REFLEXÃO: QUAL MAIOR OBJETIVO DA VIDA

Você já se perguntou por que existe? — vale a pena esse questionamento — o autodesvendamento: porquê estou aqui.

Pouco importa o quão longe olhemos para o passado é certo que constataremos que a alma humana persegue mesmos propósitos, tais como os de hoje, — a evolução da consciência.

Corrobora com isso, que de tempos em tempos nascem indivíduos que buscam com afinco aprender sobre o tema e se tornam iluminados: (seus ensinamentos transcendem o comum). Ao que parece, esses têm missões de nos provocar reflexões: sobre o que somos.

Inclusive, a ideia de religação com o divino (a religião) existe desde tempos imemoriais, e isso por si só, nos dá conta de um desejo latente e inconsciente nos seres humanos. Sobremaneira, voltado para encontrar o caminho de volta ao sublime, ao essencial do universo de onde tudo sugere que a vida descende.

E, pouco importa como designamos a descendência da alma humana: (Deus, Universo, Natureza, Inteligência suprema), fato é, que isto existe uma causa primeira de todas as coisas.

Entretanto, se olharmos para as nossas ações e buscas do cotidiano (focados no imediato e no tangível) percebemos que somos indivíduos sem noções de nós mesmos, e invariavelmente, muito longe de atingir a conquista do ser, a iluminação.

Enquanto seres mortais, é certo que tendemos viver apenas para o que nos dá prazer e/ou por respostas imediatas perceptíveis pelos cinco sentidos. Difícil é acordar para que a vida (uma existência) é mais uma oportunidade de aprender pela experiência cotidiana, visado a evolução da nossa alma imortal (encarnada).

Por fim, O OBJETIVO DA EXISTÊNCIA, por certo, não pode ser apenas a própria vida, mas o conjunto das experiências que é o nosso aprendizado. Sobretudo, daquilo que compreendemos sobre o que somos. Porém, se numa vida não obtivermos todas as respostas, não devemos desistir, — paciência, porque como disse o Cristo “é necessário nascer de novo…”, “… meu reino não é desse mundo”.

REFLEXÃO: O ESSENCIAL E O SUPÉRFLUO

Invariavelmente gastamos muita energia física, recursos financeiros e dispensamos muito tempo para atender desejos fúteis —, fato que nem pensamos sobre isso, — mas passamos uma vida investindo naquilo que é supérfluo…

Quem nunca se questionou sobre qual a utilidade dos bens materiais que acumulamos, aquilo, que adquirimos durante a nossa vida: para que nos serve?  — porque precisamos ter coisas muito além das nossas necessidades?

Vejamos, dois itens básicos que serve para reflexão:

(1) — ter um veículo modelo X ou Y, isto é, salvo exceções, seja qual for o modelo serve a mesma função: transportar do ponto (A) para (B) —, é só um meio de transporte;

(2) — ter muitos pares de sapato ou peças de roupas, para que nos servem?  —, para ter um (closet/armário) cada vez maior para guardar dezenas/centenas dessas? —, mas são apenas vestimentas.

Gosto de refletir sobre aspectos do cotidiano do ponto de vista de utilidades, por exemplo, sobre: moradia, transporte, alimentação, segurança, crenças, etc.

Para tanto, vale a pena usarmos como paradigmas a vida dos nossos ancestrais que viveram nas savanas. Óbvio, que resguardando as peculiaridades de cada tempo. Mas, é fato que existe sempre algo de útil no passado que podemos extrair para nossas reflexões.

Nesta reflexão, vamos pensar um pouco sobre o que é essencial e o que é supérfluo em nossas vidas. Partido do ponto que, será que somos humanos geneticamente tão diferentes dos nossos ancestrais que viviam nas savanas do continente africano (caçadores e coletores)

Ontem, ouvi a justificativa do porquê de adquirimos tantas coisas que extrapolam o requisito da essencialidade: disse-me uma jovem senhora que é professora: “vivemos no mundo consumista”. — Detesto quando usam termos esvaziados, porque gosto de raciocinar objetivamente, sem modismo.

Vamos pensar um pouco… Opa, como assim (mundo consumista)? — onde fica a nossa faculdade de escolha para o quer seja em nossas vidas? —, à assertiva da dita senhora é tal como comumente vemos no dia-a-dia: (compre isso ou aquilo…).

Ao que parece, o ‘marketing’ (do mercado) é sofisticado tem grande poder de persuasão e quer induzir a declinar do nosso livre arbítrio, mas, isso não significa que devemos consumir tudo que nos dizem para comprar! Ou seja, só porque alguém diz que vivemos numa sociedade consumerista vamos entrar no “clima” e consumir, mesmo aquilo que não necessitamos, ou não nos seja essencial!

Por fim, é possível enxergamos o supérfluo a partir do autoconhecimento, porque é através dele que nos voltamos para o essencial nesta vida. A começar por: saber o que somos? (questionando-se); aprender dizer não (saber que temos escolhas); estar aberto a mudança (mudar de opinião); pesquisar mais; explorar coisas novas e viver novas experiencias… porque afinal, o que somos de fato? — somos espíritos imortais aprendendo para evoluir.

REFLEXÃO: SOFRÊNCIA, PORQUE É MODA?

Por que ainda existe tanta carência afetiva?  Por que a falta de afeto, ou “amor” não correspondido traz tanto sofrimento?

— Quem nunca teve dor-de-cotovelo atire a primeira pedra! Mas, isso não é fim do mundo —, vamos tentar compreender…

O termo sofrência é um neologismo, formado pela junção das palavras “sofrimento” e “carência”, com significado similar a expressão popular “dor-de-cotovelo”. A sofrência ainda pode significar o ato de sofrer continuamente, de maneira depressiva e lastimável.

Fato é que gostemos ou não, isso é uma realidade de muitas pessoas —, ou, pelo menos aqui abaixo a linha do equador, nos trópicos. Há pessoas que fazem desse sentimento não correspondido o sentido das próprias vidas!

Ao discorrer sobre esse tema popular, buscaremos entender o “dilema” dos “sofrentes” e, em simultâneo, verificar como esse fenômeno popular se relaciona com o autoconhecimento.

Para entender qualquer dilema ligado aos sentimentos humanos, devemos procurar por respostas no único local e meio possível, isto é, em nós através de uma viagem interior, porque é só através do autoconhecimento, o conhecimento de si mesmo, é que podemos fazer isso.

Em síntese, a sofrência, se trata de uma expectativa errada que se tem em relação aos sentimentos de outra pessoa e da percepção errada do indivíduo com relação si —, o que falta para o sofrente é por certo o amor-próprio. — Como dizia o Jack: “vamos por partes”.

Sobre o momento atual das relações humanas, Sigmund Baumam muito bem descreveu em (Modernidade Liquida: “não há nada permanente, perene, porque os nossos compromissos e os deveres são volúveis, impermanentes”.)

Depois, sobre sentimentos envolvidos com o tema, temos: AFETOé sentimento terno de afeição por pessoa…”; POSSEé o que tem sentimento ou desejo de posse por alguém…” ; CARÊNCIAé necessidade afetiva” e APEGO “ligação afetuosa, afeição.

A grande repercussão e sucesso das canções populares (sofrência) sugerem que parcela significativa de pessoas têm uma concepção muito errada do que seja uma relação de amor.

Aliás, há uma clara confusão na cabeça destes (sofrentes), isto é, uma inabilidade para administrar seus sentimentos: falta-lhes a compreensão do que seja afeto, abster-se da posse, sopesar a carência e entender o apego. Trata-se apenas de resultado de apegos não correspondidos. E, estes, não nascem em decorrência de amor.

A sofrência, por certo, nada tem a ver com amor, porque no amor pressupõe a liberdade da pessoa amada em primeiro lugar.

Ao que parece, na cabeça de um sofrente embalado pelas (canções hits) há verdadeiro culto ao sofrimento e ao apego, sendo certo que isso retroalimente sua alma não evoluída.

Vejo o fenômeno sofrente, como de uma alma que está numa encruzilhada da evolução da espiritual: de um lado a própria percepção de si, é falha, do outro lado, não há respeito (reconhecimento) a liberdade do outro. E, por certo, o sofrente está resistindo a essa evolução. — e se o desapego fizer parte da nossa evolução?

Por fim, analisando as palavras da autora Milan Kundera: “A Insustentável Leveza do Ser, que nada mais é do que o alcance da plena liberdade. Não ter com que se preocupar, não ter a quem dar satisfações, não ter nada que lhe prenda em lugar algum. Vemos então que o PESO, conceito considerado negativo a ‘priori’, é mais que necessário, é indispensável para dar sentido à vida.”

REFLEXÃO: QUAL O SEU NÍVEL DE EVOLUÇÃO?

Você é uma pessoa grossa! Você é um ignorante! Você não tem sensibilidade com a dor dos outros!

Quantas vezes falamos ou ouvimos frases como essas? — espero que tenhas falado mais do que ouvido —, este é o ponto de partida para nossa reflexão.

Fato é que em todas as interações, seja no seio familiar, profissional ou na sociedade em geral são baseadas no trato com o outro, isto é, a maneira pela qual nos expressamos diz muito de quem somos.

Para nosso breve estudo, avaliamos o nosso comportamento e identificamos o nível de evolução da nossa alma, ou seja, o nosso comportamento nas interações no dia-a-dia, dizem muito do nível evolutivo do nosso espirito.

Antes que você comece questionar sobre os termos (alma, espirito e nível de evolução), apresento-lhes, como paradigma, dois dos maiores mestres que nos legaram bons exemplos de comportamento. Por certo, ambos estão no topo da escala de evolução espiritual (iluminação): Buda – (Sidarta Gautama, século V a.C.) e Jesus o Nazareno — (Yeshua Ben Yosef, I d.C.), contudo, ambos foram homens de carne e osso como nós.

Não tem mistério. O que nos interessa aqui, é descobrir o nível de evolução da nossa alma, espirito imortal.

É certo que tudo decorre de um processo interno da nossa da alma, — em latim ‘spiritus’ e para português é o espírito. Quanto mais evoluído somos, melhores seremos no trato com os outros.

Estudando obras do francês Allan Kardec — (Hippolyte L. D. Rivail, século XIX), que foi o organizador do estudo da espiritualidade, com sua obra (O Livro dos Espíritos), Kardec, ensina sobre o mundo dos espíritos: “[…] apenas sabemos que eles são criados simples e ignorantes, isto é, sem ciência e sem conhecimento, porém perfectíveis e com igual aptidão para tudo adquirirem e tudo conhecerem”.

Disso decorre que nascemos simples e ignorantes e ao longo da nossa existência vamos nos aprimorando, portanto, são através das nossas experiências é que evoluímos ou não.

Acreditemos nisso ou não, é um fato.

Cada dia mais, estudos da psique parecem inclinados aos entendimentos da espiritualidade, por exemplo, Jung — (Carl Gustav Jung, século XX), percebeu que todo ser humano traz de forma inata esse impulso por transcender, e isso é espiritualidade para Jung. Quando nos perguntamos quem somos nós? De onde viemos? Aonde vamos? Estamos buscando essa totalidade, buscando nos ampliar. Mesmo no pensamento cientifico existe essa busca por ir além do ego, ir além dessa realidade material e racional que conhecemos, e isso é espiritualidade.

Ademais, podemos citar mais autores modernos que advogam nesse sentido, mas está ficando longo esta nossa reflexão.

Na atualmente, a chamada “inteligência emocional” que diz da maneira com a qual “gerenciamos” nossas emoções. Que significa afinal a mesma coisa! Trata-se da evolução da nossa alma, ou seja, tudo pertence a nossa psique — (alma, espirito, psique) —, como queiramos designar.

Por fim, o nosso nível de evolução, refere-se ao aprimoramento da nossa alma imortal, espirito imortal, e nada tem a ver com nossa religiosidade ou crença, etc. Antes, porém, pelo autoconhecimento, o conhecimento de si, é que podemos encontram o caminho das pedras para evoluirmos como indivíduos. E, a maneira pela qual nos relacionamos diz muito do degrau em que nos estamos na escada de Jacó.

REFLEXÃO: VENCENDO A PREGUIÇA

Inicialmente, vale destacar que a imaginação é mais poderosa que o conhecimento, sobretudo, quando lidamos com nossa própria psique.

Quem nunca ouviu “penso logo existo?” — dito por René Descartes. — Não é sem razão, pois se pensarmos um pouco, veremos que o pai do racionalismo tinha toda razão.

Se tudo o que fazemos primeiramente acontece em nossa mente. E, ademais, há tempos foi dito que “somos cocriadores de mundos” —, e, que tudo acontece a partir dos nossos pensamentos, inclusive, criamos nossa realidade.

Entretanto, por vezes, ficamos indecisos e confusos com aquilo que deveríamos fazer ou não fazer! Na linguagem popular chama-se PREGUIÇA. O ponto é: por onde deveríamos começar quando se encontramos nesta inércia?

Todos temos as segundas-feiras! Naquelas manhãs quando sentimos que nossa mente parece desligada e nosso corpo reage como se funcionasse em marcha lenta. Porque isso ocorre? — vários são os fatores, mas isso não vem ao caso para este ensaio.

Outro dia me deparei com um estudo sobre o poder da imaginação, e pensei ser um bom ponto de partida para refletirmos sobre esses bloqueios mentais e preguiças que todos temos às vezes.

Como sou empirista, tudo que faço decorre de experimentação, por isso sugiro que essa seja uma reflexão voltada para a prática, para a ação.

Iniciemos criando o seguinte roteiro, é um pequeno guia, divido em quatro passos:

  1. A começar pela motivação: o porquê deveríamos nos lançar em tal empreitada? —, pelo mesmo motivo que levou a nos questionarmos a condição de inércia —, o nosso branco mental. Ou seja, sendo a nossa motivação o combustível para alimentar nosso motor interno, sempre devemos nos manter abastecidos;
  2. Depois, partiríamos para estratégia, o planejamento: o como poderíamos fazer tal iniciativa? — coloquemos neste passo, a nossa imaginação para funcionar, pensando como o faríamos;
  3. O não menos importante, é o nosso ‘start’ o começo: — e o foco no nosso empreendimento, — mesmo que esse seja apenas o ato de ler um livro, como sabemos, toda leitura começa quando abrindo o livro ou ‘kindle*’ e não parar por nada;
  4. E, o ‘grand finale’ deste nosso breve manual, é o ato de celebrar as nossas conquistas sobre nosso adversário íntimo, a inércia, a preguiça, por exemplo, deveríamos saborear com alegria a superação desde as pequenas conquistas (mais alguns capítulos lidos ou a simples organização do local de trabalho, etc.).

Por fim, essa reflexão é sobre como vencer a preguiça usando a imaginação. A guerra interior ocorre no processo de criação de realidade, composta dos atos de (motivação, planejamento, início e celebração). Assim, atuam todos os atores envolvidos na peça da vida no dia-a-dia, sob a direção da nossa imaginação.

REFLEXÃO: ALMA HUMANA E A FELICIDADE

A felicidade é percebida como um estado de completude e de satisfação plena, é dito ser expressão da nossa alma.

A alma é parte mais sutil em nós, porém, é nela que está a nossa energia vital e é o centro das emoções e sentimentos. Nesse corpo imaterial (a alma) reside a parte do divino em nós, aquilo de sermos (imagem e semelhança do criador).

Sabemos, que o bem-estar (a felicidade) é incompatível com angústias e sofrimentos.

Contextualizando, o sofrimento e angústia que nos afligem dizem respeito as dores da alma. Por isso, só somos capazes de perceber e desfrutar dos momentos felizes com boa saúde na alma.

Se de um lado ninguém está 100% livre de viver momentos de aflições, por outro, não é saudável que deixemos tais momentos se estendam por muito tempo, porque tudo que fazemos como rotina se torna um hábito. Neste caso, um mau hábito, não saudável para nossa psique, para nossa alma.

Disso se extrai que o bem-estar: a paz, concórdia e harmonia, são as metas primordiais da nossa alma. E os sentimentos maus que lhes causem dores são aqueles que devemos enfrentar, porque são totalmente contrários ao objetivo da existência: a felicidade.

Nesta reflexão proponho que utilizemos o melhor laboratório que existe para investigar e obter as respostas para as questões postas, através do melhor objeto e método para fazê-lo. Que são respectivamente: você e o autoconhecimento.

Trata-se, mais precisamente de descobrir (o que você é). Entretanto, se pensou em dizer — eu sou fulano(a) de tal, filho(a) de beltrano e sicrana, tenho profissão x, etc. — esquece, — não é disso que se trata.

Você já olhou de fato para si mesmo? Você se conhece?

É fato, que se você falar com qualquer pessoa perceberá que muitos sofrem com ansiedade, insegurança e medo, mas o mais curioso disso é que os maiores dilemas que vemos têm origens comum e persistente num único ponto — no desconhecimento sobre si mesmo.

Para compreender a existência com profundidade precisamos antes de tudo conhecer a nós mesmos, Carl Jung bem disse: “quem olha para fora, sonha; quem olha para dentro, desperta!”, isso diz respeito ao autoconhecimento, o conhecimento de si.

O tema de hoje é felicidade e onde ela se manifesta. Porquanto, é fato recorrente nesta vida, a busca pela felicidade e as pessoas passam por sua existência nesta empreitada. Mas, ao que parece sem muito sucesso, porque vemos pessoas de todas as faixas etárias com seus eternos dilemas e dores psíquicas, — eles estão doentes da alma.

