parou para observar a realidade do mundo que nos cerca, focando nas atitudes e nos atos humanos? —, é certo que vemos inúmeras iniciativas repletas de contradições: se de um lado o indivíduo que busca de todas as formas “seu espaço” na bonança deste mundo, por outro, essas mesmas atitudes geram um sem número de conflitos e culminam por destruir a paz de tal pessoa. Percebemos uma dualidade, tudo é dual, (bem e mal / acerto e erro / guerra e paz).

Nesta reflexão convido-os a pensar (como procuramos demonstrar nestes breves textos). Hoje, trataremos sobre se há possibilidade de superarmos essa dualidade, ou seja, (conquistar a autorrealização sem prejudicar outrem).

Utilizando como paradigma uma analogia simples, porém, muito poderosa: (A LUZ E A SOMBRA). É compreensível que a luz represente a total iluminação da consciência humana em oposição a escuridão é a total ignorância. E, só a partir de um domínio de uma espécie de trindade da revelação: (conhecimento, entendimento, discernimento) é dada a tal pessoa vencer a dualidade e chegar ao “reino dos céus”, reino do conhecimento.

Sejam quais forem os ensinamentos que nos baseamos, obteremos a mesma resposta: tauistas chamam de caminho do meio (Tao), Buda disse do equilíbrio, os judeus designam caminho da Tora, a ortodoxia cristã e os pentecostais modernos dizem a verdade, seguir cristo. Seja o que escolhermos como escolas dentre as inúmeras correntes da religiosidade, fato é, que todas tratam do mesmo tema: o caminho da evolução da alma imortal que conduz ao seu destino.

Portanto, se buscarmos o divino fora de nós por certo não encontraremos. Assim, SOFREMOS por que não temos consciência que o divino habita em nós e que fazemos parte do todo. E, se prejudicarmos outrem estamos fazendo o mesmo a nós mesmos. Contudo, só o percebemos ou teremos a consciência disso, quando despertarmos para essa realidade. Carl Jung, muito bem definiu o caminho da iluminação: “Quem olha fora sonha, quem olha dentro desperta” e a resposta é sim, EXISTE O DIVINO EM NÓS, e o caminho para descobri-lo é pelo autoconhecimento.

Bem-Vindos todos do gênero humano.

Existe um segredo no caminho das pedras! — Reflita:

Aquilo que você pensa ou sente com relação a “realidade humana”, seja relevada pela inconformabilidade com a existência atual; ou pela desconfiança numa ulterior; ou ainda, pela descrença das tantas teorias sobre a vida, enfim, se busca conhecer tal verdade, existe o caminho.

Antes de qualquer coisa, pare e pense. Onde em nós, percebemos, sentimos: aflições; decepções; desilusões e medo. E, porque os momentos felizes são tão breves? — Você nunca se questionou? — E, se tudo que aprendemos não foi toda a verdade? — Será que seríamos capazes de saber: por que sentimos falta algo mesmo que aparentemente temos tudo? O que é a vida? Quem somos de fato?

Lembro-me, que há sete anos empreendi numa jornada. Mas, antes de dizer qual foi e o propósito das reflexões deste Blog, quero que algo fique claro: aqui não trato de religiosidade, crenças, misticismo e, tal, nada disso. Sou empirista e tenho os pés firmes na racionalidade.

Meu despertar aconteceu quando pensei ter chegado ao fundo do poço da existência. Mas, descobri que se pode descer ainda mais. E, também, que só se consegue sair definitivamente de dada realidade, quando você questiona sua existência no mais íntimo de seu ser. 

Agora, sempre encontro respostas diariamente no meu cotidiano, na medida que me questiono, duvido, analiso e reflito muito buscando compreender a verdade. Porquanto, na qual, somos simultâneos, (mestre e aprendiz) pelo autoconhecimento.

REFLEXÃO: NOSSO DESAMOR É A MEDIDA DA NOSSA IGNORÂNCIA

Somos seres dotados de consciência, memoria e capacidade demonstrar compaixão, dentre outros nobres sentimentos e competências socialmente necessárias para mantermos bons relacionamentos em todas as áreas da vida.

Entretanto, é fato que quando não somos capazes experimentar e expressar sentimentos nobres, por exemplo, empatia, isto é, capacidade de ver o mundo sob olhar do outro, torna momentos felizes uma raridade entre outras coisas. Estudos da psique dizem que tal indivíduo tem dada psicopatia. A lista defeitos na psique e os males que dela decorrem são enormes.

Nesta reflexão, partiremos do pressuposto de que o indivíduo tem dado grau de sanidade média e a sua conduta é socialmente aceitável. Então, desta feita, excluiremos as patologias da psique (psicopatas, sociopatas, antissociais, e outros bichos).

Vamos tratar da questão: por que muitos de nós agimos de maneira tão rancorosa, vingativa e mesquinha? — é fato, também, que não é incomum conviver nas várias esferas das relações (pessoas, profissionais e sociais) com tais indivíduos.

Penso que se considerarmos as excludentes apontadas acima, tudo mais que demonstrar agressividade, antipatias e outros comportamentos reprováveis derivam unicamente da ignorância do indivíduo.

Portanto, concordo com J.J.Benitez no ‘best-sellers’: (Cavalo de Troia I), que diz “… a falta de capacidade e de vontade de perdoar os semelhantes é a medida da imaturidade e a razão dos fracassos na hora de alcançar o amor”, porque desde que me lembre, ao deparar com inúmeras dessas situações de falta de tato e arrogância, sobretudo, quando observo isso nos relacionamentos das pessoas, só corroboram a ideia, a qual, alimento desde que inicie nos estudos de autoconhecimento, que é: DESAMOR É A MEDIDA DA NOSSA IGNORÂNCIA.

REFLEXÃO: VIDA, QUESTÃO EXISTENCIAL, ONDE ENCONTRAR RESPOSTAS?

Desde jovem venho me questionando, busco conhecimento sobre questões existenciais. Procurei através dos livros sagrados de religiões – apendi muito, é um saber repleto de complexas alegorias, mitos, (leis e costumes antigos) e as narrativas do extraordinário transcendental; na filosofia clássica e moderna — aprendi um sem números de questionamentos sobre quase tudo que consiga imaginar; no misticismo antigo — vê quase de tudo sobre a existência, mas tudo carregada de intrincado simbolismo; nos estudos da psicologia, empreendi sobre psique humana com afinco — fiz constatações incríveis que pôs a baixo minhas até então, crendices; pela neurociência me oportunizou entender o funcionamento das respostas sensoriais e sobre o funcionamento da mente humana.

Seja onde for que minha busca me levava, uma coisa cada vez mais estava mais clara e comum, como diz aquela canção dos anos 80: “E tudo ficou tão claro / O que era raro ficou comum“, que as respostas nunca estão fora de você.

Compreendi isso e se tornou como um paradigma para o meu entendimento: pouco importa o que dado ramo do conhecimento tenha explicado sobre sua busca existencial porquê as respostas não estão no que é externo de ti, mesmo que afirmem que a verdade seja alguma força extraordinária e sobrenatural.

Inclusive, também, percebi que existe um limite de esclarecimento para cada ramo do conhecimento e que a partir de determinando ponto, você corre o risco de admitir que o saber ultimado é aquele que consegue responder quase tudo, — mas esse, é o maior dos erros que um buscador comete: — adotar determinada doutrina, ciência, filosofia ou quaisquer “sabedorias” para explicar tudo.

Toda vez que concluía uma linha de pesquisa, lembrava do grande sábio Sócrates: “só sei que nada sei”. Contudo, para questões existenciais (quem somos, de onde viemos, para aonde iremos) são respostas ao alcance de cada um, a depender tão somente de fazer as perguntas certas. 

Por fim — é pelo autoconhecimento poderemos excluir aquelas possibilidades que não somos, porque se tudo está em mudança (no universo) e nada morre, então somos o espírito que vagueia, ora está aqui, ora ali, e ocupamos o recipiente que nos agradar, em vida física o chamamos de corpo. Porém, o que mais importa saber é o que habita nele é eterno, imperecível, o incompreensível eu sou, e tudo mais perece sob o sol.

REFLEXÃO: EVOLUÍMOS OU QUÊ?

Existem temas em que o fato de saber escrever não é tudo, por exemplo, quando o assunto é a própria vida, tudo fica muito complicado. Escolher melhores palavras e utilizar técnicas de escrita, não resolve questões de expressar com fidelidade sentimentos genuínos. Embora seja simples retratar cenas dramáticas, cômicas, românticas, etc. apenas dando ênfase em dados elementos da narrativa, porém, é certo que o texto vai parecer clichê (novelesco) e mais que isso, será falso.

Me ensinaram que a insistência é uma qualidade, mas em algum momento um texto deve ser terminado. Então, decidi: vou escrever diretamente segundo meu entendimento do assunto, e esquecerei a técnica. E, escrevo, despido da pretensão de ser eloquente.

Exceto por um elemento que julgo primordial: o zelo, cuidar com a veracidade do tema, é bom e desejável, sobremaneira, se o assunto é o autoconhecimento.  Evito a todo custo os ‘clichês’: o modismo de frases feitas, penso que são expressões vazias e não comunicam os sentimentos verdadeiros, por exemplo, quem pode aceitar de pleno valor o significado de um (“eu te amo”) que por tantas vezes é dito nas obras de ficção e em comerciais de propaganda? —, acho uma abominação narrativas novelescas tão presentes nas canções populares.

Interprete segundo seu discernimento. Tenho essa maneira de ser (aquariano): essencialmente humanista, mas nunca apelativo e não ativista no sentido literal.

Penso que somos seres complexos, únicos, com peculiaridades que é até difícil afirmar com convicção que exista outra pessoa igual a nós. O fato a ser lembrado, por exemplo, é quando se decide pelo autoconhecimento, o conhecimento de si, se tornará um ser livre desde o momento que assume total responsabilidade por suas escolhas.

Por fim, é pelo entendimento de tais características próprias (únicas) é que percebemos a nossa evolução, por exemplo, pelo ato de reconhecer a própria individuação e não se deixar ser coagido de maneira a pertencer a dado (grupo ou crença) que afrontem o ser que somos. Depois, é pela fidelidade a nós mesmos, a nossa essência humana, desde as nossas relações com outrem e a compreensão do universo, é que nos diz da nossa capacidade de adaptação, porque ou somos indivíduos, ou meros números nas estatísticas.

REFLEXÃO: ATITUDES QUE AFETAM A ALMA

Em nosso dia-a-dia, há certas atitudes que julgamos por vezes sem muita importância, mas tem potencial de gerar males até no íntimo do ser, a nossa alma. São aquelas mudanças repentinas de humor, por exemplo, dizemos que dado(a): (evento / pessoa / constatação), nos tira do sério. Fato é, que esses momentos são percebidos pelo stress, ansiedade e medo, que nos faz perder totalmente a serenidade e a paz.

É difícil indicar qualitativamente qual é o pior dos males que oprime a alma humana com mais frequência, mas, é possível ao menos aferirmos as dores existenciais. Como poderíamos fazer isso? — Vamos refletir, como sempre propomos aqui, pelo autoconhecimento.

Para compreendermos mais sobre dores da alma, é fato que isso guarda relação estreita com a nossa evolução espiritual. Quando observamos a maneira pela qual nos expressamos em momentos de tensão, sobretudo, ao analisarmos as “variáveis” que designaremos como: (tolerância / intensidade / consciência):

·         Se o nosso estado de humor for do nível de calmaria aos rampantes de explosões quase instantaneamente, —   isso diz muito da nossa tolerância;

·         Se tais as explosões (humor) são verbalizações contendo: (xingamentos, julgamentos, críticas, etc.) —   isso retrata a intensidade;

·         Se o quanto mais breve admitirmos para nós mesmos, sem intervenção de terceiros, que não devíamos ter agido daquela maneira, —   diz do nosso grau de consciência.

Disso se extrai em breve analise, o que é assertivo quanto uma resposta (irracional) das nossas emoções, que só confirma o nosso grau de ignorância, vemos: 1) uma atitude (destemperada) no presente não mudaria os fatos pretéritos; 2) se aquela atitude derivar de situações e causas ilógicas, geram efeitos desproporcionais dado a sua (aparente) causa.

Seguindo como empirista que sou, não quero “reinventar a roda!”, a tão festejada “inteligência emocional”. Contudo, penso que as nossas atitudes dizem do muito do grau de evolução da nossa alma, a despeito de qualquer outra convenção.

Ademais, penso que somos animados por uma (energia) extremamente sutil a qual nos conecta a tudo. Quem nunca parou diante de uma paisagem natural pitoresca e se sentiu como se transcendesse? — Penso que os nossos sentidos simplesmente fazem parte dessa experimentação e tudo que sentimos de bom ou de ruim alimenta esse ente (alma).  

Desde muito tempo, aprendemos que somos almas viventes, há um espirito imortal que nos anima. Nesta condição, o nosso agir,  ocorre como numa jornada para evolução do espírito. Pensei numa analogia, simples: somos guiados por um mapa de experimentação que é interpretado em momentos de introspeção: (autoanalise, autocritica, adaptação), e são essas as vias principais que levam ao autoconhecimento, o conhecimento de si.   

Por fim, sim! São atitudes desproporcionais, frente eventos sutis da vida que afetam a nossa alma. O autoconhecimento pode até parecer um caminho solitário, mas é por ele que compreenderemos o motivo pelo qual existimos, indicativos por certo encontraremos que derivam dos propósitos da essência a qual todos pertencemos. Seja como for, o destino estará completo quando nos unirmos a causa primeira de todas as coisas, a essência do universo.