Por fim, a reflexão é o meio pelo qual o buscador procura conhecer-se a si mesmo, aprendendo, sobretudo, pela observação dos próprios sentimentos e emoções: através de autoanálise, autocriticas. Tudo visando ultimar o autoconhecimento e o do mundo circundante, porque afinal, quem está desperto entende que a “felicidade está no caminho e não no final“.

REFLEXÃO: POR QUE EXISTEM MUITOS INFELIZES?

EU vou ser feliz — quando meu relacionamento for com meu grande amor, ou com fulano(a), ou sicrano(a); — quando possuir isso ou aquilo; — quando conseguir passar naquele concurso; — quando conseguir um emprego melhor, — quando tiver mais dinheiro, ou ainda, EU poderia ter sido feliz — se não fosse porque casei muito cedo, casei com a pessoa errada, etc.; — porque não pude estudar; — porque nunca tive escolha…

Atire a primeira pedra quem nunca se deparou pelo menos com uma dessas narrativas sobre a felicidade!

É fato comum ouvirmos sobre uma felicidade condicionada, ora por (“quando…” e/ou por “se não fosse…”) — o que denota por si, que muitos de nós desconhecemos o tempo em que ocorrem os momentos de contentamento, e sobretudo, erramos no tempo, ou seja, esquecemos que a felicidade só existe num momento — no presente.

Parece até um clichê falar sobre isso, mas fato que não é… Como sou empirista e minha busca é pelo autoconhecimento, então! Proponho uma reflexão diferente.

Nesta breve reflexão, faça a leitura com a mente aberta e tente responder o rápido possível. É importante só fale consigo e não precisa pensar muito — não é necessário intelectualizar — apenas responda francamente — comece completando as lacunas a seguir:

Sou uma ____________e vivo no tempo _________, porque sei que só neste lapso temporal é que posso me manifestar neste __________ como um ___________, e, tudo que levarei desta minha existência são as ______________. Portanto, a felicidade é feita de______________ e vivida no aqui e _________.

Na questão (porque existem tantos infelizes?) — penso que a maioria das vezes é por uma mera questão de vontade, coragem e honestidade consigo mesmo, porque as pessoas fantasiam tanto sobre a felicidade, porém esquecem que ela só existe em nossa percepção e acontece nos momentos do presente.

Portanto, se você compreende ser uma alma imortal, que está no presente, vivendo neste mundo, como ser humano, e as únicas coisas que levará daqui para o túmulo são as experiências, por certo, terá constatado que só se vive aqui e agora.

REFLEXÃO: JÁ ESTEVE NO INFERNO?

Você vai para o inferno, porque você pecou, você é culpado! —, muitos dirão “Deus me livre!”

Fato é que o termo inferno está no imaginário popular como sendo um local físico e existente, o mundo de punições, aquele reservado aos maus. Foi muito ensinado pelas religiões que é “um lugar destinado ao castigo eterno as almas dos pecadores, por oposição ao céu’.

Credito que tal crença para chegar até nossos dias foi devido em grande parte ao ‘marketing’ da obra de Dante Alighieri: (“DIVINA COMÉDIA”, do século XV). Ao que tudo indica, essa obra (livro) serviu aos propósitos de proselitismo da religião dominante e como meio coercitivo desde aquele período obscuro da humanidade.

Vale destacar a maneira como aquele autor descreveu o “destino” das nossas almas —, segundo as nossas culpas —, nossos pecados —, é muito assustador. Mas, ainda hoje é apregoado por muitas religiões como o castigo numa pós vida. Com o devido respeito a fé de quem pensa assim —, DISCORDAMOS…

Embora, não gosto de discutir teologias aqui, reconheço o poder dramático que o “inferno” tem sobre nós, porque a simples ideia de condenação ao “inferno” tem o potencial para fazer muitos de nós (refletirem) sobre as nossas atitudes, ou, ao menos temer pelo possível e nefasto destino.

Porquanto, o inferno está bem mais perto de nós do que muitos imaginam. Para compreender melhor proponho que reflitamos sobre a metáfora “ir para o inferno” —, será que para realizar a “viagem ao inferno” é mesmo necessário morrer?

Quem nunca disse me sinto culpado por isso ou aquilo? —, quando nos sentimos assim a culpa nos toca de maneira profunda. Mexe com as nossas emoções e por certo atinge a nossa alma —, há indivíduos, que fazem coisas atrozes com si mesmos, por exemplo, no dia-a-dia sabemos de pessoas que dão cabo das próprias vidas tudo pelo sentimento de culpa.

Contudo, desde século XIX, com o surgimento dos estudos da psicanálise muitas das crendices milenares vem perdendo sentido desde então, por exemplo, dentre outras, sobre a culpa. É dito que a culpa “é um sentimento emocional que está intimamente relacionado ao remorso e ocorre quando uma pessoa acredita, ou percebe que comprometeu seus próprios padrões de conduta, ou ainda, deriva das violações dos padrões morais (universais), e que, em geral, tem responsabilidade significativa por essa violação”.

Penso que sentir culpa não é de todo mal, porque quando nos sentimos culpados demonstramos em primeiro lugar que temos empatia, podemos sentir a dor do outro. Significa, ainda, que de certo modo somos “normais”, isto é, só os psicopatas não sentem remorsos, culpas.

Viver constantemente se culpando por tudo é certamente uma patologia psíquica, uma doença da alma. Sou empirista por isso busco refletir sobre as experiências pessoais e/ou de pessoas próximas que viveram o limiar de seus infernos e algumas dessas até como finais trágicos.

Ademais, a culpa de fato nos leva ao inferno. Porém, não ao inferno de Dante! Ou, aquele das crenças milenares. A culpa, se trata antes de tudo, de um sentimento que nos corrói por dentro, ela nasce nas profundezas das nossas almas, mas, no fundo, derivam dos valores e das nossas crenças.

Por fim, a culpa pode ser compreendida através do autoconhecimento, identificando nossos próprios “demônios”, podendo ser enfrentados e vencidos, sendo que é uma luta que ocorre em nós mesmos. Para fazer isso, devemos começar nos perdoando e esquecendo ao invés de nos culpar. O inferno só pode existir dentro de cada um de nós, sendo uma espécie de prisão onde carcereiro é a nossa própria consciência.

REFLEXÃO: VOCÊ É LIVRE?

A liberdade é um ideal a ser conquistado! Mas na nossa “evolução” intelectual (educação familiar e formal), assimilamos somente à alguns aspectos do conceito de ser livre.

É fato, a nossa intelectualização é um misto de preparação e adequação que visa principalmente o convívio social, sobremaneira, para agirmos como seres “civilizados”. Porém, nesta condição, apenas conhecemos parte daquilo que a liberdade significa.

Ensinamentos esses que representam parte do todo. Em sentido estrito, é a independência dos pais, financeira, profissional e outras que decorrem das leis. Contudo, é fato que são apenas permissões e instruções para o convívio social harmônico e seguro, – Penso que não guardam relações com ser livre.

O que nos leva a reflexão…

Será que aquilo que a maioria de nós “entende” e aceita como liberdade, é de fato a liberdade em sentido amplo? —, um sonoro NÃO!

— Simplesmente porque essa “liberdade” diz respeito a nossa autodeterminação e a possibilidade de nos compreendermos ser cocriadores de mundos, — por óbvio, que tal pensamento por si só, para uma grande parcela de nós é uma novação, uma teoria improvável.

Contudo, penso ser necessário um despertar para autoconsciência, para compreender o que significa liberdade em sentido amplo —, porque ela, é dada proporcionalmente dado segundo o grau de discernimento.

Nesta reflexão não temos a pretensão de esgotar o tema, ou estabelecer qualquer juízo de valor. Vale a pena nos questionarmos e/ou ao menos, apontarmos o caminho das pedras para o entendimento, para o caminho do autoconhecimento.

Vamos pensar um pouco…

Se a consciência que temos de nós mesmos decorre exclusivamente daquilo que ensinam as religiões, ou os estudos formais, ou ainda, nossos pais?, — por certo que não, — porque tais conhecimentos são “padronizados”, “institucionalizados” e não nos possibilitam enxergar muito além do horizonte que a maioria de nós vê.

Contudo, existe uma questão que nos auxiliará imensamente nesta jornada rumo ao autoconhecimento, o conhecimento de nós mesmos. Para isso, proponhamos o seguinte: tente responder honestamente para si mesmo. Responda segundo o seu entendimento.

Trata-se de uma questão elementar, mas muito importante: (O QUE SOU?) —, contudo, se você pensa que tal questão é o mesmo (QUEM SOU?) — por certo, você deverá esquecer muito do que pensa que sabe, e acordar para conhecer a verdade, — e só então será livre. 

Por fim, uma grande parcela de nós, poderá até advogar que sabe o que significa ser livre, mas penso que não! Ser livre, é compreender O QUE somos: “somos espíritos imortais” e como tais, devemos atentar para os ensinamentos do Cristo (Jesus de Nazaré), que diz: “[…] em verdade vos digo, quem não nascer da água e do espírito, não pode ver o reino dos céus!”, — só um lembrete: o reino dele (do Cristo) em suas próprias palavras, disse: “meu reino não é deste mundo!”

REFLEXÃO: O FUNDO DO POÇO E A FELICIDADE

É preciso força de vontade para bater as portas do universo e questionar os porquês das coisas, que são como são em nossas vidas!

Pessoas determinadas, são todas aquelas que escolhem ver nas dificuldades e nos momentos de grandes aflições, como oportunidades. Esses indivíduos, enfrentam a voz interior até que essa se cale, mesmo insistindo ao dizer: “esse é o fundo do poço da sua vida!”

Nesta reflexão, vamos falar de possibilidades de vivermos as nossas realidades muito além do fundo do poço. E, como sempre fazemos aqui, tudo nos baseamos no empirismo, na experimentação. Vamos lá…

Indistintamente, são através dos momentos “difíceis” que o universo nos franqueia as oportunidades para nos questionarmos, a começar pelos nossos valores, crenças e modelos de comportamentos que assimilamos ao longo das nossas vidas.

Usando o silogismo, é correta a assertiva de que: o sol que traz luz e calor para aquele que sorri é a mesma estrela que permite iguais benefícios para aqueles que atentam contra a própria vida, os suicidas. 

Entretanto, se pensarmos um pouco é valida a assertiva acima, e dá até para expandi-la para todos os setores da vida, por exemplo, carreira, relacionamentos, vida em sociedade, etc. Alguém poderá até dizer “falar e fácil!” —, mas, discordamos.

Quem viveu experiências com vivências indesejáveis e passou por situações muito além das convencionais, corroboram os argumentos para advogar em sentido contrário. Só pelo empirismo tem-se tal compreensão das consequências das nossas escolhas, isto é, aqueles indivíduos que defrontaram seus maiores medos e os venceram apenas por encará-los como aprendizado, concordarão.

E a felicidade? —, de igual modo. Porque os momentos felizes nunca acontecem da mesma maneira e intensidade para todo mundo, há indivíduos que somente lamentam e fixam morada permanente no sombrio fundo do poço. Para esses, só lhes restam a infelicidade. 

A felicidade, porquanto, nos alcança sempre desde as consequências das nossas próprias escolhas e não necessariamente só das nossas ações, mas pela maneira pela qual contemplamos o nosso mundo. 

E, ao que tudo sugere, acontece invariavelmente sempre que escolhemos mudar a nossa percepção de mundo, por exemplo, o indivíduo que somos aparentemente continua o mesmo, mas a maneira pela qual olhamos para o mundo muda e, não mais o percebemos como antes.

Se observarmos atentamente, notaremos que a mudança ocorre no nosso interior (na nossa alma), isto é, uma nova visão de mundo que surge e ilumina todo o nosso ser, despertando a nossa psique para um novo e mais amplo horizonte.

Dentre outros aspectos, a mudança interior, guarda relação direta com os nossos desejos, sonhos e aspirações, porque agora eles se concentram mais em nossas próprias e reais expectativas, e não mais nas dos outros.

É por isso, que assim podemos superar toda sorte de dificuldades: privação, solidão e limitação, pois, não nos vemos mais “no fundo do poço”, isto é, aquela condição era apenas consequências momentâneas fruto das nossas escolhas.

Contudo, vale relembrar, que a felicidade real não existe como algo padronizado, como um necessário ter ou um dever estar, ou seja, algo verificável pelo: volume de dinheiro X, relacionamento amoroso Y, amigos abc, etc. —, foi isso que chamei de felicidade “ala-carte”. São apenas apegos de um entendimento estreito, aquele gerador de consequências ruins, portanto, de infelicidade.

Por fim, o “fundo do poço” assim como a felicidade são de certo modo uma mera questão de autopercepção interior da vida. Porém, é óbvio, que a felicidade e o fundo do poço não coexistem em nossa alma. Aliás, acreditemos ou não, todos somos seres portadores de uma alma imortal e que uma existência (a vida) é apenas o meio pelo qual acontece nosso aprendizado.

REFLEXÃO: DIFICULDADES x PROBLEMAS

Quem poderá dizer que nunca teve problemas? Quem ainda, poderá afirmar que resolver problemas seja tarefa simples? E, quem não gostaria de aprender como superar problemas?

Para nossa reflexão, convém antes, conceituar o que se entende por dificuldade. Segundo o dicionário, dificuldade é o mesmo que: apuros, complexidades, complicações, contrariedades, contratempos, hesitações, impedimentos, indecisões, obstáculos. —, são os mais diversos dilemas, dissabores que enfrentamos no dia-a-dia.

Nesta reflexão, vamos discorrer breve e objetivamente sobre o tema. Mas, é preciso estabelecer um escopo para o estudo: que terá foco no indivíduo, porque talvez seja nesta esfera que temos plena autoridade, isto é, no mundo das nossas escolhas.

E, ao tudo sugere os maiores problemas geradores de “dificuldades” do dia-a-dia, guardam relação direta com a maneira pela qual encaramos cada um desses dilemas, ou seja, onde colocamos o nosso foco para ataca-los.

Vamos pensar um pouco…

Se olharmos para os problemas e só enxergarmos as dificuldades trazidos por eles, isto é, observar somente as suas consequências, por certo não lograremos êxito para vencê-los. Mas, se, por outro lado, atacarmos os problemas em suas origens, especificamente nas suas causas, muito provavelmente eliminaremos por completo. 

Por fim, sobre problemas x dificuldades, devemos assimilar o seguinte: as melhores soluções para os problemas na vida são sempre as mais simples. E, é pelo caminho do autoconhecimento que podemos ir para dentro de nós (‘inside’) —, mergulhando cada vez mais fundo na toca do coelho –, por certo, encontraremos as melhores respostas para as nossas dificuldades, porque que afinal, tudo é uma questão de percepção e os monstros muitas das vezes só existem na nossa cabeça!

REFLEXÃO: A VIDA COMO A CONHECEMOS É APENAS UMA EXPERIÊNCIA?

Sobre as crianças, há algo que é consenso entre os adultos: desde tenra idade temos muita imaginação. Nessa fase da vida, podemos criar um mundo (utópico) onde a fantasia lúdica e a realidade adulta coexistem em harmonia e ao final do “era uma vez”, todos serão felizes para sempre.

Mas, será que isso é só coisa da cabeça de criança? —, atire a primeira pedra quem nunca quis voltar aquele tempo de infância: quando o mais elementar gesto do personagem de faz-de-conta era o suficiente para nos fazer rir e ter o contentamento que jamais veremos na fase adulta.

Na medida que nos tornamos adultos e somos aculturados, programados para “enfrentar” uma implacável “realidade”, que nos presenteia frequentemente com toda sorte de “mazelas” —, segundo os valores que nós mesmos atribuímos as intempéries, que são afinal, frutos das nossas próprias escolhas. Mas, que tais (problemas) nos fazem distanciar cada vez mais daqueles momentos de plenitude dos sonhos infantis e que agora se tornaram utópicos.

Nesta reflexão, gostaria de propor: se a vida como a percebemos não passasse de uma mera experimentação e não terminasse com a morte? E, se a verdade sobre a nossa existência estiver mais próxima daquilo que criamos/imaginamos na infância?

Julgo que a toda pessoa que parou e fez autoanalise (autocrítica) —, por meio do autoconhecimento —, pode constatar que deveria se ater a outras questões, por exemplo: será que viemos a esse mundo com uma missão? —, particularmente nunca me senti totalmente à vontade com minhas realizações como membro da comunidade humana —, seja pelas minhas vaidades bobas, devaneios e caprichos.

Fato é, quantos de nós se dedicam, por exemplo, aos trabalhos voluntários (ajudar outrem) apenas para ser útil e sem objetivos egoícos: (autopromoção ou reconhecimento).

Será que estamos fazendo a nossa sua parte nessa existência, nesta vida? O quanto é necessário fazer para cumprir com a nossa utilidade? Será que você está fazendo tudo que poderia fazer para ajudar a humanidade?

Por fim, se considerarmos levar a sério a nossa felicidade e a do outro —, como aconteciam em nossas brincadeiras infantis: em geral, menos egoístas. Talvez assim, a felicidade se faça mais presente em nosso dia-a-dia. Com isso, perceberemos que a nossa na existência na terra é apenas uma experimentação que visa contemplar parte da evolução da nossa alma imortal.

REFLEXÃO: AS FACETAS DO AMOR

“Eu te amo!”… — quantas vezes ouvimos e falamos essas três famosas palavras?