REFLEXÃO: PORQUE EXPECTATIVAS NOS FRUSTAM TANTO.

Que maravilhoso ou sem graça seria a vida, uma existência, se tudo que fossemos experimentar viesse com manual de instrução, “como fazer as coisas para atender suas expectativas e ser feliz”, —utópico não acham? — Como um aquariano buscador, penso que seria até muito entediante. Mas, vamos refletir.

Conta a história, que o jovem general Alexandre Magno (o Grande) após obter à vitória sobre a nação indiana ele chorou, porque não havia mais povos para conquistar.

No cotidiano observamos que às vezes agimos tal como o conquistar macedônio: as pessoas são motivadas pela conquista de algo mensurável, tudo daquilo que se possa acumular, mais do mesmo, por exemplo, há muitos indivíduos ricos (bilionários) que buscam cada vez mais acumular fortunas, porém, nunca é o suficiente. — Nada tenho contra ter dinheiro, pelo contrário, é necessário para prover sobrevivência, (semelhante à carne do mamute para os nossos ancestrais das cavernas).

Nesta reflexão, me ocorreu a questão de como poderíamos limitar as nossas expectativas, ou colocando de outra forma, como poderíamos gerir melhor, de maneiras saudáveis, os nossos desejos, de forma nos sentirmos realizados, felizes.

Os cabalistas nos ensinam que a verdadeira criação da qual somos parte, como criatura, se resume no desejo de receber (alma humana) e a providência que nos criou (o criador) é o desejo de dar. Simplificando, resumidamente isso é tudo o que existe: a providência vai permitir tudo a sua criatura de forma nunca exigir nada desta, porque é por isso que fomos criados: para receber.

Também, aprendemos com Freud, que o homem é uma taça de desejo. Seja como for, me parece fazer todo sentido. Continuando como esse simbolismo (taça = homem = desejo).

— Recordo de uma pessoa que orientei sobre felicidade. Era uma jovem moça triste que me questionou: “porquê se sintia tão infeliz, mesmo tendo marido que a amava e filho saudável, etc.” — fantástico pensei, nossa! — Acabei por escrever um pequeno manual para aquela jovem tratar do seu dilema (infelicidade), — O caminho das pedras (8 passos para autorrealização), — é autoajuda, mas confesso que não faço mais isso, hoje espero que as pessoas descubram por si.

Fato é, que tal sentimento de infelicidade (a taça transborda, mas a sede continua), se analisarmos ocorre com todos nós! Quem dentre nós pode dizer que nunca se sentiu assim? — Ao obter muito mais daquilo que desejou, mas nunca é o suficiente! Penso, que os ensinamentos antigos: cabalistas, Buda, Jesus, Freud, tratam do mesmo assunto. Somos desejos, é por isso que existimos. Parafraseando a canção “somos medos e desejos”. 

Portanto, as nossas expectativas nos frustram porque são afinal, os nossos desejos. Porém, como sempre procuro fazer aqui neste blog (através do autoconhecimento), indicar opções de direções visando afastar a infelicidade: (Devemos aprender com a providência. Vamos tentar imitá-la, doando: atenção, nosso tempo, carinho, afeto, abrigo, comida, etc.), talvez dessa maneira, a nossa taça nunca mais transborde, e não diremos que nesta vida não há contentamento—, como disse o evangelista, felicidade.

REFLEXÃO: O QUE INIBE A PERCEPÇÃO DA FELICIDADE

Dores, aflições e medos fazem parte da vida, e suporta-los serenamente não há nada de errado, está tudo bem. Mas, quando cultivamos essas (aflições) por muito tempo elas nos absorvem totalmente, é fato que se tornam uma patologia (doença na nossa psique): ansiedade, fobias, depressão, etc. Entretanto, ninguém se desenvolve como ser humano com a predestinação para o sofrimento.

Nesta reflexão, convido-os brevemente analisar: porquê existem tantas pessoas vivendo constantes batalhas internas, gerando inúmeras aflições, dores e sofrimentos. Não me refiro a mera luta pela sobrevivência, mas sim as cercas fortificadas criadas na própria mente, na qual, você vive num mundo irreal, na sua prisão mental.

Porquanto, o mais comum dentre os indivíduos infelizes, é que geralmente essa condição existe por uma mera questão de crenças limitantes, as quais são retroalimentadas por dilemas que lhes são próprios, por exemplo, falta de autoestima, crise de identidade e a imaturidade.

Fato é que todos conhecemos alguém nas relações: pessoais, profissionais ou sociais, que agem feito crianças (magoam-se e irritam-se facilmente; acreditam que todos lhes devem atenção; não aceitam ser rejeitadas, etc.), mas, apesar de o fato de acumularem dezenas de primaveras de vida.

Penso que exista um princípio básico para evitar cair num labirinto de julgamentos: é nunca culpar as outras pessoas e as circunstâncias pelos próprios infortúnios. Contudo, de nada adianta, também, esconder de si os próprios sentimentos, isto é, agir como se fugisse da realidade ao ceder aos impulsos ardis de auto sabotagem.

Sabemos serem através das fugas que afloram as manias compulsivas: bebidas, promiscuidades, compras, etc. que dominam a mente —, como naquele dito popular: “é como varrer os problemas para baixo do tapete”, —procrastinar é fazer com que o fardo só aumente, a mochila de problemas levará o indivíduo a exaustão.

É fato, (quem não entende a si mesmo terá poucas oportunidades de se dar bem com os outros e/ou conquistar à auto realização).

Se considerarmos a quantidade de pessoas subservientes num emprego, em família, num relacionamento, numa crença, todos vivendo dilemas eternos. Tais pessoas, se tornam (autovítimas), vítimas de si: tentativa de suicídio, estado de ansiedades e depressivos, e também, aqueles que lotam igrejas numa busca insana por algo, um fator externo, numa religiosidade a “todo custo”, — soa como trocadilho, mas é real (como as notas de dinheiro).

Vemos no dia-a-dia pessoas querendo (a salvação) em outra vida! Mas, porque não viver o bem aqui, nessa existência? — Nada tenho contra as crenças no sobrenatural! Mas, parece ilógico não pensar na essência humana, ou seja, somos seres conscientes, racionais e capazes de resinificar a própria vida, sozinhos: apenas pelo autoconhecimento.

Se a maioria dos grandes problemas geradores de aflições estão na própria mente, não há inimigo mais poderoso como aquele que você acredite, porque você mesmo criou.

Por fim, o que inibe a percepção de felicidade de uma pessoa está diretamente associado à sua incapacidade de enxergar de maneira mais ampla, a própria realidade. Que por mais dolorosa que essa seja em dada experiência, é certo que haverá sempre alguma maneira de racionalizar e observar (a lei da causa e efeito), porque a depender do elemento básico para percepção da felicidade: é valorizar mais o lado positivo das situações (se a vida lhe der um limão, faça…), agir de forma a mudar o modo de encarar a vida. Talvez assim, momentos felizes sejam mais frequentes.

REFLEXÃO: COMO ENCONTRAR UM MILAGRE

Desde jovem sempre busquei por respostas sobre o porquê de pessoas boas sofrerem, por outro lado, aquelas de caráter duvidoso aparentemente se tornam bem-sucedidas. Mas ao longo da vida, pelas experiências compreendi, que tudo na vida deriva do grau de entendimento de cada um, — como você enxerga o mundo.

O maior entrave para compreender o processo pelo qual o sucesso ocorre está mais relacionado com os questionamentos e adaptação frente a vida, e menos com as respostas prontas que te ensinaram, isto é, tudo depende da maneira como formulamos as perguntas para nós mesmos. Disso se extrai, que de nada adianta buscar, por exemplo, a todo o custo a felicidade se você desconhece o verdadeiro conceito de felicidade.

Nesta breve reflexão, gostaria que você analisasse e constatasse por si, os momentos (chaves): os pontos de viradas em sua vida.

Partindo da premissa de que tudo no universo muda, como diz naquela canção dos anos 80: “o tempo não para, não para não”. Então, convoco a pensar esse tema agora, porque é dito, que “o tempo urge” e não há nada que possamos fazer quanto a isso.

Aprendemos sobre uma infinidade de assuntos ao longo das nossas vidas, mas para alguns de nós isso nunca ocorreu: obter lições sobre como fazer autogestão, gerir a si mesmo. — Eis o pulo do gato.

Depois, o quanto seremos adaptáveis em todas as áreas das nossas vidas: pessoal, profissional e social. Fato é, que para maioria de nós existe temor a mudanças, situações novas. Entretanto, jamais devemos, ser volúveis, fluídicos frente a vida. Pelo contrário, quem sabe gerir a si mesmo, por certo faz escolhas conscientes e leva a cabo tudo com determinação.

Por fim, para um milagre ocorrer faz necessário compreender os pontos de viradas em nossas vidas e o nosso grau de vontade pelo bem viver. Sobremaneira, naqueles momentos de aflições (sentimentos em graus extremados) e pela nossa vontade diante da dor, é que extrairemos as lições necessárias para descobrir que a vida é maravilhosa, e assim, temos a oportunidade de experimentar o sucesso, à autorrealização, — tudo é uma questão de como enxergamos a vida.

REFLEXÃO: A PIOR FACE DO SER HUMANO

Quando observamos multidões eufóricas literalmente se digladiando diante de um telão ao assistir jogos de futebol, (embora tal evento, esteja acontecendo em outros países e seus participantes sejam desconhecidos dos expectadores), consideramos tal comportamento digno de fanáticos.

fanatismo é muito peculiar por parte de muitos torcedores, sobretudo, quando analisamos suas expressões mais extremas, a violência: agressões verbais, brigas, e mortes, que são parte destas manifestações. Mesmo que alguém queira advogar em sentido contrário, seus argumentos perecem. Basta analisar racionalmente o assunto e se constatará atitudes dignas de insanidade.

Nesta breve reflexão, te convido para analisarmos juntos, as causas que levam o fanatismo e a sua pior consequência (a violência). O que faz uma pessoa comum da sociedade se comportar de modo tão agressivo instantaneamente em dado evento, no qual é apenas um expectador? 

— porém, abordaremos o assunto com viés meramente do autoconhecimento, buscamos entender o comportamento de indivíduos comuns que agem de maneira extraordinária. Frisamos que a nossa intenção aqui não é julgar seus atores.

Sou empirista e me norteio pela racionalidade. Vemos nas ações de torcedores (fãs) descontrolados, por exemplo, o comportamento violento de uma parcela dos indivíduos (torcedores presenciais ou não nos estádios). Inclusive, nas estatísticas anuais sobre crimes entre torcedores (vítima e autor), ambos de uma mesma família, — recentemente, notícias da morte de um dos conjugues cometido pelo outro, e tudo, foi motivado por discussões sobre um jogo de futebol.

Aprendemos que “O fanatismo causa rigidez mental e atrofia o raciocínio da pessoa. Tal como ocorre com o fanático religioso, o torcedor fanático é muitas das vezes, um indivíduo disposto a se utilizar qualquer meio para afirmar a primazia da sua fé ou do objeto de adoração sobre as demais”.

Por fim, pelo autoconhecimento quando podemos compreender mais sobre nós mesmos e sobre o mundo que nos cerca. Isso nos compelirá afastar de condutas ignorantes e infantis, tais como presente no fanatismo. Disso decorre, por exemplo, o controle dos nossos instintos ao ceder cada vez mais espaço para a razão, que representa uma elementar maturidade da psique, isto é, como a remoção da atrofia do raciocínio e a consequente afastamento do fanatismo.

REFLEXÃO: A POLÍTICA NO IMPÉRIO DA IGNORÂNCIA

Pelos estudos da sociologia, aprendemos que o poder político (o estado) nasceu da necessidade dos indivíduos estabelecerem regras para organizar a vida em sociedade. E, que ao longo do desenvolvimento das civilizações inúmeras revoluções ocorreram. O lado vencedor invariavelmente impôs pela força ou pelo engodo, sua própria concepção de estado e sociedade (justiça, impostos, direitos, etc.).

Sabemos também, que para a consecução de um projeto de poder é indispensável a coerção social, porque o governante deve manter a ordem e impor o seu comando sobre o povo.  Neste processo contínuo de luta pelo poder estatal que ao longo dos séculos forjaram a nossa evolução social e política.

Ademais, consta na história e na sociologia, que os donatários do poder político sempre podem contar com a mão poderosa das religiões para perpetuar-se no poder, entretanto, ao meu entender tal empreitada difere dos propósitos institucionais das entidades religiosas. Mas, pelo fato dessas arrebanhar milhões de almas, doutrina-las e subjugam suas mentes: incutindo nelas o temor de uma divindade vingadora, julgadora e salvadora, que se tornam como terrenos férteis para crescer legiões de apoiadores com mentes condicionadas.

No ápice dessa evolução social e política de um povo, está o quesito (do sistema político). E, nosso grande país se situa lado a lado com as melhores nações do mundo, — prevê a nossa Constituição Federal que (o poder que emana do povo para o povo). Porém, uma democracia ideal e plena só existe se houver a competência crítica do povo para escolher livremente seus governantes.

Por fim, pelo comportamento do povo brasileiro de diversos estrados da sociedade, o qual observei nas redes sociais, (bradando palavras de ordem e levantando bandeiras de crenças para justificar atos antidemocráticos), um sentimento de desalento invadiu minha alma. Como pode tal disparate, depois de milhares de anos de evolução social e nada mudou? — Vivemos no império da ignorância endêmica: de preconceitos e ideologias ultrapassadas! E, cá estamos novamente, diante de uma nova idade das trevas.

REFLEXÃO: O SER RIDÍCULO, INCONSCIENTE DA VERDADE

Se observarmos atentamente o cotidiano, desde as nossas relações interpessoais, notaremos o esvaziamento de muitos conceitos que até recentemente representavam valores nobres, tais como: (amor, gratidão, compromisso, honestidade, autenticidade, verdade).

O mestre grande Zygmunt Bauman bem nos advertiu sobre “realidade liquida”, isto é, que vivemos num mundo onde o que é concreto desvanece e não existe a certeza, permanência, perenidade, porque desde a ideia de (verdade) é relativizada com o vulgar e o fluídico.

Experimentamos tal realidade (liquida), no dia-a-dia, por exemplo, um termo difundido na sociedade contemporânea “politicamente correto”, que invariavelmente nasce da aprovação social, das redes sociais. Aquilo, que é fato para uma grande parcela de concidadãos, mas foi refutado por pesquisas cientificas: ao identificarem naquele termo uma incoerente com a realidade, trata-se da mera designação de é um “inimigo imaginário”.

Ao que tudo demonstra, estamos no limiar do senso do ridículo.

Fato observável em comportamentos recorrentes de milhões de indivíduos: que bebem daquela fonte (inútil) de saber, e se embriagam com a ignorância e vagueiam na escuridão do entendimento. Penso que milhões de pessoas perderam a noção da realidade, porque mesmo não tendo nenhuma certeza de algo insiste em propagar crenças como se fossem fatos, a exemplo dos ‘fake news’.

Porquanto, é enorme a repercussão dada a toda sorte de absurdo e inutilidade, que uma mente minimamente desperta é incapaz de imaginar: apocalipse religioso, invasão alienígena, teorias da conspiração, dietas milagrosas, mil maneiras de ficar rico, rezas, santos e feitiços poderosos, etc. e a pior parte disso é que tais pessoas têm convicções de veracidade.

Por fim, o ser ridículo, é aquele indivíduo que despreza a razão em detrimento do apego crendices justificadas, por exemplo, num metafísico transcendente. E, por não buscar compreender a própria existência, a compreensão de si, ao tentar fazê-lo, intenta através de ensinamentos leigos, com leituras limitadas sobre textos carregados de signos e símbolos muito antigos. Nos quais, a depender da interpretação se desprendem enormes contradições.

REFLEXÃO: CARCEREIRO DA CONSCIÊNCIA

O grande entrave de muitas pessoas para vivenciar a liberdade, felicidade e a paz, está ligado ao seu grau de compreensão da própria vida. Indivíduos infelizes contumazes, por certo são aqueles acanhados para encarar a si mesmos, sobretudo, pela sua incapacidade de enfrentar velhos dogmas e preconceitos vazios, que só denotam uma ignorância febril, e essa, se torna a carcereira da própria consciência e até da alma.

Este breve texto é um convite para analisarmos o quanto anda a nossa liberdade interior.

Pela nossa maneira de pensar e reagir frente a cada nova realidade em nossas vidas no dia-a-dia, seja na esfera (pessoal, profissional, social), que nos tirar da zona de conforto, zona infantil da mesmice é que constatamos o nosso nível de entendimento.

Se forem recorrentes em nossas mentes, lamentos (porque só acontece comigo: “síndrome do vira-lata”), julgamentos (culpando sempre os outros) e desculpas (justificando os próprios erros) é certo que a insegurança e o medo controlam o nosso ser.  

Disse o filósofo: “as coisas nos parecem absurdas ou más porque delas só temos um conhecimento parcial e estamos na completa ignorância da ordem e da coerência da natureza na totalidade”.

Portanto, penso que a ignorância de si e a falta de entendimento sobre a causa e o efeito é que nos conduzem a prisão da consciência, tirando a paz da nossa alma imortal. E, é pelo autoconhecimento, pela busca do conhecimento de si, que encontraremos as melhores respostas para nos libertar do carcere existencial, porque afinal, as melhores soluções para nossos dilemas existenciais são encontradas dentro de cada um.

Reflexão: Feito prisioneiro pelas próprias paixões

Quem dentre nós sob o sol, nunca se questionou o porquê invariavelmente vivemos como se estivéssemos num cabo de guerra, que em extremidades opostas então: de um lado (o nosso desejo de felicidade e paz) e noutro (os nossos apegos e paixões humanas).

Já manifestei em várias ocasiões aqui, a minha predileção pelo empirismo e racionalidade, contudo, não me apego a racionalidade extrema.

Ademais, penso que a regra de ouro para entendimento seja nunca perder de vista as questões maiores, como o autodesvendamento (quem sou?), sobretudo, se considerarmos a limitada capacidade humana de compreender a substância da qual todos derivamos: (universo, deus, natureza), — como queiramos nomear. Fato é, que tal substância (aquilo que existe por si) e que emana por si mesma, a qual, o conhecimento humano é incapaz de compreendê-la em sua totalidade, porquanto, persisto nesta busca através do autoconhecimento.

Nesta reflexão, vamos aprender com as lições do grande sábio Espinoza: “o homem precisa se libertar de seus sentimentos e sensações, para só então poder encontrar a paz e ser feliz”. Ou seja, sendo a felicidade e paz um estado de satisfação da alma humana é salutar que a seja mais percebida na medida da nossa melhor compreensão sobre a vida.

Portanto, verifiquei que na medida que assumimos as rédeas da nossa vida (com escolhas melhores) evitando que paixões e apegos nos dominem, em simultâneo, ao incorporarmos cada vez mais valores nobres a nossa consciência (amor, justiça, compaixão) tanto mais nos libertaremos dos sentimentos mesquinhos, egoístas e das breves sensações. Eis, que então, libertos e disponíveis para felicidade e paz estaremos.

REFLEXÃO: SALVAR A SI MESMO É UMA VOCAÇÃO HUMANA

Desde os primórdios nas cavernas e savanas, por certo, nossos ancestrais primitivos aprenderam sobre como sobreviver pela observação e experimentação. Fato é, que a evolução da alma humana sempre necessitou aprender sobre o mundo exterior e sobre si, para se adaptar e perpetuar sobre à terra numa jornada contínua.

Entretanto, no dia-a-dia, algo recorrente que notamos ao observar a comunidade humana, é que muitos dos seus indivíduos, padecem sobremaneira por não ter o hábito de ver o mundo por si: pela (contemplação e introspecção). Por exemplo, sabemos que milhões e milhões de pessoas necessitam de aprovação social para fazer quaisquer escolhas em suas vidas.

Nesta reflexão, é um mergulho no indivíduo que conheço bem, quem me tornei. Sou um autodidata nato, na vida privada (como buscador do conhecimento) e nas atividades profissionais (um aprendiz de diversos ofícios), por exemplo, aprendi pela contemplação, experimentação, e dou todo credito à introspecção, o impulso para aventurar em atividades tão distintas entre si, por exemplo, foi programador de computador, piloto de avião, professor, administrador, agente político, advogado, marqueteiro, escritor e palestrante. Através desse breve currículo apresento argumentação em defesa do autoconhecimento, porque a autocompreensão liberta a mente e amplia seus horizontes continuamente.

É certo que ninguém pode prever o futuro, mas só o fato de nascermos temos a certeza: vivenciaremos momentos de ansiedade, insegurança e medo, em quaisquer das esferas da vida, seja: pessoal, profissional e social. Mas, óbvio, que dependerá sempre do grau de entendimento de cada um, e nunca somente da sua intelectualidade.

Assimilei o seguinte princípio: “A introversão voluntária, na realidade, é uma das marcas clássicas do gênio criador e pode ser empregada deliberadamente”. Portanto, as respectivas superações frente aos desafios de cada um, será distinta: para alguns é uma limitação de escolhas, para outros, é a (ceifa) prematura de sonhos. E, deferentemente do que nos ensinaram, existe uma saída segura e eficaz, porque temos essa faculdade, de escolher.

Portanto, a salvação ou solução que dependa daquilo que é externo de você, isto é, que provenha especificamente de ações de outras pessoas, por certo, não te permitirá evoluir, além do fato de criar atalhos para o sofrimento. Afinal, o grande segredo é buscar o herói na própria história, encontrar a lição de vida e seguir continuamente se adaptando.

REFLEXÃO: COMO CRESCEMOS NAS ADVERSIDADES

Penso que quase todos os adultos dessa geração, conhecem um ditado popular “o que não nos mata nos torna mais fortes”. Mais que uma mera expressão da sabedoria do povo, se trata de uma constatação da psicologia, desde o século XIV.

Ensinaram os pais da psicanálise, que ao suportamos as adversidades ela nos afetará profundamente, e, em simultâneo, despertaremos como um ser melhor, uma melhor versão de nós mesmos:  “se a personalidade for capaz de absorver e integrar as novas forças, experimentará um grau quase sobre-humano de autoconsciência e de autocontrole superior”.

E, como disse certa vez um velho amigo senador “quisera o destino” que eu fosse exposto à tensão e a adversidade diante do que me parecia comum, pois já havia vivenciado, —a experiência de ter filhos —, considerando o fato de ser pai por seis vezes.

Mas, ninguém e nada me preparou para enfrentar aquilo que tive que assimilar nas primeiras semanas de abril. Foram momentos impares, com circunstâncias únicas numa vida, nas quais, não temos poder algum para mudar, apenas, a elementar faculdade do livre arbítrio, — que nos serve para escolher (como) compreender ou não em apenas instantes.

Quando a razão deve calar, pois as suas palavras podem ser vãs, exceto, aquelas articuladas pelo mais íntimo do nosso ser, as quais são livres e carregadas de convicção. Talvez um bom entendimento provenha da trindade humana em sintonia: (pensamentos, emoções e sentimentos). E, o resultando dessa força de coesão essencial: instantânea e intensa, nascerá o crescimento existencial. O qual, só compreenderemos pela quietude de um instante (como se o tempo e espaço não mais existisse), só existe um sentimento puro de abnegação.

Portanto, é no ápice de breves instantes, quando a trindade interior se funde com a centelha divina que habita cada um, eis que o medo, a ansiedade e a insegurança desaparecem da mente, só restando um sentimento indescritível de paz na alma imortal, então uma nova versão de si se instala, e tudo se torna novo e mais forte.

REFLEXÃO: PRISÃO HUMANA, PAIXÕES E HÁBITOS

O que fazemos repetidamente se tornam os nossos hábitos! Desde crianças fomos ensinados a criarmos bons hábitos e foi dito ser o essencial para conquistar o bom viver, ser feliz.

Ocorre que quando falamos de hábitos, o que vem à mente de grande parcela de nós, é que tudo se resume aqueles básicos, como: higiene pessoal, zelo pela ética, prática da moral, dos bons costumes, do trabalho, etc., entretanto, não é sobre estes bons hábitos que busco discorrer brevemente neste post.

Minha motivação para reflexão, foi devido à conversa que mantive com um jovem atendente, durante um ‘checkout’ num hotel, — dizia ele: “tenho grande dificuldade para terminar um relacionamento, mesmo sendo abusivo”. Ouvi atentamente até o final, mas não perdi tempo — é fato que tenho por hábito ouvir, compreender as pessoas, de modo a dizer algo que as façam repensar atitudes. — Notei nas palavras daquele jovem inexperiente e apaixonado, as causas das dores e seus sofrimentos: indicavam se relacionar com seus hábitos, aquilo que fazia, era no modo automático.  

Ao que parece, é algo comum que está enraizada na cultura dos latinos americanos, a ponto de se tornar um hábito: a subserviência (a submissão voluntária a alguém ou a algo), — popularmente conhecido como “síndrome do vira-lata (cachorro de rua)”. Fato que é latente numa consciência humana subdesenvolvida, permeada por péssimos hábitos.

Então, como fazer para deixar o velho e encrustado hábito de vira-lata? — Trata-se de algo elementar e muito simples na vida de qualquer indivíduo. Alguns autores renomados do tema nos dizem que “autoconhecimento permite abertura e a liberação do fluxo de vida no corpo do mundo”. 

Os corações aflitos por paixões, por certo, são incapazes de fazer boas escolhas. Porque a paixão aprisiona a consciência do homem, ocultando para bem dentro de si a mais valiosa das faculdades humanas, aquela que permite fazer escolhas, o seu livre arbítrio.

Analogamente: com a liberdade de pensamento e expressão, nascida no (cerne e ideais das grandes revoluções politicas), são tais as nossas escolhas de autodeterminação (vinda do nosso íntimo, desde a nossa alma imortal), as quais, jamais devemos condicionar, seja por: (coisas, pessoas, eventos, dinheiro ou poder), porque afinal, o ser humano enquanto indivíduo é um ser sublime e único. Disso decorre, por exemplo, o conceito inerente a dignidade da pessoa humana: não pode ser dada, trocada ou vendida, é algo inato do ser humano.

Por fim, o ideal a fazer é cuidar para cultivar bons hábitos, sobretudo, visando contemplar cada vez mais o indivíduo que somos, sopesando sempre nas escolhas intimas (ligadas a alma), as quais, nunca deverão ter preço, porque se as barganhamos por algo, é certo que isso nos tornará prisioneiro numa cela escura da ignorância.

O QUESTIONADO DESPERTAR

Outro dia fui questionado pelo que me motivou dedicar energia e tempo com assuntos relacionados ao conhecimento interior do ser, pelo autoconhecimento, — sem pensar muito, eu disse: por que não? — Existem fatos verificáveis que justificam: porque muitos de nós está a passos largos se encaminham para uma espécie de alienação do ser, com a ressignificação da nossa própria humanidade.