Se pensarmos um pouco, podemos afirmar ser quase impossível alguém ter chegado à vida adulta sem tem ouvido milhares de vezes (eu te amo) e, embora tal assertiva, represente o mais nobre dos sentimentos humanos —, por que há tantos desencontros entre o que é dito e seus efeitos práticos?

Vamos pensar um pouco… Desde à antiguidade muito já foi falado acerca do amor, que vale destacar alguns pontos que julgo serem os melhores para servir de paradigma:

No período do apogeu da filosofia ocidental, na Grécia antiga, vários pensadores se debruçaram sobre o tema (amor). Dentre aqueles, o meu favorito é Aristóteles (século IV a.C.), ele disse: “o amor é o sentimento dos seres imperfeitos, posto que a função do amor é levar o ser humano à perfeição“, dizia ainda: “ama-se mais o que se conquistou com esforço” e arrematou que “o amor é o estado em que melhor as pessoas vêm as coisas como realmente elas são.”  

Vivo na América latina (de maioria cristã) e não posso deixar de fora dessa lista curta, os ensinamentos do maior ícone do empirismo sobre o amor: Yeshua Ben Yosef (Jesus, o Cristo, século I): “O amor é paciente, o amor é bondoso: não inveja, não se vangloria, não se orgulha, não maltrata, não procura seus interesses, não se ira facilmente, não guarda rancor. O amor não se alegra com a injustiça, mas se alegra com a verdade”.

Contudo, os mais antigos textos que tive oportunidade de conhecer sobre o amor, foram os ensinamentos de Sidarta Gautama (o Buda, século V a.C.), dizia ele, que “o amor é uma mistura sutil e maravilhosa de alegria e de compaixão” —, devemos considerar que este enfoque espiritual exalta em simultâneo, a necessidade de não estarmos “agarrados” a nada e a ninguém.  — porém, o “desapego” é parte dessa liberdade essencial da alma humana que nos permitirá fluir e avançar na roda da vida e em cada um dos ciclos de sua alma —, por (desapego) não devemos entender não poder estar junto de quem amamos.

Após rememorarmos as lições daqueles seres iluminados, voltamos para a nossa humilde reflexão baseada no empirismo do século XXI. Aliás, é o que sempre nos propusemos a perseguir: (falar e fazer) —, tudo sob a óptica do autoconhecimento, daquilo que qualquer mortal poderá experimentar.  

Penso, sobre as facetas do amor, que só podem ser satisfatoriamente plenas para cada um na exata medida do seu entendimento. Sobretudo, dado ao nosso alcance numa existência neste plano (como humano), ou seja, a maneira como você se concebe e se percebe no mundo, seja consigo mesmo e com as demais pessoas. Isso, diz muito sobre a qualidade do que compreende por amor —, por óbvio, sendo desnecessário falar sobre ego.  

Contudo, é fato que milhões de pessoas vivem às voltas com os dilemas no “amor” e, constantemente se frustrando, se desencantando. Tal assertiva, extraio de inúmeras expressões populares que descreverem seus percalços com o “amor”: (coração partido, magoado, ferido por dentro, “sofrência”, dor-de-cotovelo, etc.) — são tantas as designações, que não me atrevo continuar por absoluta irrelevância.  

As pessoas geralmente não compreendem o alcance de um “eu te amo” e, não há nada que se possa fazer quanto a isso, porque existe muita confusão entre o ser e o ter, pois, se entrelaçam gerando sentimentos antagônicos: (posse, desejo, paixão, controle). Porquanto, é verdade que cada um só pode entregar ou externar, segundo o seu entendimento.

Por fim, sobre às três famosas palavras do tema, reflitamos! —, por certo, ao interpretá-las o faremos segundo o discernimento de quem as pronunciam ou de quem as ouvem. Fato, que nem sempre um “eu te amo” tem o mesmo significado universalmente: (dê a cada um segundo o seu entendimento). Porém, não nos esqueçamos que enquanto seres humanos: somos um universo em miniatura (somos um microcosmos), e como tal, existem inúmeros outros mundos que orbitam o nosso mundo.

REFLEXÃO: LIVRE ARBÍTRIO, O QUE PODEMOS ESCOLHER?

Há muitas coisas que ocorrem no dia-a-dia que parece que estamos perdendo o controle de tudo. Mas, será verdade que nos é permitido escolher?  Será mesmo que temos o controle, que os resultados das nossas ações são todas baseadas no nosso livre arbítrio?

 Vamos refletir um pouco sobre o nosso livre arbítrio e o egoísmo.

Inicialmente, é fato que não podemos nos ater aos nossos caprichos e vaidades, porque ao que tudo indica, as coisas são como são, é o que é, parafraseando o poderoso chefão. Entretanto, alguém poderá até advogar que tudo é uma questão de determinismo, — eu não sei, – pode até ser…

Mas, fato é, também, que quanto mais pensamos que temos o controle de tudo, quanto mais agimos como atitudes egoístas: (eu, eu, eu, —eu acho, —eu quero, —eu tenho) mais as circunstâncias nos revelam que estamos errados.

O egoísmo é uma expressão que por si só denota muita subjetividade e, ao que tudo sugere, o nosso subjetivismo tenta suplantar a ordem do universo e suas leis implacáveis! — por vezes, até pensamos que o mundo gira em torno do nosso umbigo —, por assim dizer.

Como ocorreu no passado até na idade média, é possível verificar que ainda ocorre hoje: sabemos pela história que naquele tempo, que as mentes “pensantes”: (intelectuais e autoridades eclesiásticas) diziam sobre à terra ser o centro do universo e tudo mais. Embora hoje, superamos a falta de conhecimento do cosmos, mas, por outro lado, nos tornamos egocentristas: pensamos ser como à terra daquele tempo: o centro do universo.

“Aqui e agora”, —parafraseando Ian Mecler —, com olhar no presente. Podemos aferir que desde que saímos das cavernas e vagueamos pelas savanas do continente africano, como catador e coletores, evoluímos muito. No século passado, por exemplo, mandamos as primeiras pessoas para ao espaço e pousaram na lua, mas, o nosso ego cresceu enormemente.

Embora, ninguém consegue viver sem ter ego, porque ele faz parte da nossa essência, é a manifestação daquilo que nosso torna indivíduos. E, essa individuação, é que permite seremos autônomos. Contudo, essa autonomia, no quesito das nossas vontades, está intrinsecamente conectada com tudo, mas não é absoluta.

Alguém, poderá até dizer que tem autonomia, livre arbítrio: (eu escolho x ou y). Mas, ocorre que as nossas escolhas não absolutas ou só são apenas, pela maneira que enxergamos o mundo circundante. Isto é, a nossa capacidade de escolha só é perfeita na maneira que enxergamos o que é externo. Mas, o mundo que se manifesta para nós deriva da resposta da lei de causa e efeito, portanto, fogem do arbítrio privado, do nosso livre arbítrio.

Por fim, quando se diz: eu perdi, eu deixei, eu, eu… —, quando mais se utilizar desse pronome possessivo para explicar suas escolhas, isso só demostrará o quanto está longe da iluminação. Na verdade, agindo assim, é fato que você dorme ou vive como prisioneiro do mito da caverna de Platão.  Ao passo, que o despertar para a verdade primeira (a liberdade), pressupõe, o autoconhecimento, o conhecimento de si mesmo e, é isso, que o tornará indivíduo pleno para compreender e se desenvolver, existir plenamente.

REFLEXÃO: PAZ, QUAL O CAMINHO PARA CONHECÊ-LA?

Quem nunca pensou dessa maneira, para ter paz preciso: (sair, esquecer tudo e relaxar; deixar meu trabalho; evitar falar com pessoas; ficar em silêncio, etc.), entretanto, todos temos compromissos com a própria sobrevivência e em simultâneo vivemos em sociedade.

Então! Como é possível pôr em prática tal assertiva: conquistar e ter habitualidade com a paz? —, ter a paz de verdade.

Fato é, que a paz não deve estar desassociada do centro dos nossos pensamentos e, nunca, precisa ser apenas um mero desejar. Embora, a paz, nos ocorra em momentos extraordinários, mas julgo que a todos é possível conhecê-la e conviver com ela. Tudo é uma questão de hábito.

Nesta reflexão, gostaria de falar da paz de fato, daquela paz que te transporta para um mundo novo, para sensações sublimes e mesmo que esteja com os dois pés do dia-a-dia, te permite senti-lá com sua alma e experimentá-la com todo seu ser.

Já faz algum tempo que me debrucei no propósito de encontrar a paz, mas, acreditem, nada tem a ver com o local que esteja ou a companhia que lhe acalente. Antes, porém, para encontrar a paz não momentânea, tudo depende de um processo de autopercepção, de uma escolha que nasça em seu ser a partir do autoconhecimento.

Existem pessoas que escolhem locais nos quais “sentirão paz”, por exemplo, alguns dizem: vou subir uma montanha e meditar ou passarei um final de semana num retiro “espiritual”. Outras, ainda, dizem necessitar de longos momentos de solidão para sentir-se em paz. Fato que é que tais pessoas, não conheceram a paz verdadeira, porque essa, te acompanha em todos os momentos e em quaisquer locais que se encontre.

Por fim, o caminho para conhecer a paz pode até levar algum tempo, mas quando você descobrir, perceberá que tudo do que precisa para experienciar momentos transformadores, momentos de paz é estar integralmente consigo. O local pouco importa, seja: (no trabalho, na sua cama, ouvindo uma canção, cozinhando, etc.). Você só precisa silenciar seus pensamentos e respirar. Sem dúvida, é uma experiência libertadora, experimente. Apenas respire, o ar é tudo que você vai precisar e se descobrirá grato por tudo, pelo existir.

REFLEXÃO: A BONDADE, O QUE VOCÊ FEZ PELO OUTRO HOJE?

Desde ontem algo me perturbou. Me questionei acerca do significado da prática da bondade. Hoje, no entanto, busquei o dicionário para entender o significado: “bondade é a qualidade de quem tem alma nobre e generosa e é naturalmente inclinado a fazer o bem; benevolência, benignidade, magnanimidade”, entretanto, isso não respondeu meus questionamentos acerca do termo, na prática.

Então, como sempre faço aqui, proponho refletir um pouco sobre o que é a bondade: será que estamos de fato praticando a bondade ou apenas simulando aquilo aparentemente bom? — Penso que bondade vai muito além da mera ideia de nobreza da alma. Como empirista que sou, busco o entendimento a partir da prática. Vamos lá…

Apenas pelo ato de concordar, “apoiando”, os desejos e as expectativas de outrem, nem sempre isso significa um ato de bondade. Mas vamos consultar os universitários para compreender.

Aprendemos com os clássicos da filosofia ocidental, os gregos do (século IV.a.C.), por exemplo, para Aristóteles a bondade é “ajuda a alguém necessitado, não em troca de nada, nem da vantagem do próprio ajudante, mas em prol da pessoa ajudada“,

Depois com os ensinamentos do cristianismo, do primeiro século da nossa era, o mestre Jesus nos legou os maiores exemplos de bondade que é muito apregoado a séculos. E, pelos  escritos de Paulo de Tarso na carta aos Gálatas, destacamos: “... o fruto do Espírito é amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio” —, Paulo sem dúvida, é meu ator favorito, sobretudo, me identifico com suas narrativas e com seu empirismo já daqueles tempos.

Por derradeiro, na filosofia prática da Profª. Lúcia Helena, ensina que: “o verdadeiro bondoso é aquele que empurra o outro em direção ao seu crescimento e aperfeiçoamento com ser humano, ainda que não sejamos reconhecidos pelo outro, ou seja, a prática do bem deixa um rastro pelo mundo por onde você passa —, resume bem a verdadeira bondade na contemporaneidade.

Será, portanto, que praticamos de fato atos “bondosos?” ou apenas atendemos os desejos e expectativas de pessoas que ainda dormem na caverna da ignorância, decorrência imediata daquela condição. Ao passo que, se lhes déssemos o que realmente seria o bom para elas, muito além das meras necessidades imediatas que nos pedem? — porque é muito comum essa nossa “bondade” se torne apenas um ato demagogo.

Por fim, há muito tempo que as mensagens de amor, benevolência e bondade vem se tornando meros temas para produção de espetáculo midiático, por exemplo, nas redes sociais, mas quanto, na prática, e eficiência nada acrescentam para os “beneficiados”. Reflitamos, então em nossos atos de “bondade”, nos questionando como naquele ditado popular: “deveríamos ensinar as pessoas pescarem ao lhe fornecer os peixes?”

REFLEXÃO: A ORIGEM DAS NOSSAS DECEPÇÕES E FRUSTRAÇÕES


Quem dentre nós, gostaria de não ter decepções? Quantos de nós, vivem longas relações com frustrações por expectativas vãs? O que há por trás das maiores frustrações?

Temos aqui, uma questão de um milhão dólar: será que existe uma maneira de evitar ou lidar com frustrações, para que elas não afetem tanto? —, digo mais que isso: — penso que como somos cocriadores de realidades poderíamos viver em um mundo novo a cada dia, onde, as adversidades não causariam tantas aflições na alma, porque faríamos ajustes desde as pequenas atitudes.

Nesta reflexão, gostaria que relembrar o seguinte: sempre existe escolhas, ou seja, um jeito só nosso de fazer as coisas. Tomamos por paradigma o seguinte: duas pessoas fisicamente e socialmente parecidas observando um pôr do sol, e elas externam tudo aquilo que lhes vem da alma. A primeira pessoa diz: olha que natureza maravilhosa, sou grato diariamente por estar viva para apreciar tamanha beleza! A outra, no entanto, que está ao lado da primeira e sob mesmo ângulo de observação do poente, arremata: que saco, mais um dia que termina e meus problemas continuam para amanhã.

Já disse em mais de uma oportunidade aqui no Blog, que sou empirista e racionalista: acredito na experimentação com observância da lógica, em primeiro lugar. Portanto, tudo que analisamos faz parte das vivências práticas que nasceram de escolhas livres e conscientes.

A questão de um milhão de dólares é respondida prontamente por todo aquele indivíduo que mergulhou dentro de si e despertou para o autoconhecimento. Sobretudo, ao agir com honestidade consigo e nunca culpando outrem por suas frustrações, por certo, esse perceberá que a maneira pela qual você vê o mundo depende só de si mesmo.

Portanto, a regra número um para evitarmos decepções, desilusões e frustrações, é nos tornando cada dia mais consciente das nossas escolhas, porque elas, são semelhantes às sementes lançadas num campo da vida e, se os frutos forem bons ou não, dependerá só de nós mesmos. Inclusive, não esqueçamos que as sementes são as nossas intenções e o solo os destinatários delas.

REFLEXÃO: A ORIGEM DO SOFRIMENTO DA ALMA

Há mais de uma década que vi um filme com título no Brasil (Efeito Borboleta). Em tese, a trama cinematográfica trata de analisar a ordem de dado sistema que evolui a depender da sua situação inicial, isto é, como na metáfora “uma borboleta bate as asas na China e um terremoto ocorre na América do Norte”.

Nesta reflexão, convido-os a pensar um pouco sobre a origem das nossas aflições de modo geral. Óbvio, que não tenho a pretensão de esgotar o tema tão somente trazer alento ao constatarmos que nada ocorre por mero acaso.

Existem manhãs, geralmente, quando se inicia uma nova semana e vem a nossa mente todas nossas pendências, aquilo, que deveríamos resolver, mas procrastinamos. Soma-se isso, os problemas triviais de qualquer dia-a-dia: contas, compromissos, etc. Agora, com tudo isso na cabeça, esperamos que num instante uma solução mágica nos faça resolver (desaparecer) os problemas, mas isso, nunca ocorre dessa maneira para ninguém.

Então, o que ocorre certamente é que o nosso humor se altera e a frustração evolui para um estado de aflição. Que, a depender do seu grau de discernimento, culminará em desespero que tomará conta do seu interior e o sofrimento alcança à alma. A partir desse ponto, o caos se instala naquele que seria mais um comum e belo dia de sol.

Por conta disso, tudo que fizermos a seguir: escolhas e ações, são contaminados pelo nosso desequilíbrio interior (emocional), ausência de paz de espírito. Julgo que raras são as pessoas que conseguem se manter serenas e produtivas nesses momentos.

Porquanto, o sofrimento, como saberemos suas origens? — a resposta, por óbvio, confesso, é muita subjetiva  —, mas existe algo que podemos fazer para evitar que o sofrimento estrague o seu dia por completo.

Como sempre fazemos aqui no neste Blog, buscamos compreender o mundo que nos cerca a partir da compreensão de si mesmo, pelo autoconhecimento.  — Como assim? —  com algo relativamente simples, como todas as melhores soluções nesta vida, porém, nem sempre é fácil para implementarmos, isso porque, tudo depende do quanto você consegue ser honesto consigo.

Por fim, as angústias que nos afligem hoje, invariavelmente, decorrem do fato de que não aceitamos o ônus daquilo que lhes deram origem. Visto que, jamais paramos para analisar como foi que tal evento/situação evoluiu até esse momento, no presente. A parte simples dessa questão, deriva daquilo que é incontestável: foram sempre a partir das nossas escolhas e omissões, que lhes deram causa.

REFLEXÃO: APEGOS CAUSAM STRESS E ADOECEM A ALMA

Que saco! Logo hoje tinha que acontecer isso? Não aguento tanta coisa, poxa! Hoje é uma segunda-feira mais uma semana daquelas! Porque esses problemas sempre acontecem comigo? Não tempo mais tempo para nada!