Foi há três anos quando iniciei o ‘blog’ (inSide) e sinto-me feliz ao constatar (nas estatísticas do ‘wordpress’) que as pequenas reflexões feitas aqui, são lidas em quase todos os continentes. Diariamente, pessoas de diferentes países nos leem. Escrevo basicamente sobre questões do cotidiano, sobretudo, das minhas experiências e autoanálises. Elas, retratam o meu caminho rumo a descoberta do indivíduo que sou.

Nesta reflexão, não é preciso análise profundo para constatar o enorme paradoxo existencial do ser humano na atualidade. Se de um lado, o progresso econômico, a tecnologia e o volume de informações disponíveis, a cada dia nos libertam do trabalho penoso, produz mais alimentos, melhora o conforto e a saúde, por exemplo, os vários ramos das ciências promoveram o prolongando da vida. Mas, por outro lado, fez com que o indivíduo (que está na base da pirâmide social) se tornasse prisioneiro do que é externo dele: (do sistema), isso é devido à ignorância endêmica de si mesmo, do desconhecimento da sua condição humana.

Inclusive, o conceito aquele homem (indivíduo) que é muito apregoado pelas religiões: “… imagem e semelhança de Deus”, lamentavelmente se esvaziou das suas consciências. Fato é, que este ser uno com o criador vem se tornado apenas (uma coisa) análoga ao produto de consumo de massas.

Penso que exemplos dessa desagregação do indivíduo sejam desnecessários, porque basta observarmos que os maiores males que atormentam o cotidiano da sociedade moderna:  intolerância, discriminação, violência. Essas mazelas, têm raízes e se externam a partir do interior da pessoa, da consciência do indivíduo.

Vejo no autoconhecimento, o conhecimento de si, um apontador de direção de caminho seguro para eliminar tal paradoxo existencial. Carecemos, entretanto, a começar, por exemplo, fazendo o melhor uso do ócio (tempo livre) trazido pelas facilidades do desenvolvimento tecnológico: evitando desperdiçar (tempo e energia) com questões externas: futilidades, banalidades, intrigas, fofocas, maldade, etc.

Por fim, focar mais em nós mesmos: se questionando (os porquês) sentimos o que sentimos quando nos deparamos com as frustrações e intemperes do dia-a-dia. Por certo, que as melhores respostas só virão de dentro de nós, e talvez assim, o conceito de (unidade) “somos imagem e semelhança de Deus”, faça mais sentido.

REFLEXÃO: A DÚVIDA É O MAL DA ALMA

Desde tempos imemoriais em todas as culturas pelo mundo, a história da humanidade nos dá conta de que sempre houve pessoas comuns, sem característica física ou intelectual superiores, que realizaram feitos extraordinários, inexplicáveis, muito além das suas capacidades.

Sabemos, por exemplo, que a mitologia foi criada para registrar feitos extraordinários de pessoas de dado povo, para enaltecer virtudes e realizações frente ao impensável. E, muitos desses indivíduos, foram imortalizados pelos seus feitos e se tornaram semideuses naquelas culturas.

Seja a cultura ou religião que analisarmos, sempre encontraremos atos heroicos realizados por pessoas comuns, e que nos servem de paradigmas para compreender o porquê alguns indivíduos em todos os tempos se tornaram heróis. Os eventos inexplicáveis aos sentidos humanos, é que questionamos: como explicar como fizeram o extraordinário? O que tais indivíduos tinham de especial?

Ao que tudo sugere, ao verificar (o como): a pessoa que realiza o extraordinário pensa e age fora da caixa, isto é, contraria o pensamento comum e se afasta daquilo que lhe cause insegurança. Ao analisar (o que):  é por certo que confia com profundidade, acredita positivamente, continua firme neste propósito mesmo diante do desconhecido, porque a sua força provém da sua fé no resultado positivo e nunca deixa que a dúvida se apodere da alma.

Por fim, diante de aflições geradas pelas incertezas que a vida nos apresentar, daquilo que para os outros parece impossível, é que devemos nos deter indo para dentro de nós: construir em silêncio uma convicção tal que seja capaz de afastar qualquer dúvida. Eis, que estaremos diante daquilo que para muitos se chama milagre, mas para quem tem fé, convicção, desde sempre foi possível, real.

REFLEXÃO: A SOLIDÃO NÃO É INIMIGA

Desde tempos imemoriais temos notícias de que o ato de se afastar do convívio social tem relação com a introspecção, a busca da espiritualidade: Moshe (Moisés): subiu ao monte sozinho e retornou com os Dez mandamentos; Sidarta Gautama (Buda): fugiu do conforto do palácio e meditou sob uma grande árvore para encontrar Iluminação; Yeshua Ben Yossef (Jesus): meditou por quarenta dias e quarenta noites para enfrentar o seu EU interior e escolheu Servir e dar exemplo.

Seja quais foram as motivações desses grandes homens, fato é, que todos se elevaram em relação aos seus conterrâneos e eternizaram suas existências, com legados que até hoje nos inspira, motiva para a prática do bem viver.   

Ademais, há centenas de anos, o tema solidão é bem retratado em poesias, e canções de todos os gêneros musicais. Ora com enfoque na dor e sofrimento, outras vezes como representação de algo libertador, que faz ao seu afetado vivenciar momentos plenos de contato com seu EU interior.

Na atualidade século XXI, sobretudo, em meio a pandemia (2020/2021), observamos as redes sociais e nos damos conta de que muitos de nós só lamentamo por esse nefasto compulsório afastamento do convívio social, mas isso (a solidão), pode ser encarado de outra maneira,  mais proveitosa: como uma oportunidade de crescimento pessoal.

Todos sabemos o que significa ser humano, indivíduo, isto é, temos uma consciência e agimos pela: razão, sentimentos, emoções, etc. por isso, não somos maquinas tais, que apenas executam tarefas a partir de programação pré-determinada. Fato que podemos e devemos pensar, contemplar, refletir e aprender, tirar lições de todas as situações, experiências.

A solidão não é inimiga, muito pelo contrário. Devemos ver nela oportunidades, para: conhecer a nós mesmos. Porque, é um momento ímpar (a solidão) para ficar em companhia da pessoa mais importante para nossas vidas: nós mesmos.

E como podemos fazer isso? — Indo até o nosso interior, íntimo de cada um. Através de um dialogo com nossos problemas não resolvidos, aqueles, que sempre procrastinamos para encarrar.

Por fim, todos aqueles grandes homens, e outras pessoas, que ao longo dos milênios deixaram grandes legados pela humanidade, tinham em algo comum: todos tiveram longos momentos de solidão, introspecção, e atingiram iluminação.

REFLEXÃO: FALTA DE TEMPO TRAZ INFELICIDADE

Com relativa frequência dizemos que estamos sem tempo. O que é uma ideia muito contraditora, não? Ao que parece, na sociedade atual tudo se resume em ter, possuir. Vemos pessoas agindo como se pudessem possuir o tempo.

E, o mais grave dessa ilusão de ter, é que nunca encontramos tempo para nós, por exemplo, para fazer uma reflexão da nossa existência, sobre nós mesmo. Disse o professor Luís Mauro Sá Martino: “na sociedade atual, não temos mais tempo para o afeto”, para aquilo que nos afeta e ao outro das nossas relações.  

Embora, saibamos que a falta de tempo não é em decorrência do planeta girar mais rápido, nada disso, mas, porque vivemos o dia-a-dia muito conectado a assuntos banais (fofoca, julgamento do outro, curiosidades infantis, reality show, redes sociais, etc.).

Isso tudo, sim, é uma perda de tempo. Porquanto, enquanto seres dotados de alma, precisamos de relacionamentos saudáveis, e para isso, devemos investir tempo: em nós e no outro. Administrar nosso dia-a-dia com maestria.

Já a felicidade, depende da contemplação, e isso, exige no mínimo tempo: para nos deter e observar o mundo que os cerca e a nós mesmos. Isto é, para conhecer a nós mesmo: o nosso interior, nossa psique através de reflexões. Depois, é necessário também, afetar (sentir afeto): sentir e interagir com as outras pessoas.

Por fim, num dia (24 horas), das quais (8 horas), são reservadas para repouso, descanso, então, deveríamos fazer o melhor uso do tempo, evitando perder muitos momentos com mediocridades, banalidades, futilidades, porque nisso, certamente felicidade não há.

REFLEXÃO: O INIMIGO INTIMO

Sentir alguma ansiedade frente ao desconhecido é normal e natural. Foi graças a esse dispositivo de alerta que os ancestrais das cavernas conseguiram sobreviver aos predadores. Mas, em nossos tempos, se a ansiedade for decorrente da expectativa sobre o novo, o inevitável, e se, procrastinar ao invés compreender, criará monstros interiores que gerarão medo estressante.

O medo, dado a sua intensidade aprisiona e cega o discernimento. Ocorre uma espécie de prisão dentro si que limita a consciência e afeta o livre arbítrio: desde as escolhas básicas do cotidiano. Os efeitos do medo sobre a psique do indivíduo são sem medidas, porque afeta totalmente o seu modo de agir.

Há ainda, outros fatores associados ao medo, como o descontrole emocional, que invariavelmente decorrem daquilo que se desconhece, ou não se quer aceitar. Fato é, que os indivíduos envoltos pelo medo, acabam enfrentando inúmeros problemas: seja no ambiente familiar, relações sociais e no trabalho. Onde, a regra fundamental é serenidade e o autocontrole.

Então, o que fazer para domar esse monstro que vive dentro de cada um?

— Especialistas na área da psique humana, chamam essa qualidade (autocontrole) de inteligência emocional. Por isso, antes de qualquer coisa se deve precaver, encarando os temores do desconhecido de modo bem racional, porquê se não se fizer nada a respeito será levado a agir de maneira bem diversa a própria vontade.

Entretanto, à primeira vista parece simples e até sugira que tudo depende de racionalização, mas se deve ter em mente que a razão raramente consegue responder mais rápido e tão prontamente como as emoções.

Soma-se a isso, o fato é de que são as emoções que operam o sistema de escolhas, e são a partir delas que se externa as intenções reais. Que são prontamente reveladas pela linguagem não verbal, conforme brilhante pesquisa de (Weil, Pierre): “o corpo fala”

Por fim, há inúmeras maneiras, cuidados, que se pode adotar para evitar cair num círculo vicioso de insegurança, perda de controle, medo. E, a melhor delas é trabalhar o sistema emocional: ressignificando valores e crenças, sobretudo, com boas doses de empatia.

REFLEXÃO: O DESPERTAR DE SI É IMPORTANTE!

Uma certeza que temos na vida que conhecemos, é que ela é finita. Que todos um dia morreremos! Embora, muitos de nós não compreendamos o processo chamado vida, não muda que ao morrermos remanescerá as nossas experiências armazenadas, seja lá onde queiramos denominar: consciência, alma, espirito.

Por isso, só o conhecimento de si, o autoconhecimento, propicia “a descoberta do uno na diversidade”, (Joseph Campbell). E, para compreender os mistérios que envolvem a existência: o ciclo da vida, necessitamos saber sobre a nossa essência. Mas no caminho do entendimento encontraremos muitas contradições naquilo que nos foi apresentado como verdade.

Vemos, por exemplo, nas principais vertentes desses conhecimentos, as religiões ocidentais, onde em suas teologias em síntese é dito, sobre: (a vida e o castigo eterno, a hora do julgamento, um momento da salvação, etc.), mas não explicam aquilo que é substancial sobre nós: (quem somos), tornando tais ensinamentos ainda mais confusos.

Diante disso, ao que tudo indica, penso que poderemos encontrar as melhores respostas em nós mesmos, independentemente de dogmas e crenças, isto é. iniciando a busca a partir da simples análise desse princípio: somos indivíduos únicos. Fato comprovado e incontroverso, por exemplo, mesmo dentro de uma família há peculiaridades distintas: (modo de pensar, aspirações, sonhos, motivações, etc.) dentre cada um de seus membros.

Assim, contextualizando, cada indivíduo tem alma, isto é, um espirito imortal, querendo ou não. E, essa parte de nós é dotada de atributos: sutil e simultaneamente poderoso, — como energia vital para o nosso corpo físico e controlador das nossas emoções e sentimentos.

Fato esse, que nos faz seres únicos: a nossa essência é revelada na existência (vida), ou seja, sendo a pessoa que de fato somos, independente de outras influências, como:  origem genética, decorrente da intelectualidade; meio social; crenças; ou qualquer condição na qual estejamos inseridos. Portanto, é verificável os porquês de agirmos de maneira extraordinária, peculiar, frente às mais diferentes situações, e que costumamos dizer: “agi assim seguindo meu coração”.

Conhecer a si mesmo é fundamental para compreender o elementar numa existência: o propósito, o motivo, pelo qual se vive agora e neste plano terrestre. Pode ser reconfortante ter consciência disso, melhor ainda é para compreender a complexidade da vida, pois, basta imaginar o quanto a sua essência já vivenciou em outras oportunidades, e continua experimentando.

Portanto, a dor não deve ser rejeitada, assim como, os momentos de felicidade devem ser plenamente vividos, sempre no aqui e agora.

Reflexão: problemas, conflitos e aflições

É uma imprudência se deixar levar criando muitas expectativas, pois isso, é um atalho para problemas. São verdadeiras fontes de aflições que nos levam a momentos estressantes: desde aqueles simples e comuns do dia-a-dia até os mais complexos, como, por exemplo, conflitos em relacionamentos.