Quem nunca, ouviu algo assim? Ou se expressou dessa maneira? —, fato é que no seio do lar, nas dependências domesticas, para muitos de nós, uma mera rotina do dia-a-dia é fonte de interminável ‘stress’!

O nosso lar, teoricamente é o “mais sagrado dos sagrados” —, parafraseando a cultura dos hindus, porque é ali, onde passamos a maior parte dos nossos dias, também, é o onde fica o cerne das nossas vidas: (afetos, abrigo, segurança, alimento, higiene, etc.). Inclusive, dada a sua importância prática, é o local onde deveríamos repor as energias após mais um dia de trabalho.

Mas, ao invés disso, o que constatei —, ouvindo lamentos de clientes e conhecidos —, dando conta de que o ambiente domestico é para uma grande parcela de nós, o local de externar irritações que acabam por gerar muito ‘stress’. Talvez, não seja sem razão, que as estatísticas denunciem um grande número de atritos conjugais (separações) por culpa do “clima” desse ambiente. Contudo, a nossa morada é onde deveríamos descansar e relaxar! —, e, por que isso ocorre?

Ademais, não acredito nessa ‘vibe’ de sair de casa para “desestressar” —, visto que, a melhor atitude seria atacar a fonte do ‘stress’! 

Nesta reflexão, convido-os a pensar um pouco: o que realmente nos tira do sério e nos causam ‘stress’ quando estamos em casa? — Por certo, a resposta de alguns de nós, será uma lista de afazeres domésticos, as quais, exigem atenção e trabalho, por exemplo, cuidados com ‘pets’, plantas, organizar a cozinha gourmet, carro que precisa de ser limpo, o ‘closet’ para organizar, etc. é isso que afeta nosso humor e/ou nossa disposição.  

E, a dita lista de ocupações de casa, por vezes se torna interminável e complexa na medida dos nossos apegos e, hábitos bobos que insistimos ter e praticar.  Vejo pessoas que se sentem inquietas e tensas, se perderem a hora de assistir um dado programa na tv: jornal, novelas, etc. — penso que é um absurdo, mas pessoas tem ‘stress’ por isso! Mas, por que é que as pessoas têm hobby ou pets?  

Conheço pessoas que não podem sequer fazer suas viagens dos sonhos, por exemplo, porque não tem onde deixar os pets, ou, alguém que para “cuidar” das suas plantas na sua ausência. Numa linguagem popular: “isso é o fim da picada” para espécie humana.  Deixamos de ser para possuir e consequentemente estamos nos tornando posse dos nossos apegos.

Então! De que adianta tal evolução (do ser)? Que tanto apregoam para “viver no reino dos céus” se a cada dia nos tornamos mais e mais apegados a tantas coisas menores, ao invés de nos voltarmos para o que realmente é importante, aquilo que em nós é sublime: a evolução da nossa alma imortal, mas pelo contrário, estamos cada vez nos enchendo de pequenas atividades só produzem mais ‘stress’.

Sabemos que o ‘stress’ e ansiedade, caminham de mãos dadas, causando uma infinidade de males ao corpo e afetam substancialmente as nossas emoções.  São, portanto, os nossos apegos causadores de muito ‘stress’ que resultam nas dores da alma. 

Há muito tempo foi dito: “a boca só fala aquilo que o coração está transbordado”. E, se as emoções estão sempre a flor da pele, por certo, a alma estará aflita e sem paz.

Por conta disso, penso que deveríamos rever nossos apegos: hobbys, manias, pets, plantas, tv, boteco, futebol, etc. e concentrar as nossas energias, por exemplo, no autoconhecimento, refletindo e meditando: “observando a grama crescer”.  

Por fim, quando simplificamos nossas vidas, deixando tudo que não for essencial e, viveremos mais plenamente os momentos de descanso em nossos lares. E, se passássemos mais tempo a sós conosco, sem ter uma lista enorme de atividades secundarias domesticas dispensáveis, por certo que iriamos proporcionar um grande bem para a nossa alma imortal, a paz.

REFLEXÃO: SAÚDE MENTAL É SINÔNIMO DE BONS HÁBITOS

Desde que temos noticiais na vida em sociedade existe um hábito absolutamente inaceitável para qualquer época e cultura, mas, é muito comum em nossos dias, século XXI, o mau hábito de RECLAMAR de tudo.  

Há em algumas sociedades modernas, só por curiosidade, na Inglaterra, por exemplo, o ato de reclamar é uma instituição nacional, os ingleses reclamam do serviço público, das condições do clima, etc. não é sem razão que é dos países com o maior número de veículos de mídia sensacionalista de todo mundo. Entretanto, fato é, que o hábito de reclamar não está restrito a dada cultura de determinada sociedade, trata-se de um fenômeno mundial.

Mas por que agimos dessa forma, reclamando daquilo que é externo de nós? — Nesta breve reflexão, gostaríamos de pensar um pouco sobre (hábito de reclamar).

Estamos perseguindo nosso objetivo primordial do ‘blog’, sendo esse, o autoconhecimento, o conhecimento de si. Para tanto, devemos manter a mente aberta e observar desde as pequenas ‘nuances’ do comportamento humano em todos seus aspectos e ambientes.

No que tange a nossa busca, devemos olhar primeiramente para nossa própria vida, para nosso comportamento. Seja em qualquer esfera: no seio da família, da sociedade, mas principalmente como agimos com relação a nós mesmos, na maneira que discernimos e fazemos escolhas.

E, se ao invés de criticar e só reclamar, começássemos ao menos tentar fazer algo a respeito?

Sabemos que qualquer grande jornada que empreendermos sempre começa com o famoso primeiro passo. Então, vamos começar como naquele ditado popular: “começar com o pé direito”, nos policiando em nosso modo de agir e, antes, que expressemos qualquer juízo de valor sobre aquilo que não concordamos, — e de que maneira faremos isso? — Procurando corrigir o que julgamos estar errado e fazer a nossa parte.

Estamos vivemos no limiar da era da informação e do conhecimento, então! Por que não começamos a partir desse ponto? — Utilizando melhor a diversidade de dados e os meios existentes sobre tudo: higiene, saúde, segurança, direito, respeito a privacidade alheia, etc., enfim, sobretudo, aquilo que diz respeito à dignidade humana para todos, indistintamente.

Há sempre algo que poderemos fazer a respeito, muito além de apenas só reclamar. Comecemos pelas pequenas coisas: se, por exemplo, ao depararmos com papéis no chão ao invés de estar no cesto de lixo, catamos e os colocamos na lixeira.

E, isso se aplica a tudo. Num estacionamento de supermercado, por exemplo, não é porque a outra pessoa estacionou o veículo de maneira irregular que você vai reclamar, — procure estacionar o seu carro corretamente. Ao ouvir alguém maldisser uma pessoa sem a presença da própria, é melhor dizer que não está interessado no assunto, — desestimule fofocas a todo custo.

Não propague (fake news), não busque por leituras de notícias sensacionalistas, e oriente a pessoa que lhe propor tal empreitada, lembrando-a que só criticar não resolve. Sempre que notar alguém precisando de ajuda, ajude, sem interesse ou, só porque a sua religião pensa que assim vais para o “reino dos céus”.

Por fim, faça tudo porque é o correto a fazer, isso ao menos demonstrará que você tem boa saúde mental.

REFLEXÃO: FELICIDADE, O AMOR E A PSIQUE

Atire a primeira pedra quem nunca se sentiu infeliz por não ter conquistado dado ideal dos sonhos?  —, fato é que muitas vezes nos sentimos dessa ou daquela maneira, como se fossemos as vítimas das circunstâncias. Mas, será que tal sentimento (infelicidade) não é causado por questão de percepção da psique imatura? — Vamos refletir um pouco conhecendo a minha versão do mito da Psique e Eros.

Conta um mito grego, que a psique era uma princesa e tinha duas irmãs. A jovem princesa (psique) era muito bonita, infinitamente a mais bela que suas duas irmãs. Tanto era a formosura da psique, que os seus pretendentes ao contemplar tamanha perfeição e beleza não tinham coragem para pedir em casamento, isso porquê, imaginavam que só poderia ser uma maldição da deusa Afrodite.

As irmãs da psique se casaram e tiveram filhos, mas a bela psique embora cortejada não conseguia um único pedido de casamento. O tempo passou, e os pais da psique preocupados com a solteirice da princesa, procuraram o oráculo para saber o que fazer sobre a felicidade da filha.

A voz do oráculo lhes disse: a sua filha, a bela psique, deve se vestir de noiva e ser abandonada no alto de um rochedo solitário, onde um monstro iria buscá-la. Os pais da psique tristes e desolados, mas cumpriram a determinação do oráculo.

Tomada por grande medo, a psique ficou ali no rochedo esperando por ser destino, até que em dado momento um vento a levou para o alto, para além das nuvens, e a deixou diante do portão de um magnífico castelo.

Psique ouvia no castelo uma voz sedutora que a convidava para entrar, com pouca resistência a psique acabou aceitando e entrou. Tudo ali era maravilhoso, a psique nunca viu nada igual, que percebia sequer o tempo, estava encantada.

Anoiteceu, e a psique foi levada para um belo quarto e adormeceu. Quando despertou ainda estava escuro, percebeu haver alguém ao seu lado, mas antes que ela pudesse falar algo ouviu uma voz envolvente, que disse: “sou seu amado e que nada de mal vai lhe acontecer, mas, só tem uma condição: você nunca deve o ver o meu rosto, senão desaparecerei”.

O tempo passou e toda noite aquele estranho e encantador amante vinha a sua cama e a fazia muito feliz. A psique aceitou aquela condição do seu amado, — pensou: “com certeza meu amado não deve ser um monstro”. A psique se sentia muito feliz, porque se sentia completa: amada e tinha uma companhia encantadora. Não dava mais importância para o fato de não poder conhecer totalmente a face do seu amor.

Certo dia, cheia de alegria, a psique recordou dos pais e das irmãs e, falou para seu amado que desejava visitar sua família. Ele prontamente atendeu, mandou um vento que a levou ao encontro da família: suas irmãs e os filhos delas, todos ficaram felizes por saber da felicidade da psique.

Então, a psique, lhes contou tudo aquilo que havia lhe ocorrido desde o dia que fora deixada por seus pais na beira do rochedo. Mas, suas irmãs insistiam muito pelo fato de que a psique nunca vira o rosto do amado, tanto foram os comentários e insinuações das irmãs, que a psique teve dúvidas das próprias convicções e foi tomada pela curiosidade.

Quando retornou para o seu castelo, a psique estava cheia de dúvidas e curiosidades, — será, que o seu amado era um mostro, como sugeriram suas irmãs?

Certa noite enquanto o amado dormia a psique acendeu a lamparina para ver seu rosto, tão grande foi seu espanto ao perceber ser a criatura mais bela que havia visto, mas ao chegar mais perto, uma gota de óleo do lampião caiu no ombro do amado e ele despertou, em poucos instantes, desapareceu da sua vida.

Apaixonada e inconsolada pelo sumiço do amado, a psique procurou por ele em todos os lugares, mas não encontrava. Desesperada buscou falar com a deusa Afrodite, e rogou-a para lhe ajudar encontrar seu amor.

A deusa lhe deu muitas tarefas, cada nova missão era mais difícil que a anterior. Mas, a psique continuava obstinada, na busca incansavelmente pelo seu amado.

Certa feita, Afrodite lhe pediu para fosse ao inferno e trazer-lhe uma poção mágica. A psique suportou todas as dores e aflições infernais e que quando retornou, decidiu que se bebesse aquela poção que Afrodite lhe pedira, por certo, poderia achar o seu amado.

Mas, quando a psique desesperada bebeu a poção mágica e caiu num sono profundo, porque, na verdade, aquela era uma vingança da deusa Afrodite pôr a psique ter se relacionado com o seu filho Eros. Era inconcebível que uma reles mortal como a psique, pudesse conviver com Eros, um deus.   

Contudo, Eros que observava todo o sofrimento da psique, e tomado por imensa compaixão, rogou para sua mãe Afrodite que lhes perdoasse, e pediu, também, a Zeus que lhes permitisse conviver com a psique.  Zeus aceitou os argumentos do filho de Afrodite, e lhes disse: “Eros você pode acordar a psique com um beijo apaixonado”. Assim, a psique pode conhecer seu amor face-a-face.

Por fim, penso que ninguém está condenado a viver sem conhecer o amor. Com licença “poética” adaptamos esse belo mito antigo, para demonstrar que cada um, a depender do seu grau de maturidade poderá até dormir para sempre, sem conhecer o amor, porque a imaturidade da psique é que torna o caminho da felicidade mais difícil.

CAMINHO DAS PEDRAS: O QUE SIGNIFICA IR PARA DENTRO DE SI

Caros leitores, a partir do mês (março/2021) notei que o ‘blog’ teve um fenômeno de público, sobremaneira, o que ocorreu nas estatísticas de acesso: uma mudança geográfica. Tive a feliz satisfação de que, além do aumento do número de leitores da Europa, em especial da terra dos meus ancestrais (Alemanha), assim como, ocorreu dos (Estados Unidos). Fato que, em todos esses países houve crescimento exponencial superando até os acessos nacionais (do Brasil).

A despeito do conteúdo, abordo temas pertinentes a jornada do autoconhecimento. Procurando expor meus questionamentos, em textos de até (350) palavras. Embora, por vezes, me alongo demais. Mas, desejo perseguir tal meta e cada vez mais ser conciso ao transmitir minhas experiências nesta viagem extraordinária rumo a introspecção, ao conhecimento de interior.

Essa mídia, me oportunizou relatar o autodesvendamento quase diário durante os últimos três anos. Por isso, sou muito grato aos leitores: (Alemães, Norte Americanos e Brasileiros), e fico igualmente feliz, por exemplo, ao verificar leitores da distante Finlândia, Dinamarca, África do Sul e China. Sobretudo, considerando que vivo no portal da Amazônia ocidental brasileira.

 — Gostaria de cumprimentar a todos os leitores e dizer da minha gratidão pelo acesso ao nosso ‘blog’ (inSide, IrParaDentro), o meu muito obrigado! 

Nesta oportunidade, quero relatar, também, que desde que empreendi nesta jornada (autoconhecimento) constatei algo que julgo ser fundamental: que se deve manter a mente sempre aberta e evitar seguir unicamente gurus e doutrinas/religiões, porque só são importantes na medida que dependa o seu discernimento. Porém, dada a óbvia evolução, você acaba por assumir responsabilidade de crescer através da introspecção, aplicando os saberes adquiridos e (validados) no seu cotidiano. Portanto, isentos de culpas ou pecados, julgamentos ou condenações, apenas, com a honestidade intelectual e moral própria, buscando sempre pelo divino que há si.

Uma boa analogia para esclarecer como acontece o processo do (autoconhecimento), por exemplo, é como aprender andar de bicicleta, que em dado tempo você pode “retirar as rodinhas que lhes mantém, e se equilibra por si só”, eis, portanto, como é empreender a jornada para dentro de si, pelo autoconhecimento.

Por fim, IR PARA DENTRO DE SI, SIGNIFICA: introspecção, autoanalise, sobremaneira, buscando por discernimento em tudo o que fizeres, questionando as “verdades”, mantendo a mente aberta e o coração com desejoso de entendimento, principalmente, ao se auto questionar sempre. Enfim, é dentro de si que ocorre a percepção da existência, e é através de tal processo, que a evolução acontece: desde o seu interior rumo a compreensão do todo.

REFLEXÃO: A VERDADE PARECE FÁCIL, MAS COMPREENDE-LA NÃO É SIMPLES

Partindo da assertiva ancestral (uma verdade primeira): tudo que existe no universo foi (criação), obra de uma inteligência superior, ideia amplamente aceita pelo mundo afora. Tanto é, que muitas culturas ao redor do planeta a chamam de divindade (inteligência essencial). O todo por trás da existência universal. Seja como for, o homem há séculos vem atribuído nomes, designações, conceitos e explicações para tal poder primordial, mas, isso pouco importa.

Relembro aos leitores, que o meu objetivo, nestes breves textos, é refletir mantendo um viés empírico e racional, por isso, nunca conjecturo ou pretendo esgotar quaisquer temas, apenas busco uma melhor compreensão, procurando expandir a consciência continuamente.

Nesta reflexão, analisamos que SIGNIFICA dizer que nós seres humanos existimos como parte do todo. É fato cientificamente aceito: “toda matéria conhecida é composta de átomos”, logo, tudo é energia, que ora “se comporta com onda, ora como partícula, a depender do observador”. — Somos gratos pela grande contribuição dos estudos científicos, em que se extrai: “somos apenas energia e frequência”. Assim sendo, o conceito de tempo e espaço por certo é uma concepção humana dada ao nosso grau de compreensão do que seja o todo.

Então, até onde sabemos, todas as coisas vieram de única fonte: somos parte dessa energia primordial, que tudo provem, desde um grão de areia até os enormes aglomerados de galáxias. Eis, o (xis) da questão, — e se assim o é, poderíamos dizer que a inteligência criadora coexiste em nós! — Já que está em tudo.  

Somos como diz na astronomia “poeira das estrelas”, e isso, pode até parecer perturbador para muitos, mas pelo contrário, é muito reconfortante, sobretudo, a despeito de tudo que você compreenda significar. É fato que existe em nós uma inteligência latente oriunda de tal força criadora, porquanto, isso explicaria, por exemplo, porque estamos em constante evolução (sociedade, tecnologia, autoconhecimento, etc.). Tomamos por paradigma, a resposta de uma criança de cinco anos (sobre o que é o sol), percebemos ser relativa ao seu discernimento, e ponto.

Por fim, sendo o que somos, é razoável aceitar a expressão de “cocriador do mundo”, porque faz muito sentido, — não?  — Vamos a assertiva, primeira parte:  “A VERDADE PARECE FÁCIL”, porque está em nós, bastam os questionamentos. Quando a segunda parte: “MAS COMPREEDÊ-LA NÃO É SIMPLES”, porque depende muito do nosso grau de discernimento: até que ponto estamos dispostos a descer na toca do coelho? — Disso decorre, que se trata da maior jornada do ser humano, sendo que o único caminho é pelo autoconhecimento, o conhecimento de si.

REFLEXÃO: PORQUE EXISTE SOFRIMENTO SE O DIVINO ESTÁ EM NÓS?

Já parou para observar a realidade do mundo que nos cerca, focando nas atitudes e nos atos humanos? —, é certo que vemos inúmeras iniciativas repletas de contradições: se de um lado o indivíduo que busca de todas as formas “seu espaço” na bonança deste mundo, por outro, essas mesmas atitudes geram um sem número de conflitos e culminam por destruir a paz de tal pessoa. Percebemos uma dualidade, tudo é dual, (bem e mal / acerto e erro / guerra e paz).

Nesta reflexão convido-os a pensar (como procuramos demonstrar nestes breves textos). Hoje, trataremos sobre se há possibilidade de superarmos essa dualidade, ou seja, (conquistar a autorrealização sem prejudicar outrem).

Utilizando como paradigma uma analogia simples, porém, muito poderosa: (A LUZ E A SOMBRA). É compreensível que a luz represente a total iluminação da consciência humana em oposição a escuridão é a total ignorância. E, só a partir de um domínio de uma espécie de trindade da revelação: (conhecimento, entendimento, discernimento) é dada a tal pessoa vencer a dualidade e chegar ao “reino dos céus”, reino do conhecimento.

Sejam quais forem os ensinamentos que nos baseamos, obteremos a mesma resposta: tauistas chamam de caminho do meio (Tao), Buda disse do equilíbrio, os judeus designam caminho da Tora, a ortodoxia cristã e os pentecostais modernos dizem a verdade, seguir cristo. Seja o que escolhermos como escolas dentre as inúmeras correntes da religiosidade, fato é, que todas tratam do mesmo tema: o caminho da evolução da alma imortal que conduz ao seu destino.

Portanto, se buscarmos o divino fora de nós por certo não encontraremos. Assim, SOFREMOS por que não temos consciência que o divino habita em nós e que fazemos parte do todo. E, se prejudicarmos outrem estamos fazendo o mesmo a nós mesmos. Contudo, só o percebemos ou teremos a consciência disso, quando despertarmos para essa realidade. Carl Jung, muito bem definiu o caminho da iluminação: “Quem olha fora sonha, quem olha dentro desperta” e a resposta é sim, EXISTE O DIVINO EM NÓS, e o caminho para descobri-lo é pelo autoconhecimento.

Bem-Vindos todos do gênero humano.

Existe um segredo no caminho das pedras! — Reflita:

Aquilo que você pensa ou sente com relação a “realidade humana”, seja relevada pela inconformabilidade com a existência atual; ou pela desconfiança numa ulterior; ou ainda, pela descrença das tantas teorias sobre a vida, enfim, se busca conhecer tal verdade, existe o caminho.

Antes de qualquer coisa, pare e pense. Onde em nós, percebemos, sentimos: aflições; decepções; desilusões e medo. E, porque os momentos felizes são tão breves? — Você nunca se questionou? — E, se tudo que aprendemos não foi toda a verdade? — Será que seríamos capazes de saber: por que sentimos falta algo mesmo que aparentemente temos tudo? O que é a vida? Quem somos de fato?

Lembro-me, que há sete anos empreendi numa jornada. Mas, antes de dizer qual foi e o propósito das reflexões deste Blog, quero que algo fique claro: aqui não trato de religiosidade, crenças, misticismo e, tal, nada disso. Sou empirista e tenho os pés firmes na racionalidade.

Meu despertar aconteceu quando pensei ter chegado ao fundo do poço da existência. Mas, descobri que se pode descer ainda mais. E, também, que só se consegue sair definitivamente de dada realidade, quando você questiona sua existência no mais íntimo de seu ser. 

Agora, sempre encontro respostas diariamente no meu cotidiano, na medida que me questiono, duvido, analiso e reflito muito buscando compreender a verdade. Porquanto, na qual, somos simultâneos, (mestre e aprendiz) pelo autoconhecimento.

REFLEXÃO: NOSSO DESAMOR É A MEDIDA DA NOSSA IGNORÂNCIA

Somos seres dotados de consciência, memoria e capacidade demonstrar compaixão, dentre outros nobres sentimentos e competências socialmente necessárias para mantermos bons relacionamentos em todas as áreas da vida.

Entretanto, é fato que quando não somos capazes experimentar e expressar sentimentos nobres, por exemplo, empatia, isto é, capacidade de ver o mundo sob olhar do outro, torna momentos felizes uma raridade entre outras coisas. Estudos da psique dizem que tal indivíduo tem dada psicopatia. A lista defeitos na psique e os males que dela decorrem são enormes.

Nesta reflexão, partiremos do pressuposto de que o indivíduo tem dado grau de sanidade média e a sua conduta é socialmente aceitável. Então, desta feita, excluiremos as patologias da psique (psicopatas, sociopatas, antissociais, e outros bichos).

Vamos tratar da questão: por que muitos de nós agimos de maneira tão rancorosa, vingativa e mesquinha? — é fato, também, que não é incomum conviver nas várias esferas das relações (pessoas, profissionais e sociais) com tais indivíduos.

Penso que se considerarmos as excludentes apontadas acima, tudo mais que demonstrar agressividade, antipatias e outros comportamentos reprováveis derivam unicamente da ignorância do indivíduo.

Portanto, concordo com J.J.Benitez no ‘best-sellers’: (Cavalo de Troia I), que diz “… a falta de capacidade e de vontade de perdoar os semelhantes é a medida da imaturidade e a razão dos fracassos na hora de alcançar o amor”, porque desde que me lembre, ao deparar com inúmeras dessas situações de falta de tato e arrogância, sobretudo, quando observo isso nos relacionamentos das pessoas, só corroboram a ideia, a qual, alimento desde que inicie nos estudos de autoconhecimento, que é: DESAMOR É A MEDIDA DA NOSSA IGNORÂNCIA.

REFLEXÃO: VIDA, QUESTÃO EXISTENCIAL, ONDE ENCONTRAR RESPOSTAS?

Desde jovem venho me questionando, busco conhecimento sobre questões existenciais. Procurei através dos livros sagrados de religiões – apendi muito, é um saber repleto de complexas alegorias, mitos, (leis e costumes antigos) e as narrativas do extraordinário transcendental; na filosofia clássica e moderna — aprendi um sem números de questionamentos sobre quase tudo que consiga imaginar; no misticismo antigo — vê quase de tudo sobre a existência, mas tudo carregada de intrincado simbolismo; nos estudos da psicologia, empreendi sobre psique humana com afinco — fiz constatações incríveis que pôs a baixo minhas até então, crendices; pela neurociência me oportunizou entender o funcionamento das respostas sensoriais e sobre o funcionamento da mente humana.

Seja onde for que minha busca me levava, uma coisa cada vez mais estava mais clara e comum, como diz aquela canção dos anos 80: “E tudo ficou tão claro / O que era raro ficou comum“, que as respostas nunca estão fora de você.

Compreendi isso e se tornou como um paradigma para o meu entendimento: pouco importa o que dado ramo do conhecimento tenha explicado sobre sua busca existencial porquê as respostas não estão no que é externo de ti, mesmo que afirmem que a verdade seja alguma força extraordinária e sobrenatural.

Inclusive, também, percebi que existe um limite de esclarecimento para cada ramo do conhecimento e que a partir de determinando ponto, você corre o risco de admitir que o saber ultimado é aquele que consegue responder quase tudo, — mas esse, é o maior dos erros que um buscador comete: — adotar determinada doutrina, ciência, filosofia ou quaisquer “sabedorias” para explicar tudo.

Toda vez que concluía uma linha de pesquisa, lembrava do grande sábio Sócrates: “só sei que nada sei”. Contudo, para questões existenciais (quem somos, de onde viemos, para aonde iremos) são respostas ao alcance de cada um, a depender tão somente de fazer as perguntas certas. 

Por fim — é pelo autoconhecimento poderemos excluir aquelas possibilidades que não somos, porque se tudo está em mudança (no universo) e nada morre, então somos o espírito que vagueia, ora está aqui, ora ali, e ocupamos o recipiente que nos agradar, em vida física o chamamos de corpo. Porém, o que mais importa saber é o que habita nele é eterno, imperecível, o incompreensível eu sou, e tudo mais perece sob o sol.

REFLEXÃO: EVOLUÍMOS OU QUÊ?

Existem temas em que o fato de saber escrever não é tudo, por exemplo, quando o assunto é a própria vida, tudo fica muito complicado. Escolher melhores palavras e utilizar técnicas de escrita, não resolve questões de expressar com fidelidade sentimentos genuínos. Embora seja simples retratar cenas dramáticas, cômicas, românticas, etc. apenas dando ênfase em dados elementos da narrativa, porém, é certo que o texto vai parecer clichê (novelesco) e mais que isso, será falso.

Me ensinaram que a insistência é uma qualidade, mas em algum momento um texto deve ser terminado. Então, decidi: vou escrever diretamente segundo meu entendimento do assunto, e esquecerei a técnica. E, escrevo, despido da pretensão de ser eloquente.

Exceto por um elemento que julgo primordial: o zelo, cuidar com a veracidade do tema, é bom e desejável, sobremaneira, se o assunto é o autoconhecimento.  Evito a todo custo os ‘clichês’: o modismo de frases feitas, penso que são expressões vazias e não comunicam os sentimentos verdadeiros, por exemplo, quem pode aceitar de pleno valor o significado de um (“eu te amo”) que por tantas vezes é dito nas obras de ficção e em comerciais de propaganda? —, acho uma abominação narrativas novelescas tão presentes nas canções populares.

Interprete segundo seu discernimento. Tenho essa maneira de ser (aquariano): essencialmente humanista, mas nunca apelativo e não ativista no sentido literal.

Penso que somos seres complexos, únicos, com peculiaridades que é até difícil afirmar com convicção que exista outra pessoa igual a nós. O fato a ser lembrado, por exemplo, é quando se decide pelo autoconhecimento, o conhecimento de si, se tornará um ser livre desde o momento que assume total responsabilidade por suas escolhas.

Por fim, é pelo entendimento de tais características próprias (únicas) é que percebemos a nossa evolução, por exemplo, pelo ato de reconhecer a própria individuação e não se deixar ser coagido de maneira a pertencer a dado (grupo ou crença) que afrontem o ser que somos. Depois, é pela fidelidade a nós mesmos, a nossa essência humana, desde as nossas relações com outrem e a compreensão do universo, é que nos diz da nossa capacidade de adaptação, porque ou somos indivíduos, ou meros números nas estatísticas.

REFLEXÃO: ATITUDES QUE AFETAM A ALMA

Em nosso dia-a-dia, há certas atitudes que julgamos por vezes sem muita importância, mas tem potencial de gerar males até no íntimo do ser, a nossa alma. São aquelas mudanças repentinas de humor, por exemplo, dizemos que dado(a): (evento / pessoa / constatação), nos tira do sério. Fato é, que esses momentos são percebidos pelo stress, ansiedade e medo, que nos faz perder totalmente a serenidade e a paz.

É difícil indicar qualitativamente qual é o pior dos males que oprime a alma humana com mais frequência, mas, é possível ao menos aferirmos as dores existenciais. Como poderíamos fazer isso? — Vamos refletir, como sempre propomos aqui, pelo autoconhecimento.

Para compreendermos mais sobre dores da alma, é fato que isso guarda relação estreita com a nossa evolução espiritual. Quando observamos a maneira pela qual nos expressamos em momentos de tensão, sobretudo, ao analisarmos as “variáveis” que designaremos como: (tolerância / intensidade / consciência):

·         Se o nosso estado de humor for do nível de calmaria aos rampantes de explosões quase instantaneamente, —   isso diz muito da nossa tolerância;

·         Se tais as explosões (humor) são verbalizações contendo: (xingamentos, julgamentos, críticas, etc.) —   isso retrata a intensidade;

·         Se o quanto mais breve admitirmos para nós mesmos, sem intervenção de terceiros, que não devíamos ter agido daquela maneira, —   diz do nosso grau de consciência.

Disso se extrai em breve analise, o que é assertivo quanto uma resposta (irracional) das nossas emoções, que só confirma o nosso grau de ignorância, vemos: 1) uma atitude (destemperada) no presente não mudaria os fatos pretéritos; 2) se aquela atitude derivar de situações e causas ilógicas, geram efeitos desproporcionais dado a sua (aparente) causa.

Seguindo como empirista que sou, não quero “reinventar a roda!”, a tão festejada “inteligência emocional”. Contudo, penso que as nossas atitudes dizem do muito do grau de evolução da nossa alma, a despeito de qualquer outra convenção.

Ademais, penso que somos animados por uma (energia) extremamente sutil a qual nos conecta a tudo. Quem nunca parou diante de uma paisagem natural pitoresca e se sentiu como se transcendesse? — Penso que os nossos sentidos simplesmente fazem parte dessa experimentação e tudo que sentimos de bom ou de ruim alimenta esse ente (alma).  

Desde muito tempo, aprendemos que somos almas viventes, há um espirito imortal que nos anima. Nesta condição, o nosso agir,  ocorre como numa jornada para evolução do espírito. Pensei numa analogia, simples: somos guiados por um mapa de experimentação que é interpretado em momentos de introspeção: (autoanalise, autocritica, adaptação), e são essas as vias principais que levam ao autoconhecimento, o conhecimento de si.   

Por fim, sim! São atitudes desproporcionais, frente eventos sutis da vida que afetam a nossa alma. O autoconhecimento pode até parecer um caminho solitário, mas é por ele que compreenderemos o motivo pelo qual existimos, indicativos por certo encontraremos que derivam dos propósitos da essência a qual todos pertencemos. Seja como for, o destino estará completo quando nos unirmos a causa primeira de todas as coisas, a essência do universo.

REFLEXÃO: PORQUE EXPECTATIVAS NOS FRUSTAM TANTO.

Que maravilhoso ou sem graça seria a vida, uma existência, se tudo que fossemos experimentar viesse com manual de instrução, “como fazer as coisas para atender suas expectativas e ser feliz”, —utópico não acham? — Como um aquariano buscador, penso que seria até muito entediante. Mas, vamos refletir.

Conta a história, que o jovem general Alexandre Magno (o Grande) após obter à vitória sobre a nação indiana ele chorou, porque não havia mais povos para conquistar.

No cotidiano observamos que às vezes agimos tal como o conquistar macedônio: as pessoas são motivadas pela conquista de algo mensurável, tudo daquilo que se possa acumular, mais do mesmo, por exemplo, há muitos indivíduos ricos (bilionários) que buscam cada vez mais acumular fortunas, porém, nunca é o suficiente. — Nada tenho contra ter dinheiro, pelo contrário, é necessário para prover sobrevivência, (semelhante à carne do mamute para os nossos ancestrais das cavernas).

Nesta reflexão, me ocorreu a questão de como poderíamos limitar as nossas expectativas, ou colocando de outra forma, como poderíamos gerir melhor, de maneiras saudáveis, os nossos desejos, de forma nos sentirmos realizados, felizes.

Os cabalistas nos ensinam que a verdadeira criação da qual somos parte, como criatura, se resume no desejo de receber (alma humana) e a providência que nos criou (o criador) é o desejo de dar. Simplificando, resumidamente isso é tudo o que existe: a providência vai permitir tudo a sua criatura de forma nunca exigir nada desta, porque é por isso que fomos criados: para receber.

Também, aprendemos com Freud, que o homem é uma taça de desejo. Seja como for, me parece fazer todo sentido. Continuando como esse simbolismo (taça = homem = desejo).

— Recordo de uma pessoa que orientei sobre felicidade. Era uma jovem moça triste que me questionou: “porquê se sintia tão infeliz, mesmo tendo marido que a amava e filho saudável, etc.” — fantástico pensei, nossa! — Acabei por escrever um pequeno manual para aquela jovem tratar do seu dilema (infelicidade), — O caminho das pedras (8 passos para autorrealização), — é autoajuda, mas confesso que não faço mais isso, hoje espero que as pessoas descubram por si.

Fato é, que tal sentimento de infelicidade (a taça transborda, mas a sede continua), se analisarmos ocorre com todos nós! Quem dentre nós pode dizer que nunca se sentiu assim? — Ao obter muito mais daquilo que desejou, mas nunca é o suficiente! Penso, que os ensinamentos antigos: cabalistas, Buda, Jesus, Freud, tratam do mesmo assunto. Somos desejos, é por isso que existimos. Parafraseando a canção “somos medos e desejos”. 