Para ser franco, desconheço uma receita infalível para isso, tal como uma receita de bolo, porque a depender do seu grau de discernimento um simples problema doméstico se assemelha a um ‘tsunami’. Entretanto, existe algo simples que podemos adotar capaz de apontar ao menos o caminho, para uma vida melhor, a tão desejada paz de espírito.

Embora, muitas pessoas busquem soluções em (religiões, gurus, medicamentos, drogas, etc.) na esperança de encontrar o elixir da felicidade, mas a experiência me ensinou que tudo que é externo de nós, não é eficaz, apenas atenua o estresse e seu resultado não é duradouro.

Para compreender isso, basta analisar um pouco, se: usar remédios todos sabemos que seus efeitos passam, assim como acontece com drogas e bebidas; ouvir as pregações (as palavras) dos religiosos, elas se esvaem bem antes do próximo culto/missa; buscar conselhos de um guru até impactam por momentos, mas são como dieta —, se mal observada, é inútil.

Sempre que buscar por soluções perenes para conflitos e aflições, não espere que a solução venha de fora de você. Saiba que antes de tudo é um indivíduo, e como tal, é um ser único e nasceu com uma caixa de ferramenta fantástica, que está disponível (100%) do tempo, basta aprender usar, ela é chamada de (autoconhecimento, o conhecimento de si) e acessada pela senha: (questionamento).

Portanto, em situações de conflito ou aflição use as ferramentas, se questionando: QUEM SOU EU? / QUEM SOU EU DE FATO? QUEM SOU EU NO UNIVERSO? — A cada resposta retome a questão, (Por quê?) — Observe: é preciso que descubra quem realmente é, não o que pensa ser.

Por fim, lembre-se DO QUE VOCÊ NÃO É: não é o que o seu diploma diz; não é o valor dos seus bens; não é o que amigos e a sociedade dizem de você; não é por ser membro da família x ou y. — Fato é, que você só ESTÁ aqui temporariamente, porque afinal, você é uma alma imortal única que precisa evoluir continuamente, e isso, depende só de si. Nesta jornada, evoluir, ocorre a partir do seu interior, e isso, requer esforço, disciplina e maturidade.

PAI: APERTO NO PEITO E UMA CONVICÇÃO.

Era noite de lua cheia e a chovia, mas não percebia relâmpagos e nem trovões. Sentado ali, na edícula da casa, olhava para superfície da piscina, a luz do luar na água produzia efeitos de milhares de fractais combinando com o som síncrono da chuva, foi num passe de mágica que minha mente se esvaziou, — como se entrasse num transe: perdi a noção do tempo. Meu corpo ficou inerte: não sentia a brisa úmida da chuva, somente um estado de presença, apenas a minha consciência. Nestes instantes, assisti minha vida como num filme, quando despertei os meus sentidos, o relógio marcava (00h:51m) e foram esses, os primeiros instantes de 25 de março de 2021, prenunciando que algo extraordinário aconteceria naquele dia. 

Lindo e mágico, porém, sei que todo efeito tem sua causa e por muitas vezes pode ser explicado. Para isso, tenho que considerar os eventos que antecederam esse dia: (na manha do dia anterior, num exame de ultrassom, rotina de pré-natal, o médico informou que o bebê não estava bem.) — Nem sei direito o termo médico, mas entendi o significado: o bebê não estava recebendo oxigênio suficiente, e isso, estava afetando o seu desenvolvimento, além, representar riscos para sua vida.

Ignorar os fatos médicos seria impensável e irresponsabilidade, porque prenunciavam consequências severas para a vida do B7, com apenas 31.4 semanas. Bebê número sete —, apelido carinhoso durante a gestação. Analisamos as opções, Deise e Eu, e só havia única alternativa: (cesariana urgente e manter o bebê numa UTINEONTAL). Isso, pode até ser corriqueiro em outros tempos e em outras cidades, mas estamos numa pandemia e vivemos no interior de Rondônia —, onde tal serviço médico está disponível em apenas duas cidades: Ouro Preto do Oeste que a uns 370 km e a na capital Porto Velho, distante 700 km.

Zelo, cuidado, atenção, não importa a motivação de um pai nesses momentos, porque simplesmente a situação exige solução rápida, sem tempos para ‘mimimi’. Talvez, seja oportuno descobrir o ‘coach’ que existe em cada um, para motivar, tranquilizar: transmitir esperança e segurança. Quanto a mãe? Dela depende a maior parte, muito mais do que palavras motivadoras, pois exige determinação e coragem. A mãe leva consigo a maior parte dessa empreitada humana: de gerar uma nova vida, porque, além disso, tem que manter a sua própria, e a psique saudável. Não havia mais tempo a perder, agora é só agir. 

Escolher o quê? — Não havia opções! Só as providências necessárias e urgentes:  os procedimentos de um parto cesáreo com imediato suporte de (uti-neonatal). Vencer a distância num menor lapso de tempo até hospital (São Lucas), representava percorrer uns 370 km de ambulância por rodovia (BR 364 norte), em pleno mês de março —, um desafio de logística:  onde trafegam centenas de veículos de cargas.

Uniformidade no modo de decidir e agir, esse foi o comportamento naqueles momentos de apreensão, — houve sintonia entre nós, pensamos e agimos. Vamos agora: ela com a protuberante barriga entra na ambulância as 15 (h), — dali em diante, é só esperar, aguardar. — fiquei em Vilhena para ir de carro próprio mais tarde. Contudo, monitorei a viagem, desde onde houvesse sinal de ‘internet’ (no trajeto, cruzam por cinco cidades), e fui sendo atualizado pela (B3): a Sarah (a enfermeira) — acompanhou a viagem, porque só tínhamos uma vaga para acompanhante e escolhemos a enfermeira! De que adiantaria um advogado na ambulância?

Jamais imaginávamos que o nascimento do (B7) fosse antecipado, ou mesmo, que precisasse de UTI, porque o seu desenvolvimento foi normal e não houve nenhuma negligência das recomendações médicas. Porém, fato é, que com trinta e uma semana e quatro dias de gestação, ele teria que nascer, com urgência. — Estava pouco ansioso, não é uma situação comum, mas nestes momentos, confesso que sou bem pragmático.

Única coisa sensata a fazer é acatar as recomendações médicas, afinal, é a vida do bebê que está em risco. Fazê-lo nascer antes do tempo e mantê-lo sob cuidados intensivos, foi o recomendado. Nada mais acrescentar, só providenciar os preparativos: roupas, papelada, logística e hospital.

Nem sempre podemos estar no controle da situação, aliás, isso é uma utopia. Aprendi que desde a antiguidade, os sábios nos legaram ensinamentos, dando conta de que nunca estamos de fato controlando todos os eventos e situações nas nossas vidas. Talvez isso, seja um bom argumento para quem vive pela fé, mas quando se nasce e vive no ocidente, onde a cultura é orientada por crenças muito contraditórias e condicionadas, tendo as ideias como: castigo; inferno; maldição, etc. deixa tudo mais muito obscuro e confuso.   

Incoerências a parte, acredito na lei de causa e efeito, também, no que foi dito sobre o ser humano: “somos seres conscientes e isso nos faz parte do cosmos: somos um microcosmos”, portanto, estamos todos sujeitos as leis eternas, imutáveis que vão muito além do tempo e do espaço, como o conhecemos. Há mistérios nesta relação, ou seja, entre a percepção humana não treinada e o complexo universo. Fato é, podemos observar (leis universais) e suas sutilizas, apenas como mensagens do universo e aprender com elas.

Obedecer às leis da natureza é o sensato, e o ideal a fazer. Ter fé, é acreditar como num passo no escuro. Por isso, penso sempre por um viés positivo, sobretudo, quando estou submetido a experiências envolvendo elementos externos, aqueles, que não dependem das minhas faculdades. Mas, escolho observar, ponderar e se preciso for esperar muito, se for o caso, sobremaneira, para evitar cair num espirar de angústia e medo.

Resumindo, as circunstâncias e os pensamentos que me apresentaram naquele dia 25/03/2021, porém, são os fatos que importam: o meu pequeno Júnior nasceu as 16:09h: (prematuro de 31.4 semanas, com 45 cm, peso 1.790 gr) e continua devidamente assistido na (UTI-Neonatal). Vencidas as horas de expectativas e de tensão, penso que tudo mais está quase superado. Foi maravilhoso, vê-lo, mesmo que por instantes quando toquei no seu pequenino pulso direito e senti o calor do seu corpinho e quase sussurrando abençoe: seja bem-vindo meu filho, abençoado sejas, que (O Criador) lhes permitas: saúde, força, coragem e o discernimento para realizar os propósitos da sua existência neste plano.

REFLEXÃO: AS ESCOLHAS QUE FAZEMOS NO COTIDIANO, SÃO DA NOSSA CONSCIÊNCIA DE INDIVÍDUO?

Desde um passado remoto, quando nossos ancestrais escolheram deixar a vida nas cavernas e tudo mais que decorreu a partir dali, (construíram a sociedade e organizaram a vida dos indivíduos como a conhecemos). Seja para o bem ou para o mal, às vezes foi com justiça e outras com injustiças que inúmeras guerras ocorreram, porém, ao final, acordos celebram a paz. Tudo isso, levou a evolução da consciência dos seres.

Fato é, tudo que ocorreu na história da humanidade foi devido aos interesses e através de escolhas puramente humanas, conforme foi escrito, (a civilização humana remonta mais de 12 mil anos), entretanto, foi só neste último século que tudo mudou radicalmente.

Neste século, ao que tudo indica, nasceu a geração de humanos que romperá com os limites da sua individuação, ou seja, da consciência humana, sobremaneira, pela transformação no seu modo de pensar e agir como nunca visto.

Vemos atualmente, que muitas das escolhas dos indivíduos não são puramente humanas, porque são baseadas em decisões de algoritmos, geradas externamente, por exemplo, pela inteligência artificial: (sobre o que consumem, as informações que acessam, seus comportamentos, etc.). Há muitas pessoas decidindo segundo critérios que não lhes são próprios, ou seja, não são da sua consciência.

Por fim, a cada dia, está mais raro encontrar indivíduos se articulando e defendendo ideais humanos nobres, tais como, o da dignidade humana: aquilo que deveriam fazer indistintamente: independente da raça, crença, cor, orientação politica, etc. Penso que se continuar nesse caminho de automatismo da consciência, irão a passos largos para uma ruptura da individuação e se tornando paulatinamente híbridos humanoides com ‘exabyte’ de informação, mas com a consciência humana adormecida.

AUTOCONHECIMENTO: FUTURO PÓS-PANDEMIA, UMA SUGESTÃO DE PRIORIDADE

Minha predileção pelo estudo filosófico e a sua aplicação, na prática, não é segredo, também, a identificação com o empirismo, a vivência prática do saber, com a experimentação. Desde a minha juventude cultivo ideais até utópicos (para um indivíduo mediano), porém, sou orientado e motivado por um desejo quase inconsciente de fazer algo para tornar o mundo melhor. Mas, o tempo passa e os compromissos que todos temos na vida adulta nos compele procrastinar.

Contudo, na manhã de ontem, como sempre faço aos domingos: visito a feira municipal. Único luxo que me permito semanalmente: comer pastel de feira, com os cuidados sanitários, é óbvio. E, ao observar o comportamento das pessoas quando estão motivadas apenas pelo elementar na vida: a sobrevivência e a sociabilidade, é que aprendo muito nesses ambientes.

Nesta reflexão, fui motivado pela minha adorável Deise. Aliás, pelo que ela disse a caminho da feira: “em plena pandemia quando as pessoas estão mais vulneráveis, há indivíduos criminosos se utilizando de ‘posts’ contendo anúncios sobre empregos, ao clicar no ‘banner’ o seu ‘whatsapp’ é clonado, etc.” É, lamentável, esse mau uso da tecnologia.

Enquanto observava as pessoas na feira praticando atividades que remontam tempos imemoriais na história da humanidade, em contraponto, via-se nas mãos delas (‘smartphones’) — que contraste! O velho ofício comercial ancestral (comercio de feira) e a modernidade trazido pela tecnologia. Então, será que a vida do homem está mudando para melhor?  — assertivamente não.

O onde está a raiz do problema? — Se tanto mais tecnologia disponível, maior a sofisticação nos crimes!

Fato é, o ser humano em seu interior, parece que continua com no passado, ou cada vez mais mesquinho, egoísta e ganancioso. As facilidades trazidas pela tecnologia, fez o indivíduo mal-intencionado ampliar o seu potencial de maldade.  — O que poderíamos fazer substancialmente para enfrentar o crime?

Ademais, no dia-a-dia é possível constatarmos que a conduta humana destoa com o progresso da civilização, a evolução do indivíduo (do ser) ao que parece não acompanha o desenvolvimento tecnológico, nem de longe, ou, muito pelo contrário, vai em sentido oposto: quanto mais tecnologia, menor é o senso de civilidade.

Para trazer luz a nossa reflexão, vi uma mensagem da Profa. Lucia Helena: “há dois pilares principais nos quais se assentam o marco civilizatório da humanidade: de um lado o progresso (as coisas que o homem faz: (objetos tecnológicos, o desenvolvimento cientifico sobre toda matéria, a compreensão do universo, etc.), de outro o interior do homem, a edificação do próprio homem (conhecimento de si mesmo, a ética e a moral)”. Neste particular, as religiões, há séculos com suas doutrinas não conseguem cuidar da interior do ser humano.