Portanto, as nossas expectativas nos frustram porque são afinal, os nossos desejos. Porém, como sempre procuro fazer aqui neste blog (através do autoconhecimento), indicar opções de direções visando afastar a infelicidade: (Devemos aprender com a providência. Vamos tentar imitá-la, doando: atenção, nosso tempo, carinho, afeto, abrigo, comida, etc.), talvez dessa maneira, a nossa taça nunca mais transborde, e não diremos que nesta vida não há contentamento—, como disse o evangelista, felicidade.

REFLEXÃO: O QUE INIBE A PERCEPÇÃO DA FELICIDADE

Dores, aflições e medos fazem parte da vida, e suporta-los serenamente não há nada de errado, está tudo bem. Mas, quando cultivamos essas (aflições) por muito tempo elas nos absorvem totalmente, é fato que se tornam uma patologia (doença na nossa psique): ansiedade, fobias, depressão, etc. Entretanto, ninguém se desenvolve como ser humano com a predestinação para o sofrimento.

Nesta reflexão, convido-os brevemente analisar: porquê existem tantas pessoas vivendo constantes batalhas internas, gerando inúmeras aflições, dores e sofrimentos. Não me refiro a mera luta pela sobrevivência, mas sim as cercas fortificadas criadas na própria mente, na qual, você vive num mundo irreal, na sua prisão mental.

Porquanto, o mais comum dentre os indivíduos infelizes, é que geralmente essa condição existe por uma mera questão de crenças limitantes, as quais são retroalimentadas por dilemas que lhes são próprios, por exemplo, falta de autoestima, crise de identidade e a imaturidade.

Fato é que todos conhecemos alguém nas relações: pessoais, profissionais ou sociais, que agem feito crianças (magoam-se e irritam-se facilmente; acreditam que todos lhes devem atenção; não aceitam ser rejeitadas, etc.), mas, apesar de o fato de acumularem dezenas de primaveras de vida.

Penso que exista um princípio básico para evitar cair num labirinto de julgamentos: é nunca culpar as outras pessoas e as circunstâncias pelos próprios infortúnios. Contudo, de nada adianta, também, esconder de si os próprios sentimentos, isto é, agir como se fugisse da realidade ao ceder aos impulsos ardis de auto sabotagem.

Sabemos serem através das fugas que afloram as manias compulsivas: bebidas, promiscuidades, compras, etc. que dominam a mente —, como naquele dito popular: “é como varrer os problemas para baixo do tapete”, —procrastinar é fazer com que o fardo só aumente, a mochila de problemas levará o indivíduo a exaustão.

É fato, (quem não entende a si mesmo terá poucas oportunidades de se dar bem com os outros e/ou conquistar à auto realização).

Se considerarmos a quantidade de pessoas subservientes num emprego, em família, num relacionamento, numa crença, todos vivendo dilemas eternos. Tais pessoas, se tornam (autovítimas), vítimas de si: tentativa de suicídio, estado de ansiedades e depressivos, e também, aqueles que lotam igrejas numa busca insana por algo, um fator externo, numa religiosidade a “todo custo”, — soa como trocadilho, mas é real (como as notas de dinheiro).

Vemos no dia-a-dia pessoas querendo (a salvação) em outra vida! Mas, porque não viver o bem aqui, nessa existência? — Nada tenho contra as crenças no sobrenatural! Mas, parece ilógico não pensar na essência humana, ou seja, somos seres conscientes, racionais e capazes de resinificar a própria vida, sozinhos: apenas pelo autoconhecimento.

Se a maioria dos grandes problemas geradores de aflições estão na própria mente, não há inimigo mais poderoso como aquele que você acredite, porque você mesmo criou.

Por fim, o que inibe a percepção de felicidade de uma pessoa está diretamente associado à sua incapacidade de enxergar de maneira mais ampla, a própria realidade. Que por mais dolorosa que essa seja em dada experiência, é certo que haverá sempre alguma maneira de racionalizar e observar (a lei da causa e efeito), porque a depender do elemento básico para percepção da felicidade: é valorizar mais o lado positivo das situações (se a vida lhe der um limão, faça…), agir de forma a mudar o modo de encarar a vida. Talvez assim, momentos felizes sejam mais frequentes.

REFLEXÃO: COMO ENCONTRAR UM MILAGRE

Desde jovem sempre busquei por respostas sobre o porquê de pessoas boas sofrerem, por outro lado, aquelas de caráter duvidoso aparentemente se tornam bem-sucedidas. Mas ao longo da vida, pelas experiências compreendi, que tudo na vida deriva do grau de entendimento de cada um, — como você enxerga o mundo.

O maior entrave para compreender o processo pelo qual o sucesso ocorre está mais relacionado com os questionamentos e adaptação frente a vida, e menos com as respostas prontas que te ensinaram, isto é, tudo depende da maneira como formulamos as perguntas para nós mesmos. Disso se extrai, que de nada adianta buscar, por exemplo, a todo o custo a felicidade se você desconhece o verdadeiro conceito de felicidade.

Nesta breve reflexão, gostaria que você analisasse e constatasse por si, os momentos (chaves): os pontos de viradas em sua vida.

Partindo da premissa de que tudo no universo muda, como diz naquela canção dos anos 80: “o tempo não para, não para não”. Então, convoco a pensar esse tema agora, porque é dito, que “o tempo urge” e não há nada que possamos fazer quanto a isso.

Aprendemos sobre uma infinidade de assuntos ao longo das nossas vidas, mas para alguns de nós isso nunca ocorreu: obter lições sobre como fazer autogestão, gerir a si mesmo. — Eis o pulo do gato.

Depois, o quanto seremos adaptáveis em todas as áreas das nossas vidas: pessoal, profissional e social. Fato é, que para maioria de nós existe temor a mudanças, situações novas. Entretanto, jamais devemos, ser volúveis, fluídicos frente a vida. Pelo contrário, quem sabe gerir a si mesmo, por certo faz escolhas conscientes e leva a cabo tudo com determinação.

Por fim, para um milagre ocorrer faz necessário compreender os pontos de viradas em nossas vidas e o nosso grau de vontade pelo bem viver. Sobremaneira, naqueles momentos de aflições (sentimentos em graus extremados) e pela nossa vontade diante da dor, é que extrairemos as lições necessárias para descobrir que a vida é maravilhosa, e assim, temos a oportunidade de experimentar o sucesso, à autorrealização, — tudo é uma questão de como enxergamos a vida.

REFLEXÃO: A PIOR FACE DO SER HUMANO

Quando observamos multidões eufóricas literalmente se digladiando diante de um telão ao assistir jogos de futebol, (embora tal evento, esteja acontecendo em outros países e seus participantes sejam desconhecidos dos expectadores), consideramos tal comportamento digno de fanáticos.

fanatismo é muito peculiar por parte de muitos torcedores, sobretudo, quando analisamos suas expressões mais extremas, a violência: agressões verbais, brigas, e mortes, que são parte destas manifestações. Mesmo que alguém queira advogar em sentido contrário, seus argumentos perecem. Basta analisar racionalmente o assunto e se constatará atitudes dignas de insanidade.

Nesta breve reflexão, te convido para analisarmos juntos, as causas que levam o fanatismo e a sua pior consequência (a violência). O que faz uma pessoa comum da sociedade se comportar de modo tão agressivo instantaneamente em dado evento, no qual é apenas um expectador? 

— porém, abordaremos o assunto com viés meramente do autoconhecimento, buscamos entender o comportamento de indivíduos comuns que agem de maneira extraordinária. Frisamos que a nossa intenção aqui não é julgar seus atores.

Sou empirista e me norteio pela racionalidade. Vemos nas ações de torcedores (fãs) descontrolados, por exemplo, o comportamento violento de uma parcela dos indivíduos (torcedores presenciais ou não nos estádios). Inclusive, nas estatísticas anuais sobre crimes entre torcedores (vítima e autor), ambos de uma mesma família, — recentemente, notícias da morte de um dos conjugues cometido pelo outro, e tudo, foi motivado por discussões sobre um jogo de futebol.

Aprendemos que “O fanatismo causa rigidez mental e atrofia o raciocínio da pessoa. Tal como ocorre com o fanático religioso, o torcedor fanático é muitas das vezes, um indivíduo disposto a se utilizar qualquer meio para afirmar a primazia da sua fé ou do objeto de adoração sobre as demais”.

Por fim, pelo autoconhecimento quando podemos compreender mais sobre nós mesmos e sobre o mundo que nos cerca. Isso nos compelirá afastar de condutas ignorantes e infantis, tais como presente no fanatismo. Disso decorre, por exemplo, o controle dos nossos instintos ao ceder cada vez mais espaço para a razão, que representa uma elementar maturidade da psique, isto é, como a remoção da atrofia do raciocínio e a consequente afastamento do fanatismo.

REFLEXÃO: A POLÍTICA NO IMPÉRIO DA IGNORÂNCIA

Pelos estudos da sociologia, aprendemos que o poder político (o estado) nasceu da necessidade dos indivíduos estabelecerem regras para organizar a vida em sociedade. E, que ao longo do desenvolvimento das civilizações inúmeras revoluções ocorreram. O lado vencedor invariavelmente impôs pela força ou pelo engodo, sua própria concepção de estado e sociedade (justiça, impostos, direitos, etc.).

Sabemos também, que para a consecução de um projeto de poder é indispensável a coerção social, porque o governante deve manter a ordem e impor o seu comando sobre o povo.  Neste processo contínuo de luta pelo poder estatal que ao longo dos séculos forjaram a nossa evolução social e política.

Ademais, consta na história e na sociologia, que os donatários do poder político sempre podem contar com a mão poderosa das religiões para perpetuar-se no poder, entretanto, ao meu entender tal empreitada difere dos propósitos institucionais das entidades religiosas. Mas, pelo fato dessas arrebanhar milhões de almas, doutrina-las e subjugam suas mentes: incutindo nelas o temor de uma divindade vingadora, julgadora e salvadora, que se tornam como terrenos férteis para crescer legiões de apoiadores com mentes condicionadas.

No ápice dessa evolução social e política de um povo, está o quesito (do sistema político). E, nosso grande país se situa lado a lado com as melhores nações do mundo, — prevê a nossa Constituição Federal que (o poder que emana do povo para o povo). Porém, uma democracia ideal e plena só existe se houver a competência crítica do povo para escolher livremente seus governantes.

Por fim, pelo comportamento do povo brasileiro de diversos estrados da sociedade, o qual observei nas redes sociais, (bradando palavras de ordem e levantando bandeiras de crenças para justificar atos antidemocráticos), um sentimento de desalento invadiu minha alma. Como pode tal disparate, depois de milhares de anos de evolução social e nada mudou? — Vivemos no império da ignorância endêmica: de preconceitos e ideologias ultrapassadas! E, cá estamos novamente, diante de uma nova idade das trevas.

REFLEXÃO: O SER RIDÍCULO, INCONSCIENTE DA VERDADE

Se observarmos atentamente o cotidiano, desde as nossas relações interpessoais, notaremos o esvaziamento de muitos conceitos que até recentemente representavam valores nobres, tais como: (amor, gratidão, compromisso, honestidade, autenticidade, verdade).

O mestre grande Zygmunt Bauman bem nos advertiu sobre “realidade liquida”, isto é, que vivemos num mundo onde o que é concreto desvanece e não existe a certeza, permanência, perenidade, porque desde a ideia de (verdade) é relativizada com o vulgar e o fluídico.

Experimentamos tal realidade (liquida), no dia-a-dia, por exemplo, um termo difundido na sociedade contemporânea “politicamente correto”, que invariavelmente nasce da aprovação social, das redes sociais. Aquilo, que é fato para uma grande parcela de concidadãos, mas foi refutado por pesquisas cientificas: ao identificarem naquele termo uma incoerente com a realidade, trata-se da mera designação de é um “inimigo imaginário”.

Ao que tudo demonstra, estamos no limiar do senso do ridículo.

Fato observável em comportamentos recorrentes de milhões de indivíduos: que bebem daquela fonte (inútil) de saber, e se embriagam com a ignorância e vagueiam na escuridão do entendimento. Penso que milhões de pessoas perderam a noção da realidade, porque mesmo não tendo nenhuma certeza de algo insiste em propagar crenças como se fossem fatos, a exemplo dos ‘fake news’.

Porquanto, é enorme a repercussão dada a toda sorte de absurdo e inutilidade, que uma mente minimamente desperta é incapaz de imaginar: apocalipse religioso, invasão alienígena, teorias da conspiração, dietas milagrosas, mil maneiras de ficar rico, rezas, santos e feitiços poderosos, etc. e a pior parte disso é que tais pessoas têm convicções de veracidade.

Por fim, o ser ridículo, é aquele indivíduo que despreza a razão em detrimento do apego crendices justificadas, por exemplo, num metafísico transcendente. E, por não buscar compreender a própria existência, a compreensão de si, ao tentar fazê-lo, intenta através de ensinamentos leigos, com leituras limitadas sobre textos carregados de signos e símbolos muito antigos. Nos quais, a depender da interpretação se desprendem enormes contradições.

REFLEXÃO: CARCEREIRO DA CONSCIÊNCIA

O grande entrave de muitas pessoas para vivenciar a liberdade, felicidade e a paz, está ligado ao seu grau de compreensão da própria vida. Indivíduos infelizes contumazes, por certo são aqueles acanhados para encarar a si mesmos, sobretudo, pela sua incapacidade de enfrentar velhos dogmas e preconceitos vazios, que só denotam uma ignorância febril, e essa, se torna a carcereira da própria consciência e até da alma.

Este breve texto é um convite para analisarmos o quanto anda a nossa liberdade interior.

Pela nossa maneira de pensar e reagir frente a cada nova realidade em nossas vidas no dia-a-dia, seja na esfera (pessoal, profissional, social), que nos tirar da zona de conforto, zona infantil da mesmice é que constatamos o nosso nível de entendimento.

Se forem recorrentes em nossas mentes, lamentos (porque só acontece comigo: “síndrome do vira-lata”), julgamentos (culpando sempre os outros) e desculpas (justificando os próprios erros) é certo que a insegurança e o medo controlam o nosso ser.  

Disse o filósofo: “as coisas nos parecem absurdas ou más porque delas só temos um conhecimento parcial e estamos na completa ignorância da ordem e da coerência da natureza na totalidade”.

Portanto, penso que a ignorância de si e a falta de entendimento sobre a causa e o efeito é que nos conduzem a prisão da consciência, tirando a paz da nossa alma imortal. E, é pelo autoconhecimento, pela busca do conhecimento de si, que encontraremos as melhores respostas para nos libertar do carcere existencial, porque afinal, as melhores soluções para nossos dilemas existenciais são encontradas dentro de cada um.

Reflexão: Feito prisioneiro pelas próprias paixões

Quem dentre nós sob o sol, nunca se questionou o porquê invariavelmente vivemos como se estivéssemos num cabo de guerra, que em extremidades opostas então: de um lado (o nosso desejo de felicidade e paz) e noutro (os nossos apegos e paixões humanas).

Já manifestei em várias ocasiões aqui, a minha predileção pelo empirismo e racionalidade, contudo, não me apego a racionalidade extrema.

Ademais, penso que a regra de ouro para entendimento seja nunca perder de vista as questões maiores, como o autodesvendamento (quem sou?), sobretudo, se considerarmos a limitada capacidade humana de compreender a substância da qual todos derivamos: (universo, deus, natureza), — como queiramos nomear. Fato é, que tal substância (aquilo que existe por si) e que emana por si mesma, a qual, o conhecimento humano é incapaz de compreendê-la em sua totalidade, porquanto, persisto nesta busca através do autoconhecimento.

Nesta reflexão, vamos aprender com as lições do grande sábio Espinoza: “o homem precisa se libertar de seus sentimentos e sensações, para só então poder encontrar a paz e ser feliz”. Ou seja, sendo a felicidade e paz um estado de satisfação da alma humana é salutar que a seja mais percebida na medida da nossa melhor compreensão sobre a vida.

Portanto, verifiquei que na medida que assumimos as rédeas da nossa vida (com escolhas melhores) evitando que paixões e apegos nos dominem, em simultâneo, ao incorporarmos cada vez mais valores nobres a nossa consciência (amor, justiça, compaixão) tanto mais nos libertaremos dos sentimentos mesquinhos, egoístas e das breves sensações. Eis, que então, libertos e disponíveis para felicidade e paz estaremos.

REFLEXÃO: SALVAR A SI MESMO É UMA VOCAÇÃO HUMANA

Desde os primórdios nas cavernas e savanas, por certo, nossos ancestrais primitivos aprenderam sobre como sobreviver pela observação e experimentação. Fato é, que a evolução da alma humana sempre necessitou aprender sobre o mundo exterior e sobre si, para se adaptar e perpetuar sobre à terra numa jornada contínua.

Entretanto, no dia-a-dia, algo recorrente que notamos ao observar a comunidade humana, é que muitos dos seus indivíduos, padecem sobremaneira por não ter o hábito de ver o mundo por si: pela (contemplação e introspecção). Por exemplo, sabemos que milhões e milhões de pessoas necessitam de aprovação social para fazer quaisquer escolhas em suas vidas.

Nesta reflexão, é um mergulho no indivíduo que conheço bem, quem me tornei. Sou um autodidata nato, na vida privada (como buscador do conhecimento) e nas atividades profissionais (um aprendiz de diversos ofícios), por exemplo, aprendi pela contemplação, experimentação, e dou todo credito à introspecção, o impulso para aventurar em atividades tão distintas entre si, por exemplo, foi programador de computador, piloto de avião, professor, administrador, agente político, advogado, marqueteiro, escritor e palestrante. Através desse breve currículo apresento argumentação em defesa do autoconhecimento, porque a autocompreensão liberta a mente e amplia seus horizontes continuamente.