O problema é que há desnivelamento nestes pilares, há disparidade nesse “frontão civilizatório” — segundo Lucia Helena, “porque vemos mais coisas sendo desenvolvidas pelo homem e menos desenvolvimento do próprio homem”. Portanto, isso nos diz da necessidade de darmos mais atenção para a formação humana, muito além da intelectualidade, sobretudo, com mais valores nobres, tais como: ética e a moral.

Deveríamos ter num pós-pandemia, ao invés de pensarmos só na era da tecnologia, escolher, a desenvolver a era do equilíbrio: entre a formação humana (versos) o desenvolvimento tecnológico.

Pode soar como distopia, mas serve de alerta, porque o grande perigo da civilização atual: é o crescimento exponencial de indivíduos subdesenvolvidos em questões humanas: (moral e ética), fazendo o mau uso de tecnologia de ponta, por exemplo, ao utilizar a IA (inteligência artificial) para cometer crimes. O resultado disso, seria catastrófico. Talvez até precisaremos utilizar meios de coerção social a partir de decisões algorítmicas, ou seja, humanos governados por robôs.

Por fim, na pós-Covid19, o avanço do “marco civilizatório” (Lúcia Helena), deveríamos nos voltar cada mais para o desenvolvimento humano, orientar o indivíduo na busca pelo autoconhecimento, o conhecimento de si e a sua interação com seus iguais. Com mais interações humanas saudáveis, pautados na ética e na moral. Isso independente da sua raça, credo ou poder econômico. Buscar cada vez mais olhar para o interior do indivíduo.

REFLEXÃO: QUE NOS FAZ MELHORES

Disse certa vez o grande Sócrates (o filósofo) quando ainda era uma criança ao acompanhar a sua mãe no ofício de parteira: “O conhecimento está dentro das pessoas (que são capazes de aprender por si mesmas), porém, eu posso ajudar no nascimento deste conhecimento”. Particularmente, sempre me identifiquei com a sabedoria e a humildade daquele sábio, — aliás, a primeira pressupõe a prática da segunda.

A principal vertente da busca pelo saber, deve ser pelo autoconhecimento, sobretudo, porque o entendimento de si e a compreensão daquilo é externo de nós, resumem bem o necessário para atingirmos uma existência útil, com realizações humanas nobres, uma vida profícua e feliz.

Entretanto, devido ao nosso egoísmo, nossos preconceitos e inúmeras fobias que invariavelmente impregnam o centro do nosso sistema de discernimento, afundando cada vez mais numa espécie de emaranhado de conflitos internos.

Esses conflitos, são perceptíveis por qualquer indivíduo, basta tão-somente observar seus diálogos internos e dilemas: (Eu sou fulano! Eu tenho isso, tenho aquilo!; Eu não devo me rebaixar e assumir que errei!; Eu não sou assim como qualquer um! Eu tenho minha fé e eu tenho minha crença! Se agir assim ou assado não serei (aceito) pela família, ou pelos meus amigos, etc.?

Fato é que, pelo mero hábito de utilizarmos tantas vezes pronomes possessivos e um sem número de julgamentos carregados de preconceitos, são indicativos que há erros na maneira como agimos —, seja conosco e/ou com os outros. Contudo, há saídas para mudança de comportamento.

Sendo o propósito de uma existência, a vida plena, isso é, um agir no sentido de se colocar nos eixos da felicidade, existe o caminho reto. Não se trata de utopia, porque é real e está sempre muito próximos de nós, tudo é uma questão de percepção. Ademais, não é nada miraculoso, é cientifico. Pertence ao ramo da filosofia prática e do conhecimento elementar da psique humana: (a compreensão é o domínio si).

Por fim, o que nos faz melhores, está relacionado diretamente ao nosso grau de satisfação com a vida, medida proporcional do quanto conhecemos de nós mesmos. Isso vai muito além das meras convenções sociais, daquilo que outros pensam sobre nós. Mas sim do nosso grau de entendimento: (até que ponto estamos dispostos a descer na toca do coelho da compreensão?)

REFLEXÃO: O PODER QUE EXISTE EM NÓS

Sempre ouvimos que a mente humana é a maior geradora de ilusões. Segundo a neurociência, temos cerca de (50.000) sinapse, pensamentos, num único dia. São muitos não acham? — Se refletirmos um pouco e, levando-se em conta a quantidade de atividades que fazemos no dia-a-dia no modo automático, parece fazer todo sentido, por exemplo: ao dirigirmos um veículo ou ao interagirmos com pessoas.

Entretanto, as nossas ações são coordenadas por um sistema intrincado que atua entre os nossos sentidos (visão, audição, tato) e um conhecimento prévio: sobre como dirigimos, gesticulamos e falamos. Então, tudo isso acontece a partir da nossa mente e funciona relativamente bem, porém, há exceção, sobretudo, naqueles momentos de alterações de humor.  

Eis, o (xis) da questão: as nossas emoções. — Somos seres conscientes, por conta disso, devíamos considerar maior compreensão do nosso interior, sobre o porquê fazemos algo e poucos instantes depois nos arrependemos. O que nos levou a tomar determinadas atitudes muito aquém do nosso comportamento normal, habitual?

Se existem sentimentos, significa que existe algo sutil, porém, real. Esse é o grande segredo da existência humana, a nossa parte extrafísica, o nosso espirito. Trata-se da parte de pura energia que nos anima e nos conecta ao todo, com o universo.

Ademais, não existiríamos isoladamente tal como uma máquina sofisticada, que nada mais é que o conjunto de peças engenhosamente montadas, alimentada por algum combustível ou energia elétrica. Somos muito mais. A energia que nos alimenta, existe numa (frequência) bem sutil e, é extremamente poderosa e a percebemos ao externar nossas emoções.

Assim, os sentimentos têm poder, sobretudo, os mais nobres percebidos pela empatia: (amor e o senso de justiça), entretanto, há outros de cunho egoísta: (raiva, inveja, etc.) que também interferem em nossas escolhas. É fato, fica evidente na forma pela qual nos expressamos e decidimos, porque invariavelmente somos influenciados pelas emoções.

Sabemos que as emoções afetam nossas escolhas e, consequentemente, tudo o que fazemos. Num momento de raiva, por exemplo, certamente não tomamos boas decisões. Aliás, não é incomum nos arrependemos com frequência do que fazemos, quando naquela condição egoísta.

Por isso, pela forma que administramos nossas emoções, agimos para despertar mais paz e harmonia ou inquietação e discórdia no mundo. Na interação com pessoas diariamente, por exemplo, a depender do nosso estado de humor, seja por fala ou gesto, a primeira coisa que invariavelmente nos vem à cabeça diz respeito aos nossos preconceitos. E, sabemos que quando calmos somos mais racionais.  

Mas, essa não é toda a verdade, porque as emoções afetam o estado das nossas mentes e com isso, ocorrem mudanças químicas em nosso corpo físico e podemos nos curar ou ficar doentes. E, em simultâneo, irradiamos a energia na mesma frequência para tudo em nossa volta, e para o universo. Não há mistério nisso, trata-se, de algo que já era conhecido desde a antiguidade: (as frequências dos pensamentos), ou seja, o nosso nível mental interage com tudo.

Por fim, o mais importante para o autoconhecimento provém daquilo que aprendemos a partir das coisas mais simples da vida, como, por exemplo, daquele dito da sabedoria popular: “só amor constrói e o ódio destrói”. Ambos, são sentimentos, entendemos que não provêm da nossa biologia, da nossa parte física mortal, porque ambos (bons ou maus) derivam do dado grau de elevação da nossa alma, do nosso espirito imortal.

REFLEXÃO: O ANIVERSÁRIO

Até onde sei, no mundo todo existe uma tradição de comemorarmos o dia em que completamos mais um ano de vida, o nosso aniversário. Nestas confraternizações, recebemos presentes, mensagens de felicitações das pessoas queridas e tudo mais.

Particularmente, este 17/02 me é muito especial, sobremaneira, porque além do carinho, afeto dos meus amados filhos e demais pessoas importantes da minha vida, aproveito a oportunidade de rever o ciclo que se concluiu neste dia. Embora, não curta saudosismo como o de sopesar se tal período da minha vida foi melhor ou pior. Entretanto, vivo muito mais o tempo presente e, não gosto de ficar desejando o que já passou, aquilo que não posso mais mudar, o meu passado.

Em reflexões anuais, acabo fazendo as maiores constatações na minha vida. A começar pela clássica do autoconhecimento: que podemos melhorar a cada novo momento, seja no tempo de uma hora ou nas próximas 8.760 horas que representam um ano, um ciclo solar. Ou seja, a partir das nossas escolhas podemos apresentar uma melhor versão de nós mesmo, continuamente. Isso vale para quaisquer áreas das nossas vidas, basta tão-somente o despertar da nossa consciência para pensar, escolher e agir com propósitos elevados: com menos egoísmo e cultivando cada vez mais o amor.  

Aprendi ao longo de mais de meio século, totalizado neste ano de (2021), que somos seres extraordinários neste planeta. Não importam o que digam dos outros seres que povoam à terra. Fato é, que somos especiais, sobretudo, porque temos consciência e é isso que nos faz diferente de tudo mais por aqui. Me perdoem aqueles que pensam diferente, mas, até onde vai o meu entendimento, parafraseando minha filha caçula da geração Y:  somos “topzeiras” nesta dimensão tridimensional. Somos seres que pensamos, aprendemos e escolhemos, e isso, são faculdades maravilhosas, porque temos consciência de nós e do universo.

Neste aniversário, estou muito feliz. Só tenho a agradecer aos céus pelo esclarecimento contínuo que venho percebendo em minha vida, o livre despertar de uma consciência humana.

Há muitas bênçãos neste ano: a novidade que se avizinha como o nascimento do meu filho número sete (em maio), assim como, pela vida da Carina, Eduardo, Sarah, Sharon, Rebeca e a Sofia, que a cada oportunidade que interajo com todos, se revelam pessoas aptas e bons seres humanos. Por vezes, mesmo que sutilmente percebo os despertar deles, cada um, a sua maneira, como deve ocorrer à consciência humana. E, o meu relacionamento com minha amada Deise, uma mulher extraordinária e companheira presente, seu carinho e atenção vem fazendo toda a diferença para melhorar cada vez mais a minha jornada nesta vida.   

Na intelectualidade, também, sou grato. Apesar da (COVID-19), tomei coragem escrevi e publiquei uns livros, me desafiei em todos os sentidos, porém, o mais importante é que aconselhei pessoas, compartilhei conhecimentos, procurei fazer a diferença na minha vida e de pessoas que me procuraram. Em suma, segui o meu coração e agi com consciência em tudo que fiz. Não fui leviano, controlei meu ego como nunca, perdoei e esqueci. Segui com fé na criação, naquela centelha divina que existe em cada ser humano.

Por fim, o ciclo anual que ora se finda com este aniversário, pode ser resumido assim, parafraseando Paulo de Tarso na carta a Timóteo: (Combati o bom combate e guardei a fé). Não penso em arrependimentos, magoas, mas tenho muito desejo de acertar cada vez mais, curtir cada momento feliz que perceber e que venham mais 365 dias nesta existência.

O CAMINHO DAS PEDRAS: SABER, CONHECER E VIVER

Disse o filosofo francês Pierre Hadot, “SABER, CONHECER E VIVER”.

Desde muito tempo na história da humanidade, encontramos registros de grandes feitos de indivíduos e seus legados reverberam até hoje, como: Buda, Jesus, Confúcio, Sócrates e outros. Suas vidas impactaram no passado e nos provocam reflexões em pleno século XXI.

Embora, cada um desses iluminados ao seu tempo e de culturas distintas,  há mais pontos de convergência aos de discordância em suas lições. Isso nos diz, que existe uma sabedoria que é universal, um entendimento que nos permite viver melhor, sobretudo, com a possibilidade de encontrarmos paz e a vida em harmonia.

A partir do conhecimento, do saber, poderíamos vencer a ansiedade e os medos e viver melhor, tudo isso por nós mesmos.

Porquanto, à medida que uma pessoa se torna mais consciente, mais profundamente se conhece. Assim, também é válido quanto a honestidade interior, ao não mentir para si, permitirá auto-questionar naturalmente, sobre: desejos, medos e limitações que imagina ter, e com isso, saberá como despertar para uma nova realidade. Eis, portanto, a primeira pedra no caminho para o entendimento.

Sobre a jornada do conhecimento de si, se inicia no momento que se comprometer consigo, porque no autoconhecimento tudo se encerra em você. Apesar de como se vê, ou seja, como imagina e percebe suas dificuldades, mas deverá continuar se questionando, nem que seja pelo mero interesse de saber os porquês.

Ademais, deve considerar sempre, que a depender do seu grau de insegurança com sua existência, tanto mais injusto o será julgamento que faz de si. Considere sempre que está num emaranhado de sentimentos e, por vezes bem controversos. Disse Tolstoi: “Há quem passe pela floresta e só veja lenha para fogueira”.

A despeito da nossa existência, é preciso estarmos atentos a maneira pela qual nos autodeterminamos, antes de exercermos uma ocupação qualquer (sou advogado, sou engenheiro, sou médico, etc.), somos indivíduos, somos humanos.

A vida, uma existência, não se encerre apenas com a determinação do que fazemos profissionalmente ou representamos socialmente, porque o (saber, conhecer e viver) diz respeito essencialmente ao autoconhecimento.

Por fim, a partir desse saber, da compreensão de si, é que tudo mais deverá ser assimilado. Se considerarmos a nossa natureza de seres únicos, como tais, sabemos que para fazer a diferença no mundo é deixar rastros, estes, devem ser além daqueles da nossa profissão e posição social, sobretudo, como indivíduos membros da comunidade humana. 