É certo que ninguém pode prever o futuro, mas só o fato de nascermos temos a certeza: vivenciaremos momentos de ansiedade, insegurança e medo, em quaisquer das esferas da vida, seja: pessoal, profissional e social. Mas, óbvio, que dependerá sempre do grau de entendimento de cada um, e nunca somente da sua intelectualidade.

Assimilei o seguinte princípio: “A introversão voluntária, na realidade, é uma das marcas clássicas do gênio criador e pode ser empregada deliberadamente”. Portanto, as respectivas superações frente aos desafios de cada um, será distinta: para alguns é uma limitação de escolhas, para outros, é a (ceifa) prematura de sonhos. E, deferentemente do que nos ensinaram, existe uma saída segura e eficaz, porque temos essa faculdade, de escolher.

Portanto, a salvação ou solução que dependa daquilo que é externo de você, isto é, que provenha especificamente de ações de outras pessoas, por certo, não te permitirá evoluir, além do fato de criar atalhos para o sofrimento. Afinal, o grande segredo é buscar o herói na própria história, encontrar a lição de vida e seguir continuamente se adaptando.

REFLEXÃO: COMO CRESCEMOS NAS ADVERSIDADES

Penso que quase todos os adultos dessa geração, conhecem um ditado popular “o que não nos mata nos torna mais fortes”. Mais que uma mera expressão da sabedoria do povo, se trata de uma constatação da psicologia, desde o século XIV.

Ensinaram os pais da psicanálise, que ao suportamos as adversidades ela nos afetará profundamente, e, em simultâneo, despertaremos como um ser melhor, uma melhor versão de nós mesmos:  “se a personalidade for capaz de absorver e integrar as novas forças, experimentará um grau quase sobre-humano de autoconsciência e de autocontrole superior”.

E, como disse certa vez um velho amigo senador “quisera o destino” que eu fosse exposto à tensão e a adversidade diante do que me parecia comum, pois já havia vivenciado, —a experiência de ter filhos —, considerando o fato de ser pai por seis vezes.

Mas, ninguém e nada me preparou para enfrentar aquilo que tive que assimilar nas primeiras semanas de abril. Foram momentos impares, com circunstâncias únicas numa vida, nas quais, não temos poder algum para mudar, apenas, a elementar faculdade do livre arbítrio, — que nos serve para escolher (como) compreender ou não em apenas instantes.

Quando a razão deve calar, pois as suas palavras podem ser vãs, exceto, aquelas articuladas pelo mais íntimo do nosso ser, as quais são livres e carregadas de convicção. Talvez um bom entendimento provenha da trindade humana em sintonia: (pensamentos, emoções e sentimentos). E, o resultando dessa força de coesão essencial: instantânea e intensa, nascerá o crescimento existencial. O qual, só compreenderemos pela quietude de um instante (como se o tempo e espaço não mais existisse), só existe um sentimento puro de abnegação.

Portanto, é no ápice de breves instantes, quando a trindade interior se funde com a centelha divina que habita cada um, eis que o medo, a ansiedade e a insegurança desaparecem da mente, só restando um sentimento indescritível de paz na alma imortal, então uma nova versão de si se instala, e tudo se torna novo e mais forte.

REFLEXÃO: PRISÃO HUMANA, PAIXÕES E HÁBITOS

O que fazemos repetidamente se tornam os nossos hábitos! Desde crianças fomos ensinados a criarmos bons hábitos e foi dito ser o essencial para conquistar o bom viver, ser feliz.

Ocorre que quando falamos de hábitos, o que vem à mente de grande parcela de nós, é que tudo se resume aqueles básicos, como: higiene pessoal, zelo pela ética, prática da moral, dos bons costumes, do trabalho, etc., entretanto, não é sobre estes bons hábitos que busco discorrer brevemente neste post.

Minha motivação para reflexão, foi devido à conversa que mantive com um jovem atendente, durante um ‘checkout’ num hotel, — dizia ele: “tenho grande dificuldade para terminar um relacionamento, mesmo sendo abusivo”. Ouvi atentamente até o final, mas não perdi tempo — é fato que tenho por hábito ouvir, compreender as pessoas, de modo a dizer algo que as façam repensar atitudes. — Notei nas palavras daquele jovem inexperiente e apaixonado, as causas das dores e seus sofrimentos: indicavam se relacionar com seus hábitos, aquilo que fazia, era no modo automático.  

Ao que parece, é algo comum que está enraizada na cultura dos latinos americanos, a ponto de se tornar um hábito: a subserviência (a submissão voluntária a alguém ou a algo), — popularmente conhecido como “síndrome do vira-lata (cachorro de rua)”. Fato que é latente numa consciência humana subdesenvolvida, permeada por péssimos hábitos.

Então, como fazer para deixar o velho e encrustado hábito de vira-lata? — Trata-se de algo elementar e muito simples na vida de qualquer indivíduo. Alguns autores renomados do tema nos dizem que “autoconhecimento permite abertura e a liberação do fluxo de vida no corpo do mundo”. 

Os corações aflitos por paixões, por certo, são incapazes de fazer boas escolhas. Porque a paixão aprisiona a consciência do homem, ocultando para bem dentro de si a mais valiosa das faculdades humanas, aquela que permite fazer escolhas, o seu livre arbítrio.

Analogamente: com a liberdade de pensamento e expressão, nascida no (cerne e ideais das grandes revoluções politicas), são tais as nossas escolhas de autodeterminação (vinda do nosso íntimo, desde a nossa alma imortal), as quais, jamais devemos condicionar, seja por: (coisas, pessoas, eventos, dinheiro ou poder), porque afinal, o ser humano enquanto indivíduo é um ser sublime e único. Disso decorre, por exemplo, o conceito inerente a dignidade da pessoa humana: não pode ser dada, trocada ou vendida, é algo inato do ser humano.

Por fim, o ideal a fazer é cuidar para cultivar bons hábitos, sobretudo, visando contemplar cada vez mais o indivíduo que somos, sopesando sempre nas escolhas intimas (ligadas a alma), as quais, nunca deverão ter preço, porque se as barganhamos por algo, é certo que isso nos tornará prisioneiro numa cela escura da ignorância.

O QUESTIONADO DESPERTAR

Outro dia fui questionado pelo que me motivou dedicar energia e tempo com assuntos relacionados ao conhecimento interior do ser, pelo autoconhecimento, — sem pensar muito, eu disse: por que não? — Existem fatos verificáveis que justificam: porque muitos de nós está a passos largos se encaminham para uma espécie de alienação do ser, com a ressignificação da nossa própria humanidade.

Foi há três anos quando iniciei o ‘blog’ (inSide) e sinto-me feliz ao constatar (nas estatísticas do ‘wordpress’) que as pequenas reflexões feitas aqui, são lidas em quase todos os continentes. Diariamente, pessoas de diferentes países nos leem. Escrevo basicamente sobre questões do cotidiano, sobretudo, das minhas experiências e autoanálises. Elas, retratam o meu caminho rumo a descoberta do indivíduo que sou.

Nesta reflexão, não é preciso análise profundo para constatar o enorme paradoxo existencial do ser humano na atualidade. Se de um lado, o progresso econômico, a tecnologia e o volume de informações disponíveis, a cada dia nos libertam do trabalho penoso, produz mais alimentos, melhora o conforto e a saúde, por exemplo, os vários ramos das ciências promoveram o prolongando da vida. Mas, por outro lado, fez com que o indivíduo (que está na base da pirâmide social) se tornasse prisioneiro do que é externo dele: (do sistema), isso é devido à ignorância endêmica de si mesmo, do desconhecimento da sua condição humana.

Inclusive, o conceito aquele homem (indivíduo) que é muito apregoado pelas religiões: “… imagem e semelhança de Deus”, lamentavelmente se esvaziou das suas consciências. Fato é, que este ser uno com o criador vem se tornado apenas (uma coisa) análoga ao produto de consumo de massas.

Penso que exemplos dessa desagregação do indivíduo sejam desnecessários, porque basta observarmos que os maiores males que atormentam o cotidiano da sociedade moderna:  intolerância, discriminação, violência. Essas mazelas, têm raízes e se externam a partir do interior da pessoa, da consciência do indivíduo.

Vejo no autoconhecimento, o conhecimento de si, um apontador de direção de caminho seguro para eliminar tal paradoxo existencial. Carecemos, entretanto, a começar, por exemplo, fazendo o melhor uso do ócio (tempo livre) trazido pelas facilidades do desenvolvimento tecnológico: evitando desperdiçar (tempo e energia) com questões externas: futilidades, banalidades, intrigas, fofocas, maldade, etc.

Por fim, focar mais em nós mesmos: se questionando (os porquês) sentimos o que sentimos quando nos deparamos com as frustrações e intemperes do dia-a-dia. Por certo, que as melhores respostas só virão de dentro de nós, e talvez assim, o conceito de (unidade) “somos imagem e semelhança de Deus”, faça mais sentido.

REFLEXÃO: A DÚVIDA É O MAL DA ALMA

Desde tempos imemoriais em todas as culturas pelo mundo, a história da humanidade nos dá conta de que sempre houve pessoas comuns, sem característica física ou intelectual superiores, que realizaram feitos extraordinários, inexplicáveis, muito além das suas capacidades.

Sabemos, por exemplo, que a mitologia foi criada para registrar feitos extraordinários de pessoas de dado povo, para enaltecer virtudes e realizações frente ao impensável. E, muitos desses indivíduos, foram imortalizados pelos seus feitos e se tornaram semideuses naquelas culturas.

Seja a cultura ou religião que analisarmos, sempre encontraremos atos heroicos realizados por pessoas comuns, e que nos servem de paradigmas para compreender o porquê alguns indivíduos em todos os tempos se tornaram heróis. Os eventos inexplicáveis aos sentidos humanos, é que questionamos: como explicar como fizeram o extraordinário? O que tais indivíduos tinham de especial?

Ao que tudo sugere, ao verificar (o como): a pessoa que realiza o extraordinário pensa e age fora da caixa, isto é, contraria o pensamento comum e se afasta daquilo que lhe cause insegurança. Ao analisar (o que):  é por certo que confia com profundidade, acredita positivamente, continua firme neste propósito mesmo diante do desconhecido, porque a sua força provém da sua fé no resultado positivo e nunca deixa que a dúvida se apodere da alma.

Por fim, diante de aflições geradas pelas incertezas que a vida nos apresentar, daquilo que para os outros parece impossível, é que devemos nos deter indo para dentro de nós: construir em silêncio uma convicção tal que seja capaz de afastar qualquer dúvida. Eis, que estaremos diante daquilo que para muitos se chama milagre, mas para quem tem fé, convicção, desde sempre foi possível, real.

REFLEXÃO: A SOLIDÃO NÃO É INIMIGA

Desde tempos imemoriais temos notícias de que o ato de se afastar do convívio social tem relação com a introspecção, a busca da espiritualidade: Moshe (Moisés): subiu ao monte sozinho e retornou com os Dez mandamentos; Sidarta Gautama (Buda): fugiu do conforto do palácio e meditou sob uma grande árvore para encontrar Iluminação; Yeshua Ben Yossef (Jesus): meditou por quarenta dias e quarenta noites para enfrentar o seu EU interior e escolheu Servir e dar exemplo.

Seja quais foram as motivações desses grandes homens, fato é, que todos se elevaram em relação aos seus conterrâneos e eternizaram suas existências, com legados que até hoje nos inspira, motiva para a prática do bem viver.   

Ademais, há centenas de anos, o tema solidão é bem retratado em poesias, e canções de todos os gêneros musicais. Ora com enfoque na dor e sofrimento, outras vezes como representação de algo libertador, que faz ao seu afetado vivenciar momentos plenos de contato com seu EU interior.

Na atualidade século XXI, sobretudo, em meio a pandemia (2020/2021), observamos as redes sociais e nos damos conta de que muitos de nós só lamentamo por esse nefasto compulsório afastamento do convívio social, mas isso (a solidão), pode ser encarado de outra maneira,  mais proveitosa: como uma oportunidade de crescimento pessoal.

Todos sabemos o que significa ser humano, indivíduo, isto é, temos uma consciência e agimos pela: razão, sentimentos, emoções, etc. por isso, não somos maquinas tais, que apenas executam tarefas a partir de programação pré-determinada. Fato que podemos e devemos pensar, contemplar, refletir e aprender, tirar lições de todas as situações, experiências.

A solidão não é inimiga, muito pelo contrário. Devemos ver nela oportunidades, para: conhecer a nós mesmos. Porque, é um momento ímpar (a solidão) para ficar em companhia da pessoa mais importante para nossas vidas: nós mesmos.

E como podemos fazer isso? — Indo até o nosso interior, íntimo de cada um. Através de um dialogo com nossos problemas não resolvidos, aqueles, que sempre procrastinamos para encarrar.

Por fim, todos aqueles grandes homens, e outras pessoas, que ao longo dos milênios deixaram grandes legados pela humanidade, tinham em algo comum: todos tiveram longos momentos de solidão, introspecção, e atingiram iluminação.

REFLEXÃO: FALTA DE TEMPO TRAZ INFELICIDADE

Com relativa frequência dizemos que estamos sem tempo. O que é uma ideia muito contraditora, não? Ao que parece, na sociedade atual tudo se resume em ter, possuir. Vemos pessoas agindo como se pudessem possuir o tempo.

E, o mais grave dessa ilusão de ter, é que nunca encontramos tempo para nós, por exemplo, para fazer uma reflexão da nossa existência, sobre nós mesmo. Disse o professor Luís Mauro Sá Martino: “na sociedade atual, não temos mais tempo para o afeto”, para aquilo que nos afeta e ao outro das nossas relações.  

Embora, saibamos que a falta de tempo não é em decorrência do planeta girar mais rápido, nada disso, mas, porque vivemos o dia-a-dia muito conectado a assuntos banais (fofoca, julgamento do outro, curiosidades infantis, reality show, redes sociais, etc.).

Isso tudo, sim, é uma perda de tempo. Porquanto, enquanto seres dotados de alma, precisamos de relacionamentos saudáveis, e para isso, devemos investir tempo: em nós e no outro. Administrar nosso dia-a-dia com maestria.

Já a felicidade, depende da contemplação, e isso, exige no mínimo tempo: para nos deter e observar o mundo que os cerca e a nós mesmos. Isto é, para conhecer a nós mesmo: o nosso interior, nossa psique através de reflexões. Depois, é necessário também, afetar (sentir afeto): sentir e interagir com as outras pessoas.

Por fim, num dia (24 horas), das quais (8 horas), são reservadas para repouso, descanso, então, deveríamos fazer o melhor uso do tempo, evitando perder muitos momentos com mediocridades, banalidades, futilidades, porque nisso, certamente felicidade não há.

REFLEXÃO: O INIMIGO INTIMO

Sentir alguma ansiedade frente ao desconhecido é normal e natural. Foi graças a esse dispositivo de alerta que os ancestrais das cavernas conseguiram sobreviver aos predadores. Mas, em nossos tempos, se a ansiedade for decorrente da expectativa sobre o novo, o inevitável, e se, procrastinar ao invés compreender, criará monstros interiores que gerarão medo estressante.

O medo, dado a sua intensidade aprisiona e cega o discernimento. Ocorre uma espécie de prisão dentro si que limita a consciência e afeta o livre arbítrio: desde as escolhas básicas do cotidiano. Os efeitos do medo sobre a psique do indivíduo são sem medidas, porque afeta totalmente o seu modo de agir.

Há ainda, outros fatores associados ao medo, como o descontrole emocional, que invariavelmente decorrem daquilo que se desconhece, ou não se quer aceitar. Fato é, que os indivíduos envoltos pelo medo, acabam enfrentando inúmeros problemas: seja no ambiente familiar, relações sociais e no trabalho. Onde, a regra fundamental é serenidade e o autocontrole.

Então, o que fazer para domar esse monstro que vive dentro de cada um?

— Especialistas na área da psique humana, chamam essa qualidade (autocontrole) de inteligência emocional. Por isso, antes de qualquer coisa se deve precaver, encarando os temores do desconhecido de modo bem racional, porquê se não se fizer nada a respeito será levado a agir de maneira bem diversa a própria vontade.

Entretanto, à primeira vista parece simples e até sugira que tudo depende de racionalização, mas se deve ter em mente que a razão raramente consegue responder mais rápido e tão prontamente como as emoções.

Soma-se a isso, o fato é de que são as emoções que operam o sistema de escolhas, e são a partir delas que se externa as intenções reais. Que são prontamente reveladas pela linguagem não verbal, conforme brilhante pesquisa de (Weil, Pierre): “o corpo fala”

Por fim, há inúmeras maneiras, cuidados, que se pode adotar para evitar cair num círculo vicioso de insegurança, perda de controle, medo. E, a melhor delas é trabalhar o sistema emocional: ressignificando valores e crenças, sobretudo, com boas doses de empatia.

REFLEXÃO: O DESPERTAR DE SI É IMPORTANTE!

Uma certeza que temos na vida que conhecemos, é que ela é finita. Que todos um dia morreremos! Embora, muitos de nós não compreendamos o processo chamado vida, não muda que ao morrermos remanescerá as nossas experiências armazenadas, seja lá onde queiramos denominar: consciência, alma, espirito.