CAMINHO DAS PEDRAS: COMO E PORQUÊ SER ARTESÃO DA PRÓPRIA VIDA

Por que maioria de nós fracassa em nossos propósitos? — Por exemplo, as promessas que fazemos a cada início de ano, as quais invariavelmente não se realizam ao longo de doze meses seguintes? — Muitos podem até discordar, mas há algo que é determinante para conseguirmos o que desejamos num ano novo.

Trata-se de aprender e planejar as virtudes necessárias para que os nossos projetos funcionem. — A pergunta de um milhão de dólares:

O que significa fazer um planejamento para que as coisas funcionem? Como ser artesão de si?  — Basicamente, tendo mais autocontrole, o controle de si.

Vamos por partes!

Partindo do ponto em que somos humanos, seres trinos, isso é, formados de três partes. Ao mesmo tempo, temos: 1) um corpo físico; 2) a capacidade intelectual e 3) nossos sentimentos. E, parece certo que na maioria das vezes negligenciamos qualquer uma dessas partes e causamos um desiquilíbrio. Portanto, para que possamos dar o melhor de nós, significa que devemos cuidar do todo, daquilo que nos faz humanos. Primar pelo equilíbrio:

Do corpo: (Cuidados físicos) — A vida saudável pressupõe: boa alimentação, exercícios, repouso (dormir bem), abster de vícios, etc., por exemplo, quem nunca esteve envolvido numa proposta de melhorar a aparência do próprio corpo, mesmo sabendo que deveria fazer exercícios regularmente, e tudo mais? Mas, procrastina sempre e, acaba por nunca realizar nada para esse fim;

Do emocional: (Gerenciar as emoções) — Todos conhecemos pessoas que agem com emoções a flor da pele, não se dão conta de que atitudes de descontroles prejudicam tudo, seja nas relações: afetivas, familiares, amizades, profissionais e tudo mais. Ninguém é obrigado tolerar o mau-humor do outro e/ou se sujeitar aos seus disparates.

Do mental: (Limpeza mental) — Sabemos dos efeitos maléficos que os pensamentos negativos criam a nossa psique, tais como: pessimismo; violência; egoísmo; inferioridade, ódio, mágoas. Quase todos conhecemos alguém que adora acompanhar tragédias: como assistir notícias de violência; ver vídeos de cenas de tragédias; ter por hábito acompanhar noticiários policiais e afins; ouvir e/ou fazer fofocas; criticar e/ou julgar a vida de outras pessoas, etc. Quando se trata de falar mau de outras pessoas, existem verdadeiros arsenais de informações neste sentido: (programas, youtuber, ‘blogs’, grupos, etc.), sempre propagando muita maldade e tendo como base o egoísmo e os preconceitos.    

Reconexão espiritual: (Menos religiosidade e mais espiritualidade). Por vezes passamos tanto tempo nos dedicando a doutrinas religiosas e nos esquecemos que não são os fins, mas, apenas, talvez, o meio para consecução da verdadeira espiritualidade. Acredito que todos conhecemos pessoas “religiosas” que cometem atrocidades imorais e maldades psíquicas ao imporem suas crenças aos outros.  Fato é, que indivíduos muito religiosos, demonstram mais preconceito sobre aqueles que não comungam da mesma fé, daqueles que não professam religião alguma. A espiritualidade, é muito íntima e, é quase impossível de se aprender muito sobre ela, só acreditando, porque precisa, na verdade de envolvimento genuíno. É muito comum as pessoas confundirem espiritualidade com a prática de regras morais, talvez porque isso seja a parte mais misteriosa da nossa existência, pois, os nossos sentidos não a percebem.

Por fim, como artesão de si mesmo, devemos manter: corpo, mente e espirito saudáveis, porque dessa conjunção é que dependerá as nossas melhores escolhas e o bom uso de nossas faculdades, como nosso livre arbítrio. Ser construtor de si, em suma, significa trabalhar continuamente na própria existência, mesmo sabendo que nunca estaremos prontos, acabados. Mas, ao menos, mostraremos ao mundo a melhor versão de nós, continuamente.

O CAMINHO DAS PEDRAS: A TRISTE VIDA NO MODO AUTOMÁTICO

Nossa! Como é trágica a vida de uma pessoa com pouco entendimento! Penso que todos nós já conhecemos alguém assim, uma pessoa que vive os seus dias como se estivesse no modo automático, típico indivíduo que apenas sobrevive e, ninguém consegue ser feliz apenas sobrevivendo.

Recordo de uma jovem colega de faculdade, moça bonita e bem-nascida. Ela se sentava na cadeira de trás. Durante as aulas, pedia com certa frequência que eu lhes falasse algo para que ela pudesse usar ao interagir com o professor, óbvio, que ela queria ser notada ao demonstrar algum conhecimento. Muitos anos após a faculdade, a reencontrei. Ela me disse que estreara como atriz, ou algo assim e perguntou: “Elizeu por que sou tão infeliz? ”. Então, por uns instantes, eu não sabia o que responder para a ex-colega. Entretanto, a conhecia o suficiente para saber que ela parece uma típica pessoa que nunca quis existir como indivíduo: não tinha o hábito de pensar por si mesma.  Portanto,  a minha orientação para que refletisse sobre a própria vida, não iria fazer a menor diferença.

Há pessoas que não tem as rédeas da própria vida. Suas escolhas são condicionadas: seja por imposição de uma doutrina religiosa; pela vontade de seus cônjuges; por determinação dos seus pais; pela moda e, assim por diante.

Fato é, que as ações de um indivíduo autômato nunca ocorrem pela autodeterminação. Ao que parece, a sua vida está presa numa teia de influência externa sem fim. Difícil para tal indivíduo, se sentir realizado, mesmo porque, ele não se conhece e não sabe o que quer da vida.

Por fim, é preciso nos determos ocasionalmente para autoanalisarmos o quanto do que fazemos (as nossas escolhas), são frutos da nossa plena consciência. Porque, como já dissemos, muitos de nós que passam pela vida sem de fato compreender o significado de viver uma existência, vivendo apenas no modo automático.

O CAMINHO DAS PEDRAS: A VERDADEIRA FELICIDADE

Sou empirista, aprendo pela experiência. Já faz alguns anos que estou buscando o entendimento pelo autoconhecimento, compreender a existência, entender a vida. Aprendi, por exemplo, que o saber adquirido através do processo de contemplação desde os pequenos fenômenos, eventos do dia-a-dia, é mais plausível. Percebi uma constante na vida da maioria dos mortais, que é o desejo de ser feliz.  Parece se tratar de uma espécie de ideal humano, como se fosse a busca do próprio ‘graal’, a sua  pedra filosofal.

Contudo, com raras exceções, ouço pessoas e seus relatos sobre a felicidade não me parecem originais, são modelos, convenções de realizações pessoais. Constatei, que para uma grande parcela das pessoas observados, as suas versões de felicidade, se resumem em: conseguir a posição social x, manter relacionamento com uma pessoa que se comporte da maneira y, ter a posse de bens j, etc.

Fato é que, tal modelo de ‘realização’ não é garantia de felicidade verdadeira, “ou não”, parafraseando Caetano. 

O ponto central para compreender a felicidade verdadeira passa por dois requisitos primordiais: 1) a qualidade da felicidade; 2) o seu grau de entendimento. Porque, a experiência dessa boa sensação que experimentamos, poderá variar a depender sempre do grau de entendimento de cada um, ou seja, da sua compreensão do que seja a existência, a vida.

Se para alguns de nós, que percebem apenas a vida elementar, como um ter —, qualquer conquista como a posse de bem ou posição social mais elevada, estes, pensam ser felicidade. Contudo, essa visão é simplista, típica daquelas pessoas que formam a base da pirâmide do entendimento: os indivíduos que só querem muito do mesmo, daquilo que é elementar: (sexo, abrigo, alimento, bens, etc.). Para estes, a sensação de bem-estar se esvazia tão breve quando começa, e, necessitam continuamente ainda mais do mesmo, para experimentar aquela sensação de contentamento novamente. Portanto, o seu contentamento não passa de uma espécie de droga, de vício.

Para outros, no entanto, que compreendem a existência e conhecem a si mesmos, continuam o seu dia-a-dia com serenidade. Porque, sabem que situações desagraveis e/ou condições limitantes podem sobrevir a qualquer momento, mas, apesar das dificuldades, existirão os momentos de contentamento. Portanto, ao seu entendimento se revelam a verdadeira felicidade: que está nos pequenos eventos da vida e que ocorrem frequentemente.

Agora, sendo mais enfático, acredito que qualquer dos leitores poderia até fazer uma lista de pessoas que conhece e, que, tem muito mais do mesmo: (são ricas, famosas, bem-sucedidas), quantos dessas podem afirmar ser uma pessoa feliz? —, eis, portanto, o (xis) da questão! — A chamada felicidade ‘ala-carte’, não é a felicidade a qual me refiro.

Nesta reflexão, se preferirem façam uma pesquisa simples: perguntem para pessoas com muito do mesmo: (os ricos), sobre a felicidade. Notem, como algumas pessoas descrevem e/ou demonstram um padrão de ‘felicidade’.  É, quase certo, que muitas dirão que ainda desejam muito mais do que possuem, para se sentirem felizes.

Fazer o que todo mundo faz, é modismo.  E, como sabemos, a moda nunca foi boa conselheira, sobremaneira, quando se trata de compreender a felicidade. Tem aquela expressão clássica do Nélson Rodrigues: “Toda a unanimidade é burra. Quem pensa com a unanimidade não precisa pensar”

Por fim, a felicidade pode ser bem subjetiva e alguns podem até advogar neste sentido, mas, a felicidade verdadeira certamente só é acessível para aqueles (as) que despertaram para a compreensão da existência, para o sentido da vida. Se a nossa vida fosse como uma árvore frutífera, o fruto seria a maneira pela qual nos revelamos para o mundo e, o sabor da fruta o que a natureza espera de nós: a doçura como a verdadeira felicidade.

CAMINHO DAS PEDRAS: PORQUÊ O SEU RASTRO NO MUNDO IMPORTA

O que buscamos em última estância nesta existência: amor, paz, prosperidade, a felicidade? —, penso que essa seja uma questão totalmente aberta.

Num plano amplo, no contexto da vida em sociedade. Há milênios sabemos da existência de modelos (ideais) de sociedade, que talvez seja impossível sabermos quanto tempo estamos na empreitada da evolução social, qual seja? A busca por justiça e paz.

Porém, é fato que a evolução social nas relações com nossos irmãos humanos, nunca foi totalmente pacifica e ideal. Isto porque, também, sabemos que há ações nefastas de pessoas contra semelhantes em todos os tempos, por exemplo, a exploração do homem pelo homem: que no passado era de forma direta (escravidão), hoje, no entanto, ocorre pela má distribuição dos recursos/riquezas entre os povos.

Portanto, seja de forma direta ou não, a injustiça social nunca deixou de fazer parte do meio social global, gerando sofrimento e desigualdade, não importa o tenha já tenha sido feito para mudar isso.

No plano mais especializado, usando lente microscopia, afinal, as ações em prol da humanidade devem ser tratadas primeiramente ao nível do íntimo de um único individuo, ou seja, na forma que nos relacionamos como nós mesmos. Nesta escala, poderemos também aferir que há exploração. Parece estranho, mas não é. Quase todos conhecemos pessoas que vivem de forma medíocre, agindo segundo doutrinas dogmáticas e/ou presas numa visão limitada de mundo.  

Mas, diferentemente do possa parecer o explicito acima, sou otimista de “carteirinha”, defendo de unhas e dentes a busca por ideais humanos nobres. Isso porque, acredito que o indivíduo pode melhorar continuamente. O que fomos num passado recente, não necessariamente precisa ser o nosso presente e no futuro.

Nesta reflexão, ouso fazer essa breve tentativa de compreender alguns porquês de sermos tão incoerentes: se de um lado desejamos viver a humanidade em sociedade justa e pacifica, por outro, agimos como verdadeiros déspotas contra nós mesmos. Somos muito contraditórios. Talvez isso se deve a nossa complexidade interior, somos muito mais complexos que possamos imaginar.

Sou empirista e não sou psicólogo, por isso, peço a estes, que me perdoem. Mas observei, a começar pelo fato de que dentro de cada um de nós, podem existir muitos (Eus, Egos). E, cada um dos (Egos) agem como se sabotando ou outro, em algumas pessoas isso ocorre num ciclo sem fim, que em determinado grau se tornam patologia da psique. Mas, aqueles doentes são exceções. Porquanto, se noticiam que o mal do século, sejam doenças da psique, tais como a depressão, etc. Assim, tirando as exceções, voltamos aos seres ‘normais’ como cada um pensa ser.

Então! Como nos livramos das contradições internas e passamos agir de maneira mais profícua? — Começando pela compreensão de si e, depois, auxiliando na construção de uma sociedade melhor, porém, essa é uma grande questão, mas não é impossível.

A missão é possível, bastaríamos que mudássemos o nosso Ego. Por óbvio, é um trabalho muito peculiar, individual, que se inicia com uma viagem para dentro de nós, pelo autoconhecimento. Poderíamos iniciar da seguinte forma: tendo mais diálogos interiores, por exemplo, temos milhares de pensamentos e consequentes fazemos julgamentos baseados neles.  Porém, devíamos avaliar bem melhor antes de externamos as nossas escolhas, porque, talvez, não saibamos qual dos (Egos) esteja falando em dado momento. 