Por isso, só o conhecimento de si, o autoconhecimento, propicia “a descoberta do uno na diversidade”, (Joseph Campbell). E, para compreender os mistérios que envolvem a existência: o ciclo da vida, necessitamos saber sobre a nossa essência. Mas no caminho do entendimento encontraremos muitas contradições naquilo que nos foi apresentado como verdade.

Vemos, por exemplo, nas principais vertentes desses conhecimentos, as religiões ocidentais, onde em suas teologias em síntese é dito, sobre: (a vida e o castigo eterno, a hora do julgamento, um momento da salvação, etc.), mas não explicam aquilo que é substancial sobre nós: (quem somos), tornando tais ensinamentos ainda mais confusos.

Diante disso, ao que tudo indica, penso que poderemos encontrar as melhores respostas em nós mesmos, independentemente de dogmas e crenças, isto é. iniciando a busca a partir da simples análise desse princípio: somos indivíduos únicos. Fato comprovado e incontroverso, por exemplo, mesmo dentro de uma família há peculiaridades distintas: (modo de pensar, aspirações, sonhos, motivações, etc.) dentre cada um de seus membros.

Assim, contextualizando, cada indivíduo tem alma, isto é, um espirito imortal, querendo ou não. E, essa parte de nós é dotada de atributos: sutil e simultaneamente poderoso, — como energia vital para o nosso corpo físico e controlador das nossas emoções e sentimentos.

Fato esse, que nos faz seres únicos: a nossa essência é revelada na existência (vida), ou seja, sendo a pessoa que de fato somos, independente de outras influências, como:  origem genética, decorrente da intelectualidade; meio social; crenças; ou qualquer condição na qual estejamos inseridos. Portanto, é verificável os porquês de agirmos de maneira extraordinária, peculiar, frente às mais diferentes situações, e que costumamos dizer: “agi assim seguindo meu coração”.

Conhecer a si mesmo é fundamental para compreender o elementar numa existência: o propósito, o motivo, pelo qual se vive agora e neste plano terrestre. Pode ser reconfortante ter consciência disso, melhor ainda é para compreender a complexidade da vida, pois, basta imaginar o quanto a sua essência já vivenciou em outras oportunidades, e continua experimentando.

Portanto, a dor não deve ser rejeitada, assim como, os momentos de felicidade devem ser plenamente vividos, sempre no aqui e agora.

Reflexão: problemas, conflitos e aflições

É uma imprudência se deixar levar criando muitas expectativas, pois isso, é um atalho para problemas. São verdadeiras fontes de aflições que nos levam a momentos estressantes: desde aqueles simples e comuns do dia-a-dia até os mais complexos, como, por exemplo, conflitos em relacionamentos.

Para ser franco, desconheço uma receita infalível para isso, tal como uma receita de bolo, porque a depender do seu grau de discernimento um simples problema doméstico se assemelha a um ‘tsunami’. Entretanto, existe algo simples que podemos adotar capaz de apontar ao menos o caminho, para uma vida melhor, a tão desejada paz de espírito.

Embora, muitas pessoas busquem soluções em (religiões, gurus, medicamentos, drogas, etc.) na esperança de encontrar o elixir da felicidade, mas a experiência me ensinou que tudo que é externo de nós, não é eficaz, apenas atenua o estresse e seu resultado não é duradouro.

Para compreender isso, basta analisar um pouco, se: usar remédios todos sabemos que seus efeitos passam, assim como acontece com drogas e bebidas; ouvir as pregações (as palavras) dos religiosos, elas se esvaem bem antes do próximo culto/missa; buscar conselhos de um guru até impactam por momentos, mas são como dieta —, se mal observada, é inútil.

Sempre que buscar por soluções perenes para conflitos e aflições, não espere que a solução venha de fora de você. Saiba que antes de tudo é um indivíduo, e como tal, é um ser único e nasceu com uma caixa de ferramenta fantástica, que está disponível (100%) do tempo, basta aprender usar, ela é chamada de (autoconhecimento, o conhecimento de si) e acessada pela senha: (questionamento).

Portanto, em situações de conflito ou aflição use as ferramentas, se questionando: QUEM SOU EU? / QUEM SOU EU DE FATO? QUEM SOU EU NO UNIVERSO? — A cada resposta retome a questão, (Por quê?) — Observe: é preciso que descubra quem realmente é, não o que pensa ser.

Por fim, lembre-se DO QUE VOCÊ NÃO É: não é o que o seu diploma diz; não é o valor dos seus bens; não é o que amigos e a sociedade dizem de você; não é por ser membro da família x ou y. — Fato é, que você só ESTÁ aqui temporariamente, porque afinal, você é uma alma imortal única que precisa evoluir continuamente, e isso, depende só de si. Nesta jornada, evoluir, ocorre a partir do seu interior, e isso, requer esforço, disciplina e maturidade.

PAI: APERTO NO PEITO E UMA CONVICÇÃO.

Era noite de lua cheia e a chovia, mas não percebia relâmpagos e nem trovões. Sentado ali, na edícula da casa, olhava para superfície da piscina, a luz do luar na água produzia efeitos de milhares de fractais combinando com o som síncrono da chuva, foi num passe de mágica que minha mente se esvaziou, — como se entrasse num transe: perdi a noção do tempo. Meu corpo ficou inerte: não sentia a brisa úmida da chuva, somente um estado de presença, apenas a minha consciência. Nestes instantes, assisti minha vida como num filme, quando despertei os meus sentidos, o relógio marcava (00h:51m) e foram esses, os primeiros instantes de 25 de março de 2021, prenunciando que algo extraordinário aconteceria naquele dia. 

Lindo e mágico, porém, sei que todo efeito tem sua causa e por muitas vezes pode ser explicado. Para isso, tenho que considerar os eventos que antecederam esse dia: (na manha do dia anterior, num exame de ultrassom, rotina de pré-natal, o médico informou que o bebê não estava bem.) — Nem sei direito o termo médico, mas entendi o significado: o bebê não estava recebendo oxigênio suficiente, e isso, estava afetando o seu desenvolvimento, além, representar riscos para sua vida.

Ignorar os fatos médicos seria impensável e irresponsabilidade, porque prenunciavam consequências severas para a vida do B7, com apenas 31.4 semanas. Bebê número sete —, apelido carinhoso durante a gestação. Analisamos as opções, Deise e Eu, e só havia única alternativa: (cesariana urgente e manter o bebê numa UTINEONTAL). Isso, pode até ser corriqueiro em outros tempos e em outras cidades, mas estamos numa pandemia e vivemos no interior de Rondônia —, onde tal serviço médico está disponível em apenas duas cidades: Ouro Preto do Oeste que a uns 370 km e a na capital Porto Velho, distante 700 km.

Zelo, cuidado, atenção, não importa a motivação de um pai nesses momentos, porque simplesmente a situação exige solução rápida, sem tempos para ‘mimimi’. Talvez, seja oportuno descobrir o ‘coach’ que existe em cada um, para motivar, tranquilizar: transmitir esperança e segurança. Quanto a mãe? Dela depende a maior parte, muito mais do que palavras motivadoras, pois exige determinação e coragem. A mãe leva consigo a maior parte dessa empreitada humana: de gerar uma nova vida, porque, além disso, tem que manter a sua própria, e a psique saudável. Não havia mais tempo a perder, agora é só agir. 

Escolher o quê? — Não havia opções! Só as providências necessárias e urgentes:  os procedimentos de um parto cesáreo com imediato suporte de (uti-neonatal). Vencer a distância num menor lapso de tempo até hospital (São Lucas), representava percorrer uns 370 km de ambulância por rodovia (BR 364 norte), em pleno mês de março —, um desafio de logística:  onde trafegam centenas de veículos de cargas.

Uniformidade no modo de decidir e agir, esse foi o comportamento naqueles momentos de apreensão, — houve sintonia entre nós, pensamos e agimos. Vamos agora: ela com a protuberante barriga entra na ambulância as 15 (h), — dali em diante, é só esperar, aguardar. — fiquei em Vilhena para ir de carro próprio mais tarde. Contudo, monitorei a viagem, desde onde houvesse sinal de ‘internet’ (no trajeto, cruzam por cinco cidades), e fui sendo atualizado pela (B3): a Sarah (a enfermeira) — acompanhou a viagem, porque só tínhamos uma vaga para acompanhante e escolhemos a enfermeira! De que adiantaria um advogado na ambulância?

Jamais imaginávamos que o nascimento do (B7) fosse antecipado, ou mesmo, que precisasse de UTI, porque o seu desenvolvimento foi normal e não houve nenhuma negligência das recomendações médicas. Porém, fato é, que com trinta e uma semana e quatro dias de gestação, ele teria que nascer, com urgência. — Estava pouco ansioso, não é uma situação comum, mas nestes momentos, confesso que sou bem pragmático.

Única coisa sensata a fazer é acatar as recomendações médicas, afinal, é a vida do bebê que está em risco. Fazê-lo nascer antes do tempo e mantê-lo sob cuidados intensivos, foi o recomendado. Nada mais acrescentar, só providenciar os preparativos: roupas, papelada, logística e hospital.

Nem sempre podemos estar no controle da situação, aliás, isso é uma utopia. Aprendi que desde a antiguidade, os sábios nos legaram ensinamentos, dando conta de que nunca estamos de fato controlando todos os eventos e situações nas nossas vidas. Talvez isso, seja um bom argumento para quem vive pela fé, mas quando se nasce e vive no ocidente, onde a cultura é orientada por crenças muito contraditórias e condicionadas, tendo as ideias como: castigo; inferno; maldição, etc. deixa tudo mais muito obscuro e confuso.   

Incoerências a parte, acredito na lei de causa e efeito, também, no que foi dito sobre o ser humano: “somos seres conscientes e isso nos faz parte do cosmos: somos um microcosmos”, portanto, estamos todos sujeitos as leis eternas, imutáveis que vão muito além do tempo e do espaço, como o conhecemos. Há mistérios nesta relação, ou seja, entre a percepção humana não treinada e o complexo universo. Fato é, podemos observar (leis universais) e suas sutilizas, apenas como mensagens do universo e aprender com elas.

Obedecer às leis da natureza é o sensato, e o ideal a fazer. Ter fé, é acreditar como num passo no escuro. Por isso, penso sempre por um viés positivo, sobretudo, quando estou submetido a experiências envolvendo elementos externos, aqueles, que não dependem das minhas faculdades. Mas, escolho observar, ponderar e se preciso for esperar muito, se for o caso, sobremaneira, para evitar cair num espirar de angústia e medo.

Resumindo, as circunstâncias e os pensamentos que me apresentaram naquele dia 25/03/2021, porém, são os fatos que importam: o meu pequeno Júnior nasceu as 16:09h: (prematuro de 31.4 semanas, com 45 cm, peso 1.790 gr) e continua devidamente assistido na (UTI-Neonatal). Vencidas as horas de expectativas e de tensão, penso que tudo mais está quase superado. Foi maravilhoso, vê-lo, mesmo que por instantes quando toquei no seu pequenino pulso direito e senti o calor do seu corpinho e quase sussurrando abençoe: seja bem-vindo meu filho, abençoado sejas, que (O Criador) lhes permitas: saúde, força, coragem e o discernimento para realizar os propósitos da sua existência neste plano.

REFLEXÃO: AS ESCOLHAS QUE FAZEMOS NO COTIDIANO, SÃO DA NOSSA CONSCIÊNCIA DE INDIVÍDUO?

Desde um passado remoto, quando nossos ancestrais escolheram deixar a vida nas cavernas e tudo mais que decorreu a partir dali, (construíram a sociedade e organizaram a vida dos indivíduos como a conhecemos). Seja para o bem ou para o mal, às vezes foi com justiça e outras com injustiças que inúmeras guerras ocorreram, porém, ao final, acordos celebram a paz. Tudo isso, levou a evolução da consciência dos seres.

Fato é, tudo que ocorreu na história da humanidade foi devido aos interesses e através de escolhas puramente humanas, conforme foi escrito, (a civilização humana remonta mais de 12 mil anos), entretanto, foi só neste último século que tudo mudou radicalmente.

Neste século, ao que tudo indica, nasceu a geração de humanos que romperá com os limites da sua individuação, ou seja, da consciência humana, sobremaneira, pela transformação no seu modo de pensar e agir como nunca visto.

Vemos atualmente, que muitas das escolhas dos indivíduos não são puramente humanas, porque são baseadas em decisões de algoritmos, geradas externamente, por exemplo, pela inteligência artificial: (sobre o que consumem, as informações que acessam, seus comportamentos, etc.). Há muitas pessoas decidindo segundo critérios que não lhes são próprios, ou seja, não são da sua consciência.

Por fim, a cada dia, está mais raro encontrar indivíduos se articulando e defendendo ideais humanos nobres, tais como, o da dignidade humana: aquilo que deveriam fazer indistintamente: independente da raça, crença, cor, orientação politica, etc. Penso que se continuar nesse caminho de automatismo da consciência, irão a passos largos para uma ruptura da individuação e se tornando paulatinamente híbridos humanoides com ‘exabyte’ de informação, mas com a consciência humana adormecida.

AUTOCONHECIMENTO: FUTURO PÓS-PANDEMIA, UMA SUGESTÃO DE PRIORIDADE

Minha predileção pelo estudo filosófico e a sua aplicação, na prática, não é segredo, também, a identificação com o empirismo, a vivência prática do saber, com a experimentação. Desde a minha juventude cultivo ideais até utópicos (para um indivíduo mediano), porém, sou orientado e motivado por um desejo quase inconsciente de fazer algo para tornar o mundo melhor. Mas, o tempo passa e os compromissos que todos temos na vida adulta nos compele procrastinar.

Contudo, na manhã de ontem, como sempre faço aos domingos: visito a feira municipal. Único luxo que me permito semanalmente: comer pastel de feira, com os cuidados sanitários, é óbvio. E, ao observar o comportamento das pessoas quando estão motivadas apenas pelo elementar na vida: a sobrevivência e a sociabilidade, é que aprendo muito nesses ambientes.

Nesta reflexão, fui motivado pela minha adorável Deise. Aliás, pelo que ela disse a caminho da feira: “em plena pandemia quando as pessoas estão mais vulneráveis, há indivíduos criminosos se utilizando de ‘posts’ contendo anúncios sobre empregos, ao clicar no ‘banner’ o seu ‘whatsapp’ é clonado, etc.” É, lamentável, esse mau uso da tecnologia.

Enquanto observava as pessoas na feira praticando atividades que remontam tempos imemoriais na história da humanidade, em contraponto, via-se nas mãos delas (‘smartphones’) — que contraste! O velho ofício comercial ancestral (comercio de feira) e a modernidade trazido pela tecnologia. Então, será que a vida do homem está mudando para melhor?  — assertivamente não.

O onde está a raiz do problema? — Se tanto mais tecnologia disponível, maior a sofisticação nos crimes!

Fato é, o ser humano em seu interior, parece que continua com no passado, ou cada vez mais mesquinho, egoísta e ganancioso. As facilidades trazidas pela tecnologia, fez o indivíduo mal-intencionado ampliar o seu potencial de maldade.  — O que poderíamos fazer substancialmente para enfrentar o crime?

Ademais, no dia-a-dia é possível constatarmos que a conduta humana destoa com o progresso da civilização, a evolução do indivíduo (do ser) ao que parece não acompanha o desenvolvimento tecnológico, nem de longe, ou, muito pelo contrário, vai em sentido oposto: quanto mais tecnologia, menor é o senso de civilidade.

Para trazer luz a nossa reflexão, vi uma mensagem da Profa. Lucia Helena: “há dois pilares principais nos quais se assentam o marco civilizatório da humanidade: de um lado o progresso (as coisas que o homem faz: (objetos tecnológicos, o desenvolvimento cientifico sobre toda matéria, a compreensão do universo, etc.), de outro o interior do homem, a edificação do próprio homem (conhecimento de si mesmo, a ética e a moral)”. Neste particular, as religiões, há séculos com suas doutrinas não conseguem cuidar da interior do ser humano.

O problema é que há desnivelamento nestes pilares, há disparidade nesse “frontão civilizatório” — segundo Lucia Helena, “porque vemos mais coisas sendo desenvolvidas pelo homem e menos desenvolvimento do próprio homem”. Portanto, isso nos diz da necessidade de darmos mais atenção para a formação humana, muito além da intelectualidade, sobretudo, com mais valores nobres, tais como: ética e a moral.

Deveríamos ter num pós-pandemia, ao invés de pensarmos só na era da tecnologia, escolher, a desenvolver a era do equilíbrio: entre a formação humana (versos) o desenvolvimento tecnológico.

Pode soar como distopia, mas serve de alerta, porque o grande perigo da civilização atual: é o crescimento exponencial de indivíduos subdesenvolvidos em questões humanas: (moral e ética), fazendo o mau uso de tecnologia de ponta, por exemplo, ao utilizar a IA (inteligência artificial) para cometer crimes. O resultado disso, seria catastrófico. Talvez até precisaremos utilizar meios de coerção social a partir de decisões algorítmicas, ou seja, humanos governados por robôs.

Por fim, na pós-Covid19, o avanço do “marco civilizatório” (Lúcia Helena), deveríamos nos voltar cada mais para o desenvolvimento humano, orientar o indivíduo na busca pelo autoconhecimento, o conhecimento de si e a sua interação com seus iguais. Com mais interações humanas saudáveis, pautados na ética e na moral. Isso independente da sua raça, credo ou poder econômico. Buscar cada vez mais olhar para o interior do indivíduo.