Numa imersão pessoal, pratico com certa regularidade um modelo elementar de conversa interior, diálogo com meus egos. E, para explicar como isso acontece, imagino que seja como uma estrutura trina, como um triângulo Isósceles, sendo:

Na base do triângulo, que é a maior parte: imagino serem os pensamentos, porque, são aos milhares diariamente. E, de antemão, não deveríamos aceitá-los de imediato, ou confiarmos que seja a nossa melhor escolha, só pelo fato de serem muitos. A unanimidade nem sempre é sinônimo de sabedoria.  

De um lado do triângulo, o lado esquerdo: tem o mesmo tamanho daquele que está à direita, supomos que devem ser os nossos questionamentos (os porquês): por que estamos pensando dessa ou daquela maneira e, agir como se duvidássemos daquele turbilhão de pensamentos.

De outro lado do triângulo, o lado direito: deveríamos colocar as questões que nos são mais caras, como os nossos valores pessoais de (justiça, amor e paz). Mas, nunca aqueles valores impostos por uma doutrina religiosa, ou, porque, seja o comum de dada comunidade. Antes, porém, deve refletir o que realmente nos faz perceber a existência plena, ou seja, que seja a nossa visão da justiça e amor.

Neste esquema de auto-questionamento, todo o processo ocorre de forma simultânea, desde fragmentos de sentimentos do dia-a-dia, seja qual for, que denote: uma mágoa, uma inveja, a raiva, intolerância, etc.  É, um exercício continuo, pois, se trata de um policiamento interior constante. Escolher como nos expressar e, sobremaneira, o quanto somos honestos como nós mesmos, porque, a maior traição que alguém pode cometer, é conta si mesmo, é trair a própria consciência.

Por fim, o rastro que realmente vale a pena deixar é aquele que marca o nosso caminhar autônomo, como indivíduo. A maneira pela qual interagimos com as pessoas, como exprimimos nossos (valores) pessoais reais e, nunca apenas, como sendo o subproduto de determinada doutrina de dado rebanho. Mas como nos fizemos o que fizemos, enquanto indivíduo. É, o nosso exemplo de vida que a depender da qualidade das nossas ações, será para a posteridade um modelo de inspiração.

REFLEXÃO: A IGNORÂNCIA

Há três sentidos para que a pessoa seja considerada ignorante: 1) por não ter conhecimento; 2) por atitudes grosseiras e 3) por não tenha malícia. Segundo os dicionários, são mais de 50 sinônimos para o termo ignorância, entretanto, o sentido mais comum para o emprego dessa palavra diz respeito:

1) as atitudes: (grosso, estúpido, burro, bruto, grosseiro, indelicado, bronco, imbecil, boçal, idiota, pateta, presunçoso, pretensioso, rude, selvagem, tolo, xucro);

2) ao conhecimento: (analfabeto, incompetente, insipiente, iletrado, insciente, desinformado, inexperiente, desconhecedor, leigo);

3) a não ter malícia: (ingênuo, inocente, puro).

Ignorante, talvez seja o termo que mais utilizamos em julgamentos que fazemos sobre outrem, geralmente é um hábito completar frases na qual um desafeto é citado, com a palavra ignorante: (fulano é um ignorante, beltrana é muito ignorante). Fato é, que fazemos isso com tanta frequência e não nos damos conta, — talvez, seja pela nossa própria ignorância sobre dada pessoa?

Se de um lado, a ignorância, no sentido de não ter malicia, a princípio, pode ser mais uma virtude que uma falha, pois, neste sentido: (ingênuoinocentepuro), é por óbvio, a pessoa que se satisfaz mais facilmente, mas, por outro lado, pode se tornar uma presa fácil para seu meio social cheio de ardil.

Por fim, seja como for deveríamos ter mais cuidado ao nos referir a outrem como sendo uma pessoa ignorante, porque, além de ser uma palavra com maior conotação ofensiva, poderíamos na maioria das vezes cometer erros de julgamento.

REFLEXÃO: DILEMAS DAS MANHAS

Temos algumas manhãs, que desde o despertar nos sentimos impotentes, limitados, como se o mundo nos pressionasse de maneira asfixiante, porém, essa mesma percepção de impotência é o que nos dá a pista de como saímos disso. Tudo isso, as nossas aflições, muitas vezes, são periféricas do nosso eu interior, da nossa consciência.

Aquele estado de tensão, é em grande parte oriundo dos nossos próprios pensamentos, que se descontrolam ignorando o contexto da existência na totalidade. Eles  (os pensamentos) pinçam da nossa mente quase que cirurgicamente algumas memórias ruins, e em instantes, se inicia um ‘download’ imenso das nossas mazelas, questões não resolvidas, trazendo tudo a toma.

A sensação de impotência é grande, que por instantes, tudo aquilo que nos aflige isoladamente, é colocado numa mesa enorme, na qual, nós estamos sentados à cabeceira, e sozinhos, nos obrigando a resolver tudo naquele momento.

Porquanto, a depender do seu estado de consciência, isso poderá lhe roubar a paz pelo resto do dia, porque é um dilema insolúvel. E, é certo, que se não resolvemos tais questões no passado e as arquivamos, certamente, não conseguiremos equacionar tudo de uma só vez.

Então! A pergunta de um milhão de dólares!

Como sair dessa cilada da mente, que trouxe um sem número de pendências a tona e deseja uma solução mágica?

Por fim, como diziam os antigos: “se não consegue carregar o mundo nas costas, suba nele e deixe-o que lhe carregue”. Acrescento, um breve roteiro para se fazer isso: vá até um local com vista da natureza: (plantas, árvores, pássaros, etc.), feche os olhos, pare seus pensamentos, limpe sua mente, fique em silêncio e respire fundo por uns instantes. Ao abrir os olhos, observe que tudo a sua frente só existe porque consegue adaptar-se.

CAMINHO DAS PEDRAS: A DISCIPLINA AMIGA DA FELICIDADE

Somos parte do que criamos, isso é fato.  Porém, inexoravelmente muitos de nós somos levados a pensar e agir de maneira tão contraditória. Vale uma reflexão: quem dentre nós tem coragem e honestidade suficiente para se expressar de maneira sincera consigo mesmo?

Embora não admitamos, mas corriqueiramente inventamos mil e uma maneiras para nos iludir, mentir para nós mesmo, e a pior parte disso, é que o fazemos sem culpa e pudor, sobretudo, com a relação interna entre o que desejamos indo na contramão do que sentimos. Isso é flagrante, é perceptível de imediato, pela maneira que nos expressamos em julgamentos imediatos, por exemplo.

Como tudo sugere, há um problema com a nossa disciplina interior, porque nem sempre mantemos em níveis elevados os interesses que realmente importam para nossa autorrealização. Tendemos a fazer escolhas forçadas, que invariavelmente contrariam valores os quais são caros aos nossos sentimentos, porém, sabemos que há exceções, daquelas pessoas naturalmente pragmáticas.

Por fim, ter atitude e perseverança quanto a nossa disciplina interior é essencial. Sabemos que na vida nem tudo são flores, mas, a forma com a qual você escolhe viver dado momento é importante: se alegre ou não, porque são eles (os momentos), que te prenunciam para o universo dando conta do seu comprometimento com a sua verdade interior: o que deseja, o que sente e o que pensa, seja a verdadeira expressão dos seus sentimentos

CAMINHO DAS PEDRAS: DE ONDE VEM A FELICIDADE

Em algum momento das nossas vidas, nos questionaremos, ou ouviremos de outras pessoas lições sobre a felicidade: se devemos fazer isso ou aquilo, daquele ou de outro jeito para atingir o objetivo maior, sermos felizes.

No entanto, poucos serão os conselhos dando conta de que a felicidade é um trabalho personalíssimo, proveniente do nosso interior.

Fato é que a felicidade deve vir de dentro, pois, se trata de uma interação genuína com o nosso eu interior, porque, quanto mais conhecemos a nós mesmos, maior serão as oportunidades de atingirmos a completude, a auto realização. Pode até soar como ensinamentos de gurus orientais, mas, não é.

Tudo que realizarmos em favor de outrem, por exemplo: como a caridade, nem sempre, isso por si só, nos garantirá a felicidade, a não ser, que o façamos como um propósito de vida. Neste caso, observando os valores supremos de uma existência: (verdade, amor, justiça, igualdade e a paz).

Por fim, gozar de momentos de felicidade vai depender muito do quanto nos conhecemos intimamente e do controle que temos da nossa natureza interna, egocêntrica e animalesca. Muito embora, na vida humana ao que tudo sugere,  a felicidade seja um proposito para a nossa existência, porém, sujeita ao nosso livre arbítrio.

CAMINHO DAS PEDRAS: ORIGEM DA RAIVA

Quem nunca se questionou sobre o motivo pelo qual sentimos raiva? — Pode até parecer uma questão secundaria, mas, no caminho do autoconhecimento, não é.

A raiva nos causa muito mal, ela nos tira a paz e geralmente nos leva a fazer escolhas fora do nosso padrão de comportamento: “só fiz isso porque estava de cabeça quente, com raiva”, é muito comum ouvirmos ou falarmos isso, e pode  se tornar a rotina para escusarmos de más escolhas.  Mas, a pior parte é, sabemos que a rotina de hoje, amanhã se tornará um hábito em nossas vidas.

Entretanto, a primeira coisa que devemos ter em mente para refletir sobre o tema é: será que não estamos nos deixando ser vítimas das circunstâncias? (Lamentar sobre o trabalho que não gosta; detestar a vida que leva ou a própria imagem que faz de si; o péssimo relacionamento com alguém, etc.)  

Depois, devemos mergulhar  a fundo em nós, e tentar, descobrir a raiz desse mal que afeta as nossas vidas em todas as esferas: (no convívio social, em família, no trabalho e principalmente nos relacionamentos afetivos), sobretudo, como nós mesmos, (quando nos odiamos).

Tudo pode começar quando acordamos de mau-humor, com raiva, é o prenúncio de que teremos um péssimo dia pela frente, porém,  a melhor atitude a adotar, deve ser a de combater esse estado de espírito desde o momento que nos vemos no espelho.

Como se faz isso? — Com a percepção e enfrentamento do medo, eis, de onde nasce toda a raiva.

Por fim, para combatermos os nossos MEDOS, devemos partir da ponderação sobre os porquês temos esses temores. E, a primeira coisa a fazer depois, é agir com honestidade consigo, não culpar outrem e evitar se maldizer de qualquer maneira, porque iniciar o dia com vibrações negativas é o caminho mais curto para criar  mau hábito da raiva.

CAMINHO DAS PEDRAS: O FUTURO

Porque geralmente o tema (futuro) é a eterna incógnita para nós?

Desde tempos imemoriais, houve muitos profetas, bruxos, magos e na atualmente os assim denominados futurólogos, indivíduos que fazem previsões sobre o que há por vir. Nós mesmos, destinamos algum tempo e energia na tentativa de “prever” o que há por vir, saber sobre o futuro, mas nunca saberemos ao certo.

Penso, que não haja nada de errado nisso, essa prática de tentar imaginar como será o futuro, aliás, a não ser pelas consequências físicas  que invariavelmente nos ocorre quando fazemos isso por muito tempo e com muito empenho. 

É fato, que ninguém é suficientemente capaz de descobrir muito sobre como será o futuro, por mais que queimemos muitos neurônios e percamos noites e noites de sonos, porém, também, é fato, que ganharemos muitos mais fios de cabelos brancos com pouco com proveito prático, nesta empreitada.       

Julgo que para sabermos algo sobre do futuro, deveríamos prestar mais atenção no que estamos fazendo agora, no presente, porque, sabemos que o futuro é apenas a consequência, resultado da inexorável lei da causa e efeito.

Por fim, quando mais gastarmos nossos preciosos momentos do presente, do agora, na tentativa de saber o futuro, certamente estamos perdendo tempo precioso para que percebamos a felicidade. Seja como queiramos, encaramos isso, o futuro vai depender de uma complexa rede cósmica, que vai desde os nossos pensamentos, desejos, intenções, ações, eventos naturais e muito mais do que desconhecemos existir no universo.

CAMINHO DAS PEDRAS: RAÍZES DA INFELICIDADE

Desde um passado remoto, que as eras até já se perderam nas areias do tempo, muitos autores da antiguidade (pensadores, escribas, profetas, filósofos) falaram do tema: felicidade, mas, poucos desses, o fizeram de maneira tão incisiva e com tamanha simplicidade, como um filho da nobreza indiana do (século VI a.C.), de nome Sidarta Gautama, o Buda.

Buda ensinou, que a raiz de toda a infelicidade humana está latente no egocentrismo, que segundo a psicologia é: “o conjunto de atitudes ou comportamentos indicando que um indivíduo se refere essencialmente a si mesmo”.

A nossa infelicidade, portanto, reside nas nossas preocupações sobre nós mesmos, que segundo Buda: “tudo aquilo que nos faz sentir para cima ou para baixo está nesta categoria” e se resumem em “oito medidas: (elogio x culpa; perda x ganho; prazer x dor; fama x vergonha)”.

Tudo gira em torno disso, ou seja, sempre que nos nós colocamos no centro da existência, e atribuímos as intempéries da vida, como sendo uma espécie de conspiração contra nós, por certo, nunca encontraremos a felicidade.

Por fim, sempre que se sentir infeliz, faça autoanalise: procure identificar o motivo pelo qual se sente assim. Perceba, quais das oito medidas que te levou a se sentir dessa maneira, porém, lembre-se, que você não é o centro do universo, contudo, só há uma pessoa e um momento na sua vida capaz de te fazer pleno: é você vivendo em paz no presente.